terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Adeus


Ele:
Amor, tenho de partir
Enquanto a noite fecha os olhos
Dos espiões familiares;
Esta canção anuncia a alba


Ela:
Não, a ave da noite e do amor
Reclama o repouso dos verdadeiros amantes,
Enquanto a sua alta canção reprova
O sigilo assassino do dia.


Ele:
Já a luz do dia se eleva
Sobre os cumes da montanha.


Ela:
É a luz da lua.


Ele:
Aquela ave...


Ela:
Deixa-a cantar,
Ao jogo do amor ofereço
Meus escuros declives.


W.B. Yeats

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perspectivas diferentes...e o adeus pode ser doce...

6 comentários:

Tuche disse...

Pois pode...

Um doce beijo para ti :)

Jotabê disse...

Que seja...

«Adeus até uma próxima madrugada
Quando a aurora ainda deitada
Brilha de novo
E no novo dia
Se despede por ali fora
E mesmo ante de se ir embora
O crepúsculo em mais um dos acenos seus
Anuncia de novo, um novo adeus.»

...um vicioso ciclo do adeus.


J. Bê

:)

XX

Rosalina disse...

é, não é, tuché?

uma excelente semana para ti.

Rosalina disse...

sabe, j.bê, durante muito tempo o adeus era um momento triste e definitivo.

quis mudar isso. e aprendi a a "dizer" adeus, até...

garantidamente é bem melhor. é como escreves.


XX

Cristina disse...

olha amiguita. ja cá estive e voltei pa trás....num sabia que dizer...portanto, como continuo na mesma, deixo pelo menos beijos.:)

Rosalina disse...

beijocas, cristina. docinhas.