quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008





O Governo aprovou esta quinta-feira o alargamento do programa de entrega de computadores, o e.escolas, aos alunos dos 11º e 12º anos de escolaridade, passando de 500 mil para 750 mil o número de potenciais beneficiários.


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Tudo isto é muito estranho.

Então, na semana em que a contestação dos professores ganha contornos, diria, quase dramáticos para a actual governação, em particular no que respeita o Ministério de Educação; no dia em que uma voz do partido do governo, categoricamente, afirma que a Sra. Ministra não terá condições de continuar à frente do ministério, a notícia que surge do governo a propósito de educação tem a ver com alunos dos 11º e 12º anos?!


Incoerência?!

Porque tudo tem de fazer sentido, mesmo que seja surreal, fui em busca do meu sentido para esta aparente incoerência.

Encontrei-o. Esses jovens (11º e 12º Anos) que vão usufruir do tal alargamento do programa de entrega de computadores deverão , em 2009, ano de eleições, estar em idade de gozar de capacidade eleitoral activa, prevista no ponto 1, do artigoº 2 da Lei do Recenseamento.

Repare-se que o alargamento abrange apenas os alunos do 11º e 12º Anos. Porque não do 10º. também? Afinal, faria mais sentido - um ciclo de estudos beneficiar dessa medida.


Será puro devaneio meu ou fará sentido?
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"Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" ....

...Diz a Senhora Ministra a propósito das manifestações dos professores. Que só tem de compreender. Que não tem de explicar. E que tem de, depois de compreender, "...trabalhar para ganhar a confiança dos professores."

Pois eu acho, se me é permitido, que a Senhora Ministra devia ter de explicar. E muito. Até porque a confiança dos professores portugueses está perdida. Há muito. Desde o dia em que declarou que tinha perdido os professores, mas ganhou a população. E isto a senhora ministra tinha de ser obrigada a explicar.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008






(...)
Dois exemplos de brincadeiras... Talvez.

No entanto são estes os filhos dos pais que andam por aí a dizer que os professores não trabalham, nem querem trabalhar, nem avaliar ou ser avaliados.

A questão que urge fazer é: deverão ser os professores avaliados pelo desempenho de jovens que agem desta forma?

Porque a responsabilidade destes comportamentos não é dos professores.

Pelo que os dois vídeos mostram, os pais destes jovens é que deviam ser chumbados pelo facto de não terem, em casa, educado os seus filhos no sentido de os sensibilizarem a não ter comportamentos destes.

São na rua, as brincadeiras. Poderiam ser nas aulas.





terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Hoje, dia 26 de Fevereiro de 2008, nos jornais:

Ministra garante que providências cautelares não podem interromper avaliação


Sentenças de Tribunais Centrais Administrativos são “em princípio” definitivas


A 5 de Outubro de 2007, nos jornais:

Cavaco Silva propõe “novo olhar sobre a escola”, com figura do professor prestigiada .


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Seria este "novo olhar sobre a escola" providenciado pelo Ministério da Educação, substituindo-se, arrogantemente, à lei, que o Sr. Presidente da República propunha?


Achará o Sr. Presidente da República que, agora, volvidos quase 5 meses, a figura dos professores está finalmente prestigiada?

E, por onde anda o Presidente da República de todos os portugueses?

Os professores portugueses são Portugueses!

Está à espera do quê?

Seja aquilo que lhe compete - a garantia da democracia na sociedade portuguesa.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008



Finalmente, alguém que olha para os professores de forma séria e faz jornalismo sério. Sem opiniões pessoais, recolhendo, como mandam as regras do bom repórter, as palavras dos outros. Estando no local e descrevendo o que se viu e ouviu.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

quietudes...
Quiet Moment
Jiang Guo Fang
Para Paulo Portas é "inaceitável" que o regime de avaliação dos professores, além de "começar a meio de um ano escolar" e "sem os documentos pertinentes publicados", "tenha como critério essencial as notas que o professor dá aos alunos".

"Qualquer pessoa de bom senso percebe que isto é colocar os professores perante um dilema impossível", disse Paulo Portas.


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Sendo o PM tão apologista do simplex, aqui está, neste destaque, aquilo que é neste momento a avaliação de desempenho dos professores.

