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quinta-feira, 9 de maio de 2024

porto de abrigo


porto de abrigo. ❤️🤗
porque há dias assim. de maior saudade.

 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

retrato

 

“Cântico Negro”

“Vem por aqui”- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui”!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
—Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…

Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: “vem por aqui”?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
a ir por aí…

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…

Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei para onde vou,
Não sei para onde vou
—Sei que não vou por aí!

José Régio

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

corações de mãe e filha com café

 


dois corações com sabor a café: um, da mãe. outro, da filha.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Annabel Lee - Rock Version

Ontem, dedicaram-me esta música.

Já não era a primeira vez. Gostei.

 http://youtu.be/v2zI3203b50


Obrigada, Ana.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Zorro

Este é o zorro.
É um gato belíssimo!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Bia e o seu bosque encantado

De vez em quando cruzo-me com (ex)alunos na rua. Sorrimos, dizimos olá e continuamos o nosso caminho. Aliás, essa é uma (boa) sensação que tenho frequentemente: os ex-alunos não me evitam. E, por isso, nessas circunstâncias, sinto, quase sempre, que a missão foi cumprida, na sua componente humana, também.

Mas, de vez em em quando, recebo um pouco mais que um sorriso e além de missão cumprida, sinto-me feliz. Na passada semana, aconteceu um desses momentos. A Carolina e a Daniela foram minhas alunas durante três anos. Quer dizer, a Daniela foi durante quatro... Depois fizeram o 9ºAno e foram embora. Foi um ciclo que terminou, no ano passado.

Foram à escola, na 4ª-feira passada, "matar" saudades do espaço, funcionários e professores. Fui uma das professores com quem falaram. Estivemos à conversa, na mesma sala onde costumávamos ter aulas. E recordámos episódios giros, colegas e também foram partilhando as experiências do curso que estão a fazer. Optaram pela via profissionalizante e estão a frequentar o Curso Profissional de Técnico de Apoio à Infância, na Escola Secundária da Lourinhã. No meio da conversa sobre aquilo que estavam a aprender e a fazer, quiseram mostrar-me um texto que ambas tinham feito para um trabalho.

Era um conto. A história da Bia e do seu bosque encantado, ilustrado por elas próprias. Foi muito bonito ver o orgulho com que me mostraram aquele trabalho. Gostei. Gostei mesmo muito! Da história, dos desenhos, do momento, da atenção, da conversa, do carinho.

Pedi-lhes licença para publicar, partilhando, o seu trabalho e este outro lado que nem sempre é possível dar a conhecer.
Deram-na. Aqui está.
Obrigada, Carolina e Daniela.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Já não é o dia da mulher...


Atrasei-me. Ou melhor, distraí-me. Mas encontrei, nessa distração, a foto do lado esquerdo. E, de manhã, no Facebook, li estas palavras de Pompeia Castro:
"Ainda há bem poucos anos as mulheres que proclamavam a igualdade de género eram apelidadas de histéricas. Também não gosto do dia disto e daquilo, mas não concordo com a sobranceria das novas gerações femininas. Nada está adquirido [...]. A condição feminina ainda é um fardo em grande parte do planeta."

Achei que o conjunto tinha de ser "oferecido" ao dia, o da mulher. E aqui está. Para hoje, também, bom dia da mulher!





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Porque sim

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


terça-feira, 13 de abril de 2010

Quase nada

segunda-feira, 8 de março de 2010

Father and Son

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Amar


Porque, às vezes, são precisas as pausas, mesmo quando o tempo nos atropela...
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

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Um mimo pronto a desembrulhar. Parabéns.

domingo, 6 de setembro de 2009

'Humanus'











Excessivamente humano!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009











Ternuras...

sábado, 18 de julho de 2009


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Gato quase escondido...

sábado, 14 de fevereiro de 2009






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Porque hoje é dia 14 de Fevereiro.
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009











Fotogénicos, não?

domingo, 25 de janeiro de 2009






Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.


És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

Fernando Pessoa


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Quer dizer, estes não vivem na rua, mas que são felizes porque são assim, não tenho dúvidas.

Um bom domingo.
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