quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

retrato

 

“Cântico Negro”

“Vem por aqui”- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui”!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
—Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…

Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: “vem por aqui”?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
a ir por aí…

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…

Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei para onde vou,
Não sei para onde vou
—Sei que não vou por aí!

José Régio

sábado, 9 de janeiro de 2021

 




sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

degustação

 









É sexta-feira. 

Exige-se o reconhecimento público da competência dos professores

 

Portanto, se for só às escolas que o confinamento não se aplicar, a leitura possível é concluir que, APENAS na educação, se implementaram medidas eficazes. Logo, talvez fosse altura de nos devolverem os 6 anos, 6 meses e 23 dias!!!!!!!! E, PUBLICAMENTE, corrigindo as palavras da ministra de má memória, reconhecer o MÉRITO dos professores.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

a morada dos deuses

 






hoje, estive perto do sítio onde os deuses moram. não me aproximei porque podia acordá-los.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

os diretores, as práticas pedagógicas e as reuniões de avaliação sumativa do 1.º período

A propósito de uma orientação sobre como as reuniões no 1.º período deveriam ser realizadas, fiz, no dia 21/12/20, a seguinte reflexão no Facebook:

Eu acho que os diretores deviam ter de dar aulas a pelo menos uma turma. Talvez dessa forma percebessem que proporcionar um calendário de reuniões de avaliação sumativa de uma hora e 15 minutos por videoconferência não é compatível com o desenvolvimento de boas práticas pedagógicas. Aliás, não é sequer exequível a não ser que se preconize a automatização do processo de aprendizagem dos alunos.

Da interação com uma das amigas que comentou, perguntando, ironicamente se as reuniões não serviam apenas para preencher documentos, acrescentei o seguinte na caixa dos comentários:

...não estou habituada a isso. Aqui costumamos ter tempo para nos centrarmos no que importa: o aluno. Sempre assim foi e continua a ser. O que se passa neste momento, e penso que se passará em todos os Agrupamentos e escolas, é partir-se do princípio de que todos somos competentes na utilização das TIC só porque assistimos a webinares desde março. E, como sabemos, isso não é assim. Compete, por isso, a quem saiba o que seja a aprendizagem mediada pelos designadas NOVAS tecnologias, manter-se firme e tornar claro para quem ainda não percebeu que, afinal, o que se está a passar é, simplesmente, uma mudança de paradigma. E assumir isso. Assumir que sabemos e não aceitamos mais do mesmo. Que este é o tempo de "sair fora da caixa". De ousar. E exigir tempo. Sim, tempo. Precisamos de tempo. Mais do que nunca. Os alunos entendem isso. Tão bem. E sabem esperar. Porque também estão a aprender que desta forma aprendem mais e melhor. Com mais responsabilidade e autonomia. Com mais liberdade. E devemos também falar sobre "isto", de maneira clara, quem verdadeiramente já estudou e sabe. Porque há muita gente que sabe com qualidade. Aqui, nas redes sociais, mas também nas reuniões que também passaram a ser realizadas em rede. E quando o tempo que nós dão é incapaz de permitir que o processo pedagógico aconteça, devemos mostrar que não estamos disponíveis para trabalhar dessa forma. Como? Assumindo. Dizendo. E, se for caso disso, escrevendo. 

Parece-me um testemunho reflexivo válido e relevante no contexto atual do trabalho desenvolvido nas escolas. Por isso, o publico aqui, já que neste espaço poderá alcançar mais leitores.  

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

gosto não gosto

 


gosto do espírito do Natal.

...não gosto de comprar presentes no Natal.

gosto das luzes de natal nas casas, nas ruas, nas vilas, aldeias e cidades.

... não gosto das "feiras" que se fazem (faziam...) só para vender presentes de Natal.

gostos de natalíces espalhadas pela casa.

... não gosto de árvores de Natal dentro das casas.

gosto dos doces de Natal.

... não gosto dos quilos a mais que as balanças assinalam depois do Natal.🙄

estar atenta


estar atenta aos pormenores, à beleza, ao silêncio, ao silêncio reconciliador das manhãs. e acordar. lentamente, como se tudo tivesse sempre o mesmo sentido. o da vida.

É dia 24/12. Estamos em 2020. E está frio lá fora.
Bom dia. Sejam felizes! 🌾

corações de mãe e filha com café

 


dois corações com sabor a café: um, da mãe. outro, da filha.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

feliz natal


 

desculpa

 Não sou uma mulher de fé. Mas a vida tem-me ensinado que é essencial acreditarmos em algo.

