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sexta-feira, 19 de abril de 2024

As quartas-feiras "livres" de atividades letivas nas escolas

 SONDAGEM || SONDAGEM || SINDAGEM

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As tardes de quartas-feiras em alguns agrupamentos de escolas
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Imaginem que a direção de um Agrupamento de Escolas decide que à quarta-feira à tarde não há atividades letivas porque se reconhece que os professores devem desenvolver parte do tempo para desenvolver os tempos do estabelecimento referentes a reuniões, incluindo o trabalho colaborativo, em trabalho que não seja pós - letivo, isto é, ao fim da tarde. Como consequência, nesse Agrupamento, às quartas-feiras à tarde não há aulas.
O que fazem os professores:
A - Usam essa tarde para reuniões e desenvolvimento de trabalho colaborativo;
B - Usam essa tarde para ir passear;
C - Usam essa tarde para ir às comprar e fazer outras tarefas domésticas;
D - Usam essa tarde para não fazer nada.
E - "Usam essa tarde para projetos criativos com alunos (neles) interessados 😉"
(...)
K - Nem queiram saber!
NOTA: Esta espécie de sondagem, se tudo isto fosse real (que não é 🙄😎), serviria para aferir da utilidade das tardes de quartas-feiras sem atividades letivas. Ou seja, se se viesse a verificar, após utilização de detetor de mentiras, que os professores desse hipotético agrupamento usavam as tardes de quartas-feiras para outros fins que não os previstos, as quartas-feiras passariam a ser consideradas na elaboração dos horários, o que, digamos, seria, claramente, facilitador, dado que deixaria de ser uma condicionante.
Esclarecimento: a par deste tipo de trabalho de estabelecimento que inclui reuniões mediante convocatória, cumprimento de horário e que implica justificação de faltas, caso não seja cumprido, existe muito outro trabalho que os professores vão desenvolvendo dentro das equipas de trabalho e que, tendo grupos mais restritos, não é passível de marcação de falta já que as pessoas conseguem entre elas agendar situações pontuações de trabalho.
Que hipótese escolheriam?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Exige-se o reconhecimento público da competência dos professores

 

Portanto, se for só às escolas que o confinamento não se aplicar, a leitura possível é concluir que, APENAS na educação, se implementaram medidas eficazes. Logo, talvez fosse altura de nos devolverem os 6 anos, 6 meses e 23 dias!!!!!!!! E, PUBLICAMENTE, corrigindo as palavras da ministra de má memória, reconhecer o MÉRITO dos professores.

sábado, 1 de abril de 2017

"A propósito d"A não redução de alunos por turma

Inauguro, hoje, uma nova rubrica aqui por este espaço: "A propósito de..." Será, por isso, uma nova tag. Provavelmente, na coluna ao lado, das etiquetas, já haverá outras que poderiam ser esta. E serão, por isso, tagadas sempre e também com esta.
Mas talvez esta seja a forma de que materializar o reconhecimento de uma nova fase pela web... Já tive tantas desde que esta aventura começou...
Mas, e sem mais delongas, porquê agora, esta nova rubrica. 
Ultimamente, e mais uma vez, que, afinal, vistas bem as "coisas" tem sido uma linha contínua, os professores têm estado a ser alvo de uma campanha de mal dicência. Muito velada, é certo. Muito discreta. Muito soft. Muito fofa. Mas têm. E, passarei agora a usar a primeira pessoa do plural porque cada vez mais me identifico com aquilo que estou neste momento a teclar / escrever.
Sobre essa técnica refinada de nos denegrir aos olhos da opinião pública falarei numa das rubricas. Assim, não me irei, aqui, alongar.
E é por essa razão que resolvi pôr a alma nas palavras e dizê-la. Ora, dizer a alma também daria uma boa rubrica!...
(...)
Talvez mais tarde.
Tendo nos as redes sociais tão à mão, nomeadamente, e principalmente o facebook, em particular nos grupos de discussão, tenho participado ativamente nas deiscussão que envolvem, atualmente, a educação em Portugal. E, como, no facebook, não é possível a organização que o blogue permite, irei transpor para aqui esses registos. Portanto, é desta forma que nasce a rubrica "A propósito de..."

A de hoje é sobre o conteúdo deste artigo de  Rui Gualdino Cardoso: : Chutar para canto… A redução do número de alunos por turma não é para todos.         