Eu costumo dizer muitas vezes aos alunos que há momentos em que a minha alma os visita. Às vezes é preciso fazê-los sentir que é importante acreditarmos em nós. Termos certezas. Sermos verticais.
E, por isso, também, às vezes, precisávamos de ouvir um genuíno pedido de desculpas.
Hoje, por acaso, já me chamaram anjo. E foi sem ironia. Senti-o sincero. Acreditei.
Agora, apercebi-me da publicação deste post no Facebook, há cinco anos. Destaco, em particular, este produto final:
"Desculpa" - de Cátia (Cancioneiro Infanto-Juvenil, Instituto Piaget ), dito por Inês Gomes e Jessica Oliveira (9A)
Talvez seja esta a minha forma estranha de aprender a ter fé.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Mega-agrupamento na Lourinhã? Não.

Mega-agrupamento na Lourinhã? Não. (Áudio)

Pertenço à Lourinhã há 22 anos. Cheguei em setembro de 1998. Fiquei por um projeto educativo em que acreditei. Liderava, na altura, a Escola EB 2,3 Dr. João das Regras o professor José Nuno Leitão. A sua liderança de princípios firmes e ambiciosos impediram que durante alguns anos a nossa escola (Escola EB 2,3 Dr. João das Regras) agrupasse, quando o processo de agregação das escolas em agrupamentos ganhava força pelo país fora.


Ainda assim, a certa altura, juntámo-nos a escolas do 1.º ciclo. Sinceramente, a mim, professora do 3.º ciclo, tal passou despercebido...Creio mesmo que o tempo em que soube que já éramos um agrupamento  foi bem posterior à concretização do facto. Ou seja, termos passado a ser um agrupamento que incluía escolas do 1.º ciclo e a nossa (2.º e 3.º ciclos) não alterou nada na prática diária. No entanto, deveria ter havido alterações. Pelo menos, no trabalho que se fizesse do ponto de vista da organização pedagógica. Claro que, administrativamente, as alterações aconteceram. 

Pouco tempo depois, agruparam-nos com a escola de Ribamar e passámos a ser um agrupamento com duas escolas do 2.º e 3.º ciclos e uma quantidade razoável de escolas do 1.º ciclo. Passámos a ser o Agrupamento D. Lourenço Vicente, Lourinhã.

Entretanto, na Lourinhã, e, enquanto todo este processo acontecia connosco, outro semelhante acontecia com a Escola Secundária e a terceira escola do 2.º e 3.º Ciclos do concelho: D. Afonso Rodrigues Pereira e escolas do 1.º ciclo.

Portanto, a Lourinhã tem dois agrupamentos. 

Quando li o email onde nos pediam que participássemos n'As Jornadas Europeias do Património, sendo-nos solicitado pelo Sr.º Vereador José Tomé testemunhos com objetivo final de criar um pequeno documentário (StoryTelling) sobre a evolução da Escola no nosso concelho, assim como de produzir um “Manifesto” sobre a Escola que temos e a Escola que desejamos, no território da Lourinhã, não consegui deixar de pensar na minha experiência e no meu contributo ao longo dos anos para que a escola pública na Lourinhã seja de qualidade. E, sem qualquer dúvida, este percurso que tenho feito, aqui, na Lourinhã, ensinou-me que a escola perde, pedagogicamente, qualidade, quando o universo de alunos é maior, há dispersão de espaços e a gestão está centralizada num só edifício.

Não sei o que seríamos se nunca nos tivéssemos agrupado. Sei o que somos agrupados. E sei que dificilmente encontraremos algum professor do agrupamento que conheça todas as escolas do seu agrupamento (excetuando os elementos da direção). Sei que, pedagogicamente, a gestão dos recursos com vista à construção e gestão de planificações que sejam as soluções ideais de aprendizagem é muito difícil, praticamente impossível,  porque estamos a falar de professores que trabalham em escolas diferentes, com dinâmicas diferentes, alunos diferentes. Espaços diferentes. Estamos a falar de pessoas. E tudo isto tem de ser respeitado. 

Há professores que nunca estiveram numa sala da "outra(s)" escola(s), portanto, como é que é possível construir em conjunto a verticalidade  das aprendizagens? Pelo menos de forma eficaz. 

Somos um agrupamento, mas não nos conhecemos entre ciclos. Vamos convivendo

Claro que há sempre a possibilidade de, num dia qualquer, alguém decidir juntar os dois agrupamentos. Foi isso que aconteceu antes. Alguém, que não a escola, decidiu isso arbitrariamente, sem a participação do corpo docente, dos alunos, dos funcionários e dos encarregados de educação.

E, por isso, porque a temática sugerida pelo Senhor vereador permite antever a intencionalidade de poder haver a criação de um mega-agrupamento -  "Escola que temos e a Escola que desejamos" -, decidi juntar também este testemunho. 

Ser  pedagogo é antes de mais e apesar de tudo acompanhar as crianças, os jovens. E, para que isso aconteça com qualidade, tem de haver proximidade entre professores, alunos, funcionários, encarregados de educação. Os mega-agrupamentos são "casas frias", despidas de humanização onde a interação genuína se perde nas multidões

Resta-nos quanto tempo até sabermos se vamos ou não vamos ser um mega-agrupamento?

Parece-me que antes de podermos refletir sobre que escola queremos no futuro, na Lourinhã, temos de saber qual é a intenção do poder político sobre a existência ou não de um mega-agrupamento. Que haja clareza nesse propósito. 

Também podemos fazer dessa temática um verdadeiro debate, chamando para o terreno todos os intervenientes educativos acompanhados pelo Conselho Municipal de Educação a quem compete o acompanhamento do processo de elaboração e atualização da carta educativa, instrumento de planeamento e ordenamento prospetivo de edifícios e equipamentos educativos a localizar no concelho, de acordo com as ofertas de educação e formação que seja necessário satisfazer, tendo em vista a melhor utilização dos recursos educativos, no quadro do desenvolvimento demográfico e socioeconómico de cada município, neste caso no da Lourinhã.

A Carta Educativa em vigor, na Lourinhã,  foi aprovada em reunião extraordinária da Câmara Municipal de 17 de janeiro de 2007 e Assembleia Municipal de 09 de fevereiro de 2007, tendo sido homologada pelo Ministra da Educação em 29 de maio de 2007.

No ano 2014 a Câmara Municipal iniciou o processo de revisão da Carta Educativa encontrando-se a mesma a aguardar a emissão do parecer prévio vinculativo previsto no nº 3 do artº 19º do D.L. 7/2003, de 15 de janeiro.

Portanto, e apesar de ser contra a existência de mega-agrupamentos, ou sequer agrupamentos..., estou disponível para participar num debate alargado que promova a discussão por forma a percebermos qual será o melhor caminho a percorrer na Lourinhã, devendo ter-se sempre como linha orientadora e objetivo essencial a alcançar a excelência na qualidade pedagógica. Deveria ser essa a meta, o caminho. 


SUGESTÃO de documentos a utilizar para uma discussão alargada sobre o assunto

LEGISLAÇÃO

DOCUMENTAÇÃO OFICIAL


ESTUDOS

OPINIÕES


Rosalina Simão Nunes

(Professora de português | 3.º Ciclo, 

Nomeação Definitiva do quadro da 

Escola EB 2,3 Dr. João das Regras, AEDLV)

terça-feira, 3 de julho de 2018

Será que percebo bem?

( CARTA ENVIADA POR UM CIDADÃO QUE NÃO É PROFESSOR)
Exmo. Sr. Presidente da República, Sr. Professor Marcelo Rebelo De Sousa,
Será que percebo bem?
O Presidente de todos os portugueses pronuncia-se publicamente sobre o ataque ao balneário do Sporting em Alcochete. Um assunto de ordem estritamente policial merece a atenção de assunto de Estado!
O presidente de todos os portugueses comenta os jogos da selecção nacional de futebol e os respectivos jogadores são alvo de honroso convite para almoço e dos maiores encómios!
Será que percebo bem?
O futebol, onde um conjunto de especialistas em pontapés na bola ganha fortunas grotescamente ofensivas da dignidade humana da grande maioria dos trabalhadores portugueses, é considerado pelo Sr. Presidente como um assunto de alta relevância para a Nação!
O Presidente de todos os portugueses homenageia em palco, no Rock in Rio, uma banda musical portuguesa e um seu falecido componente!
Os Xutos e Pontapés são uma boa banda musical e o seu ex-guitarrista Zé Pedro um relevante especialista na arte de tocar guitarra, mas qual o contributo afinal dos Xutos e Pontapés para a riqueza da Nação? Que benefício aportam ao cidadão comum na sua qualidade de vida quotidiana?
Será que percebo bem?
A classe profissional mais importante deste país tem sido roubada, vilipendiada e denegrida publicamente e ao Presidente de todos os portugueses não se lhe ouve um comentário!
Os Professores que contribuem decisivamente para a formação de todos (TODOS!) os cidadãos deste país não são merecedores, sequer, da mesma atenção que é atribuída aos especialistas no pontapé na bola e aos virtuosos dos acordes musicais.
Os especialistas em educar e formar os cidadãos são esquecidos e votados ao abandono por quem, sendo até, curiosamente, também Professor, é hoje o Presidente de todos os portugueses (dos professores também!).
Será que percebo bem?
Os futebolistas do Sporting levam uns apertões, os jogadores da selecção são elogiados, os Chutos e Pontapés homenageados......e os Professores não existem na agenda do Sr. Presidente!
Será que percebo bem?
Como podemos ter um futuro enquanto país se as novas gerações estão nas mãos desta classe de "privilegiados" que reclama pela reposição do que lhe roubaram? Desmotivados, cansados e enraivecidos com a injustiça de que são alvo?
E que exemplo é este dado ao jovens alunos, futuros plenos cidadãos? Aos seus professores não se lhes reconhece qualquer dignidade?
Quem vai querer ser professor no futuro? Os melhores? Os mais capacitados? Ou os excluídos de outras bem melhores alternativas?
Será que percebo bem?
No Estado Novo utilizava-se a trilogia dos 3F's - Futebol, Fado e Fátima.
No "Estado Democrático" repete-se a receita: Futebol, Festivais e fait divers.
O Povo consome e o Poder perpetua-se!
Será que percebo bem?
De V.Exa
Atentamente
José Coelho Martins
(OBS - Não sou Professor!)