Já do final de 2016, continua atualíssimo. E tendo-me aparecido, no meu mural,  numa das memórias do Facebook, suscitou-me a seguinte reflexão:
"Ontem" como hoje, continuamos igual. Toda a gente é ouvida. Até aos alunos se dá, e bem, voz. MAS aos professores não é dado, sequer, o benefício da dúvida. Andamos há anos a dizer que a maioria dos problemas na educação se resolveria com a redução de alunos por turma. Ninguém respeita este "saber de experiência feito". Aliás, deve estar para sair um estudo qualquer com base em experiências, na Finlândia, provavelmente, ou num nicho qualquer por aí, perto de nós, a garantir, contra qualquer razão de plausibilidade, que o número de alunos por turma "não tem nada a ver"... E que o que é mesmo bom é sem turma. Sem aulas. Mas com muitos, muitos projetos. 
Desrespeito! Desrespeito! Desrespeito. Contínuo. Persistente. Ultrajante! 

Imagem inicial daqui, 
reutilizada por mim. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Criam-se mais grupos disciplinares. Mais professores. Mais mão de obra barata. As carreiras continuam congeladas!

COMENTANDO: Aplaudo as medidas quanto à ação social escolar e vinculação de professores. MAS teria preferido, SEM DÚVIDA, que a senhora tivesse anunciado que iam ser DESCONGELADAS as carreiras de todos os grupos disciplinares em vez de estar a criar outro. PRIMEIRO, devia tratar dos professores que já existem!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

"Alterações profundas ao programa de Crato"

http://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2017/02/IMG_20170217_234945-e1487375479697.jpg
Pronto, lá vou passar aos testes exclusivamente de cruzinhas. 
É o adeus à escrita.
Querem assim. Que seja. Outros virão. 
Nós continuaremos por cá.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

"Da sala de aula do futuro à escola do presente" - CARTA ABERTA

No dia dois de fevereiro, recebi um mail com o link para este evento: "Da sala de aula do futuro à escola do presente". Inscrevi-me imediatamente.
Como, até ao dia quinze de fevereiro, não recebi qualquer confirmação da inscrição, enviei um mail para o endereço eletrónico indicado ( aei@dge.mec.pt) a solicitar esclarecimentos. Pedia, nesse mail, que me fosse confirmada a inscrição. Passadas cerca de vinte horas sem feedback, reencaminhei o mail para o mesmo endereço.
Atendendo ao facto de ter continuado sem resposta, procurei saber de outra forma se haveria algum procedimento a fazer para ter a confirmação desejada. Foi-me confirmada a minha presença e foi-me também dito que, no espaço de vinte quatro horas, receberia uma confirmação.
Assim aconteceu. Hoje, pelas dez horas da manhã, recebi um mail a confirmar a inscrição, a agradecer o meu interesse pela iniciativa e a anexar um documento com a indicação de que o deveria imprimir a fim de poder, amanhã, confirmar a minha presença. Fui também informada de que a minha participação no evento estaria condicionada à hora de chegada, isto porque o número de inscrições tinha ultrapassado largamente a capacidade do auditório principal, e a organização tinha assegurado um segundo auditório, com 80 lugares, onde decorreria a transmissão em direto do evento. Assim, o preenchimento dos lugares no auditório principal seria por ordem de chegada. E, após o preenchimento desse, as pessoas seriam canalizadas para o segundo auditório. 

Quando li o mail, eram cerca de duas horas da tarde. Estive a decidir durante uma hora, aproximadamente, se deveria ou não responder. Ou se me sujeitava...

Mas, a comunicação por mail é assíncrona. E, afinal, a inscrição fora feita no dia dois de fevereiro e o evento tem a sua realização prevista para amanhã. 

Ultimamente, tem havido indicações de que aos professores irá ser exigido mais trabalho. Mais formação para melhoria de resultados. Este seminário pretende ser, já, uma das apostas nessa formação pretendida pela atual equipa ministerial. Aliás, é da responsabilidade  da Equipa de recursos e Tecnologias da Direção Geral de Educação do Ministério da Educação.

Amanhã, aquela sala, o tal auditório principal, estará preenchido maioritariamente por professores. E nós, professores, temos uma responsabilidade acrescida quando fazemos formação. Fazêmo-la, tal como o Ministério deseja e deve ser, para melhorar as aprendizagens. As aprendizagens dos alunos. Portanto, não somos apenas responsáveis por nós, em todo este processo, mas, principalmente, por Eles. Porque é para Eles.

Na prática pedagógica que preconizo, e, aliás, no cumprimento do que é definido pelo Ministério da Educação, promovo, nas aulas, a utilização das novas tecnologias de informação nas aprendizagens. Ora, uma das regras de ouro a trabalhar desde é início é a da utilização do tempo. A utilização do tempo na comunicação mediatizada. Fundamental! O tempo, nessa utilização, tem uma qualidade extensível. E isso tem de ser apreendido, aprendido e respeitado. 