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Serviços mínimos em educação - CRONOLOGIA


Porque recordar como se chegou aqui e o que disseram antes e o que fazem agora, exatamente aquilo com que antes não concordavam, é importante:
A possibilidade de serviços mínimos na Educação surgiu com a Lei n.º 35/2014, de 20 de Junho. Consta da alínea d) do n.º 2 do artº 398:
"d) Educação, no que concerne à realização de avaliações finais, de exames ou provas de caráter nacional que tenham de se realizar na mesma data em todo o território nacional;"

Esta lei foi uma proposta do Governo PSD-CDS. Foram estes partidos que introduziram a Educação nos serviços mínimos, possibilidade que o atual governo do PS acabou de usar.


Mas veja-se o histórico desta lei.

Está aqui tudo.

E que dizia a proposta inicial do governo? Em vez de arto 398 dizia artº 396 mas a d) era como agora está (ver pág 301).

Ora vários partidos apresentaram propostas de alteração. Um deles foi o PS. E que propunham? Eliminar a d) que agora usaram. (ver pag 26). 

Isto é, o Partido Socialista não concordava com a Educação nos serviços mínimos e agora o seu governo usa essa norma que não conseguiram eliminar.

Já agora, o PCP também propôs que se retirasse a alínea d).

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Sou professora! Faço GREVES a exames.

A propósito deste post, fiz este comentário no facebook e que agora partilho:
Tanto disparate em tão poucas palavras!
Como se se fosse mais professor porque se dizem estas "coisas" que afinal só fazem o mesmo que a Maria de Lurdes Rodrigues começou a fazer: ganhar a opinião pública.
Pois, eu sou professora e faço greves a todo o serviço. Nenhum dos momentos em que desempenho as minhas funções é mais importante que outro. Somos professores porque somos competentes em qualquer um desses momentos.
Mas a greve é uma "arma". E é preciso saber usá-la, senão o efeito é nulo.
E, sendo professora, exijo que me respeitem tal como eu respeito os alunos todos os dias. E isso passa por fazer, também, greve quando os alunos fazem exames.
E os alunos só têm de aprender com o exercício desse direito.
Claro que não se gosta. Claro que incomoda. Mas temos de respeitar.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Assembleia Geral de Sócios | SPGL 12.JUNHO.2017

http://www.spgl.pt/Media/Default/Info/25000/100/0/1/AGSOCIOS%20DEF%20.pdfVamos lá todos no dia 12 de junho?
Imaginem que sejam professores. Imaginem que sejam sindicalizados. E imaginem que têm estado fora do país.
Como gostam de estar atualizados, consultam o site do vosso sindicato que podia ser, por exemplo, o SPGL.
Imaginem que Vos chama a atenção o cartaz que anexo a esta publicação. O que pensariam?
Penso que seja fácil a resposta: Como ao lado da data prevista para a Assembleia de Sócios está uma espécie de lembrete com o fundo amarelo com as seguintes palavras, "Atenção! Alteração da data", qualquer um, nas circunstâncias descritas, ficaria a pensar que, afinal, a assembleia não é a 12 de junho mas noutra data a marcar.
Pois é. Mas não é.
Devia ter sido a 29 de maio e foi adiada para 12 de junho.