As ferramentas síncronas de mediatização não são utilizadas nas aulas. Afinal, a sincronicidade é desenvolvida e praticada em sala de aula, na presença do professor / alunos. Por isso, não tem de ser apreendida. Pelo menos, no terceiro ciclo e pelo contexto educacional onde trabalho. 

E é no respeito dessa regra essencial que os alunos têm aprendido a respeitar os prazos e a responsabilizarem-se quando não os respeitam. Por isso, e para isso, as informações são dadas atempadamente e com prazos estendidos no tempo para a realização e concretização das tarefas poder acontecer e, preferencialmente, com qualidade. E os alunos aprendem, respeitando. Obviamente, existe planificação. Trabalho, muito trabalho, na organização das atividades e no desenho das mesmas. Muitas horas.

Portanto, não aceito que os responsáveis  do Seminário "Da sala de aula do futuro à escola do presente" comuniquem desta forma com os participantes.

Na ficha de inscrição, não havia qualquer informação sobre a eventualidade de só se poder assistir ao evento presencialmente sem mediatização por ordem de chegada!

Assim,  informei a organização de que minha inscrição devia ser anulada:

"Boa tarde :)
Estou a 70 Km de Lisboa. Lamento, mas não vou percorrer essa distância sem a garantia de poder assistir ao evento presencialmente, na sala onde decorre. 

Não me parece nada adequado, mesmo correto, a decisão de colocar numa sala à parte as pessoas que, tendo preenchido todos os requisitos da inscrição, não possam assistir como foi promovido o evento. Se fosse uma opção assistir numa sala ou noutra, a condição da ordem de chegada não existiria. É injusto.
Assim, considerem nula a minha inscrição.
Não posso deixar de referir que, "misturarem" desta forma a comunicação presencial síncrona com uma espécie ilusória de sincronicidade virtual, na sala ao lado, não irá contribuir em nada para  a qualidade das aprendizagens que se querem mediatizadas. A mediatização à distância deverá  ser sempre utilizada em vez da presença física. E não quero dizer com isso que se sobreponham. São diferentes, e devem ser usadas em contextos diferentes.
Muito obrigada.
Rosalina Simão Nunes"

Lamento não poder estar presente amanhã. Porém, as salas de aula do futuro também são feitas destes presentes, já que, no processo das aprendizagens, (co)existem o aluno e o professor. E eu sou professora.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Melhores aprendizagens e Sucesso Escolar: processo em curso

No "Notícias Educação #11 – fevereiro 2017", João Costa, Secretário de Estado da Educação, apela a mais qualidade na educação. E, num parágrafo de exortação, garante que essa melhoria dependerá de mais formação por parte dos professores:
"(...)Todo este trabalho pressupõe uma aposta significativa na formação contínua de docentes. Para tal, acaba de ser lançado um concurso para os Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE), apostando-se nas necessidades de formação identificadas nos planos de cada escola, mas estimulando-se a qualidade da formação, majorando candidaturas apresentadas em parceria com instituições de ensino superior e sociedades científicas e profissionais. Pretende-se que a formação tenha impacto, pelo que se privilegiará o financiamento da oferta formativa na modalidade de oficina. A formação em preparação aposta no trabalho interdisciplinar e na criação futura de recursos educativos disponíveis para todos, numa articulação clara com a Rede de Bibliotecas Escolares, que assumem também protagonismo no impacto direto no currículo e nas aprendizagens.(...)"
Reconheço que o senhor secretário de Estado tem toda a razão. O que não percebo é como é que o secretário de estado e restantes responsáveis concebem que seja possível EXIGIR aos professores MAIS sem que ponderarem, sequer, descongelar as carreiras. Não percebo. Não aceito.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Para quando uma greve de professores?!

"(...)Apesar da existência de aspetos positivos, a confirmar no futuro diploma, já identificados no decurso do processo negocial, a FENPROF rejeita o tom triunfalista com que o Ministério da Educação anunciou em comunicado os novos diplomas.(...)"

Apesar de tudo continuar mal, e em alguns aspetos ter piorado, a FENPROF congratula-se pela existência de aspetos positivos.
Até quando continuarão a estar comprometidos, esquecendo a luta?!
Ler isto, logo hoje que o pessoal não docente está em greve, incomoda-me. O comunicado devia ser sobre a data da greve do pessoal docente.
Quero lá saber das constatações da FENPROF!...
Exige-se ação.
Totalmente solidária com os funcionários que hoje estão em luta.
A luta continua.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A propósito da "Audição Parlamentar sobre o número de alunos por turma de 24/01/2017"


Oiço-os falar e não sinto nada. Fale quem fale. Fico mesmo com a sensação que é só conversa. De alguns conversa "fiada", de outros da "treta". E só me lembro de Eugénio de Andrade e das palavras gastas...
Mas, pronto. É o que temos. Não temos de ser.
E temos de resistir. Estamos a sobreviver. Todos os dias. Lá. Na escola. Na sala de aula. Na sala de professores.
E nos corredores?! Nem me digam nada! Dava para um romance inteiro. Com peripécias quase de "faca e alguidar", algumas. Quase.
Já agora, uma "dica" para ganhar anos de lucidez: ir mais cedo para as salas de aula.
Comecei a fazê-lo para evitar a "agitação" (estou a ser simpática ) dos corredores após o toque. E, como já estou na sala, quando os alunos chegam à porta, tudo começa, dentro da sala de aula, claro, serenamente. Calmamente. Não fora** a "agitação" tumultuosa lá fora** e quase seria a situação ideal. Mas, pronto, novamente, é o que temos. E vamos estando. Por enquanto, pelo menos.
Até.
p.s.:
1 - Desculpem lá o desabafo. Eu nem gosto muito de escrever aqui sobre o que se passa ali. Mas deve ser do tempo. Está cinzento. Vem lá tempestade.
2 - **Quem é o quê? Isto para os que dizem "cobras e lagartos" do AO. Sem acentos. Gráficos, claro, e já era assim antes do AO.
3 - É verdade, sou professora.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Combater o insucesso

Escolas começam sexta-feira a receber professores para combater insucesso

OBSERVAÇÃO
Portanto, os professores que por lá têm andado até agora são uns incompetentes.
Estes títulos são fantásticos!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A solução pedagógica da atualidade: o milagre da coadjuvação

https://pixabay.com/pt/corrigindo-pap%C3%A9is-1351629/
Quando me "obrigarem" a coadjuvar, a partilha a que vou dar primazia com os/as colegas coadjuvantes vai ser a de corrigir / classificar testes e restantes trabalhos escritos. É essa, sem dúvida, a tarefa onde sinto necessidade de maior auxílio e mais colaboração.
E não estou a ser irónica.

coadjuvar - Conjugar
(latim coadjuvo, -are, socorrer, proteger)
verbo transitivo

1. Prestar ajuda a outrem. = AUXILIAR
2. Trabalhar com, colaborar num intuito comum.
"coadjuvar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/coadjuvar [consultado em 25-01-2017].

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Qual é a importância que o SPGL dá a Mário Nogueira?

Breve reflexão, após a primeira leitura da Revista de Informação digital do SPGL que tem como tema central e relevante a realização do 12º Congresso da FENPROF:


Acabei de receber o a revista digital do SPGL ( Spgl no Facebook). O Dossier, portanto, o destaque da revista, é sobre o 12º Congresso da FENPROF.
Pode-me ter escapado assim na primeira leitura, feita na diagonal... Mas, do Mário Nogueira só vejo assim mesmo por lá espalhada a sua imagem e em tamanho pequeno!!!!!!
Fica-se, para quem vai acompanhado a "coisa", mesmo que à distância, até com a ideia de que a Manuela Mendonça, Coordenadora do SPN (Spn no Facebook), terá grande importância para o SPGL. Afinal, tem direito a duas páginas na revista. 
Do Mário Nogueira nada.
Pois. Afinal, o que foi o Mário Nogueira fazer ao 12º Congresso?
Na revista aparece mencionado UMA vez, na pág. 18, pela jornalista Lígia Calapez, por ter sido quem encerrou no quadro do Congresso a a conferência internacional “Um sindicalismo progressista ao serviço da educação para todos”.
Por exemplo, o nome de Mario Draghi, também Mário, aparece QUATRO vezes. As vezes, QUATRO, a que se dá destaque ao de Manuela Mendonça, por exemplo.
Quem é mesmo o Mário Nogueira?! 

terça-feira, 17 de junho de 2014

À volta do bule do chá

No dia 10 de junho, publiquei, no meu mural do Facebbok,  com o seguinte comentário, a foto de cima:

Orgulhosamente, Professora!

Hoje, chegou-me, por mãos amigas, o texto que a seguir publico com a devida autorização do seu autor.

O orgulho é o mesmo.