Deviam esclarecer os sócios no próprio cartaz. Eu que até sabia que a data tinha mudado de 29 de maio para 12 de junho, quando li, fiquei a pensar que tinha havido nova mudança.

Lapso?
De propósito?
Lapso propositado?
Vamos lá todos no dia 12 de junho?

terça-feira, 25 de abril de 2017

25 de Abril | SEMPRE!


António Costa + CDU (PCP+Verdes) + BE = estabilidade governativa


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No mural de um amigo,  no Facebook, discutia-se os resultados das eleições em França, tendo como fio condutor da análise a necessidade dos partidos de direita e esquerda deverem repensar as suas estratégias face aos resultados.
Na caixa de comentários, alguém destacou a situação em Portugal, reconhecendo que por cá, as "coisas" estavam a ser diferentes, única e exclusivamente, pela inteligência política do atual primeiro ministro português , António Costa. 
https://pixabay.com/photo-1002779/
Ora, convém contrariar esta ideia porque, pode, futuramente, conduzir a eventuais maiorias absolutas que são de todo indesejáveis, particularmente, para aqueles que vivem do seu trabalho. 
Assim, como resposta a esse comentário, escrevi, iniciando o discurso por dar a ideia de que além de António Costa há outros responsáveis, tão ou mais importantes: 

E do facto de termos na oposição duas forças políticas que preferiram resistir, colaborando e lutando por melhores condições de vida dos portugueses. Falo, como todos sabemos da CDU (PCP+Verdes) e BE. Porque António Costa continuaria a ser um político inteligente mesmo sem esta parceria. Portanto, parece-me que o destaque deva ser dado aos outros. Até porque a inteligência política de AC deve muito à sua sensibilidade política. Veja-se, por exemplo, a forma como tratou os Professores portugueses no dia 18. Sabia que a iniciativa terminava à porta da sua residência oficial. Sabia que os professores lhe queriam entregar em mãos as reivindicações que o seu ME não quer ou não é capaz de solucionar. Fez-Nos esperar cerca de uma hora e depois ordenou que fôssemos recebidos por um qualquer assessor, parece que de economia. Logo, ou a sua inteligência política tem falhas ou resolveu ser, logo com os Professores, politicamente incorreto. Não tinha esse direito.

PROPOSTA DE LEITURA PARA A SEGUNDA IMAGEM 
A figura humana representa o governo. A boia, a atual maioria parlamentar.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Brad Cohen, Síndrome de Tourette. "Front of the Class"

Fantástico!

Claro que haverá especialistas que defenderão que "isto" nunca deveria ser feito. Que o problema se resolveria no fim, do que quer que seja, conversando individualmente com o aluno. Pois é. Mas quando o "problema" envolve os outros, direta ou indiretamente, só pode e tem de ser resolvido com os outros e à frente dos outros. Mesmo que isso incomode os defensores das conversas secretas em gabinetes fechados.
E tenho de adquirir e ver este filme.

Educar | Impor limites

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"Tenho dito em palestras que nós, pais e professores, temos nos omitido em algumas questões educacionais. O que quero dizer? Educar uma criança ou um aluno é alimentar, proteger, orientar e impor limites. Os dois primeiros verbos, em geral, vão bem. Mas para impor limites ou orientar, por vezes, preciso contrariar a vontade da criança/jovem e não ser tão "legal". Preciso saber que NUNCA serei "amiguinho"do meu filho ou aluno, mas serei, sempre,  pai ou professor.

E há mais questões… Sento num lobby de hotel. À minha frente uma criança simpática brinca com seu tablet. Vejo, horrorizado, que ela coloca os pés sobre o sofá, como se estivesse em casa (aliás, nem em casa deveria fazer isto). Quando olho melhor, a mãe faz o mesmo. Exemplos são contagiosos.

Não quero julgar, mas entender: o que passa pela cabeça de um adulto quando atravessa fora da faixa de segurança com o filho, coloca pés no sofá ou maltrata um garçon diante do rebento? Registrei a cena. O sapato preto é meu. Sem rosto, naturalmente pois identidade aqui é irrelevante. É provável que seja uma boa mãe e muito carinhosa. Tudo indicava que vivia para a filha. Mas eu pensei: toda criança deve ser educada para o mundo e não para mim.

O mundo, infelizmente, não protege ninguém." (Leandro karnal)