« À VOLTA DO BULE DO CHÁ

Alguns comentadores da nossa praça, nenhum deles insuspeito, diga-se em abono da verdade, quiseram aproveitar o desmaio de Cavaco Silva, na Guarda, para, a partir de um discurso aparentemente solidário com o cidadão momentaneamente fragilizado, se atirarem a quem, naquele espaço público, protestava contra o governo e as políticas que põem em causa o futuro de Portugal e destroçam a vida de milhões de portugueses.
O que se passou na sequência do desmaio, não quiseram esses comentadores saber. Não lhes interessava reconhecer (embora alguns saibam) que os manifestantes estavam muito longe do palanque onde discursava o PR, não havia som no local e a visibilidade era reduzida dada a quantidade de gente presente e também devido à segurança montada. Não lhes interessa reconhecer que, tal como passou em canais televisivos, em direto, os manifestantes não se aperceberam do desmaio e, no final, frisaram que o respeito pelo ser humano era algo inquestionável. A nenhum dos comentadores interessou saber quando tinham sido recolhidas as imagens em que manifestantes sorriam e se o faziam na sequência do desmaio ou reagindo a provocações feitas por uns quantos quadros partidários e alguns agentes à paisana que, notou-se, gostariam que a reação tivesse sido outra. Não consta que algum desses comentadores tivesse tentado saber o que, realmente, se passara, pois isso poderia pôr em causa (poria) o comentário pretendido.
Conhecendo-os como conhecemos, o que deverá ter incomodado comentadores e dirigentes dos partidos do governo (alguns fazendo o “dois em um”) foi mesmo o protesto e a sua dimensão. Não foi o desmaio de Cavaco Silva, nem tão pouco a brincadeira de alguns humoristas face à situação, pois a isso não reagiram… era a brincar. O protesto, bom, esse era a sério.
Um ou outro dos que comentaram lá foi dizendo que aquele dia também não era próprio para protestos, embora sem acrescentar a razão. Que todos os dias são bons para os governantes provocarem, com as suas políticas, mais pobreza – cortando salários, pensões e prestações sociais –, mais desemprego, mais e maiores fragilizações na Educação, na Saúde e em outras áreas sociais, isso parece incontestável. Agora protestar contra essa governação é que eles gostariam que tivesse os dias contados… e, se possível, fossem poucos.
Do alto da sua arrogância, alguns dos “radio/television man show” decidiram aproveitar o caso para dirigirem insultos ao Secretário-geral da FENPROF que, acompanhando o Sindicato que coordena, esteve no protesto. Desqualificado e mal-educado foram alguns dos mimos de quem, o que gostaria mesmo era chamar-lhe “comuna” o que, em sua opinião, seria a mãe de todos os insultos. Sendo verdade que a contenção verbal prevaleceu, pois ficaria mal o recurso a linguagem própria dos fascistas, já a intenção não se distanciou dos métodos daqueles: isolar quem se quer atingir, denegrir socialmente e fragilizar, ainda que recorrendo a mentiras.
Prender, por ser comunista e/ou sindicalista, para já, não é possível. Abril tem 40 anos, mas tem sabido renovar-se. Sobram, então, as palavras. Entendia um dos comentadores que, dominicalmente, debita a sua homilia, que teria faltado chá ao Mário Nogueira em criança. É verdade, chá e outras coisas, que são todas as que faziam a diferença entre o que faltava aos filhos de operários e o que sobrava aos filhos de ministros do fascismo. Ambos os pais de cabeça levantada, é verdade, embora uns olhando para ver quem os contestava, outros para garantirem não estar a ser perseguidos pela pide. Mas não é essa diferença entre classes, em que o chá em criança distinguirá os bons dos maus, que confere a alguém um estatuto de casta superior. A democracia que, desde Abril de 74, Portugal vive tem um só lado e nele estão todos, em pé de igualdade, tenham ou não crescido encostados a um bule. »

Mário Nogueira
Cidadão, Professor e Sindicalista

sábado, 29 de junho de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Para memória futura...

...não vá a Finlândia achar que há modelos melhores:

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Os índices remuneratórios, os professores contratados e a nota informativa de 30/11/12

Perante este facto, a existência de uma Nota informativa veiculada pela Direção-Geral da Administração Escolar com a data de hoje, 30 de novembro, onde se faz um esclarecimento sobre os índices remuneratórios dos professores contratados e cujo último parágrafo é "A presente tabela remuneratória é aplicável aos contratos a celebrar a partir do ano escolar 2012‐2013, pelo que deverá proceder‐se à correção das situações a que não tenha sido aplicada esta normadesde o início do presente ano escolar, poderemos concluir que, em muitos Agrupamentos, as respetivas direções não têm estado a aplicar a lei?
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