Deveria, então, seguir a máxima de Obama: We can. Neste caso We can stop the teachers's evaluation.


É simples
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A ver o telejornal, interrogo-me: Vai haver eleições antecipadas?!...
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008


Ora bem, um título de um artigo jornalístico, por princípio, deve em si sintetizar o conteúdo do texto que identifica. Ou pelo menos remeter para o assunto que é tratado.

Lendo "Sindicatos satisfeitos com alteração do diploma de gestão escolar", ficar-se-á a pensar que os professores ficaram contentes, felizes com as alterações.

No entanto, não é bem assim.

Aliás no artigo, em parte alguma, nas declarações dos representantes do sindicato, se lê a palavra satisfeitos.

Reconhecem que houve, de facto, alterações, mas declaram, em simultâneo, que não são suficientes. Será isto sinónimo de ficar satisfeito?!

Não me parece.

Chamar-lhe-ia propaganda. Não acredito que seja irrelevante este título num canal público.

O texto pode ser lido aqui.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Para além do papo que tem ali do lado direito, o cuidadinho na escolha das palavras, dando primazia aos pais. Sim, são os pais os mais interessados na educação e na avaliação de desempenho dos professores.


E a mestria com que foge às perguntas!

"Primeiro oiçam, para depois julgarem."

Lá diz o provérbio: Faz o que eu digo, não faças o que faço.
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domingo, 17 de fevereiro de 2008

e quando é domingo e porque chove o
melhor é mesmo ler...

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sábado, 16 de fevereiro de 2008

Corria o ano de 2006, pergunta o jornalista à Ministra da Educação:
- Sente-se isolada?

Não. Recebo muitas cartas de apoio. Tenho o apoio de todo o Partido Socialista e, sem dúvida, do próprio primeiro-ministro.

Nem dois anos corridos e depois de tantas alterações que, de acordo com a própria se limitam a fazer cumprir o Programa do Governo, o Primeiro Ministro, o tal que sem dúvida apoia a Senhora, reúne-se sem a mesma, pelo menos assim está noticiado, com professores socialistas depois de vários deputados socialistas do sector do ensino terem criticado a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, por causa da proposta do Governo de reforma do ensino artístico.

Registe-se ainda que:


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Será que alguém se está a demarcar?
A dúvida será: quem?
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Estamos a 14 de Fevereiro de 2008.
O 2º Período lectivo termina a 14 de Março. Daqui a um mês.
O 3º Período para os 9º Anos termina a 8 de Junho.
O exame de Língua Portuguesa do 9º Ano realizar-se-á a 18 de Junho.

Sobre a matriz do exame nada se sabe e desde o dia 17 de Outubro de 2007 que se lê a seguinte informação no site do GAVE (Gabinete de Avaliação Educacional):

Informações-Exame 2007/2008

17 de Out de 2007

Em breve serão disponibilizadas as informações-exame relativas ao ano lectivo de 2007/2008.



Acrescente-se ainda que, a propósito do Exame de 2007, a informação sobre a estrutura e matriz da prova (N.º 101.06) foi veiculada a 15 de Dezembro de 2006.


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Dúvida: porquê esta brevidade tão longa?!...
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Uma prenda barata, acessível e mutável...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Anúncio do primeiro-ministro no debate quinzenal no Parlamento
Governo vai investir 100 milhões de euros em novas creches e salas de pré-escolar

Agradáveis ao ouvido e olhos estas palavras. Realmente. Impressionante.
O investimento, segundo o PM, ronda os 37 milhões de euros.

E, pelas palavras do senhor Primeiro Ministro, tal será possível acontecer "por causa do rigor das contas públicas."

Outra falácia.

Não é pelo rigor das contas públicas, mas sim porque desde Agosto de 2005 os professores estão impedidos de progredir na sua carreira.

Fazer floreados com o dinheiro dos outros é muito feio, caro PM.
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

"Está-se a querer exigir saber o que não é necessário saber para já", sublinhou por seu lado o secretário de Estado Jorge Pedreira,...

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Depois de ler este mimo de disparates, poderia chamar nomes a quem o disse. Ofende-me enquanto professora.

Prefiro sublinhar, por meu lado, que quem tal afirma revela total ignorância sobre o que seja avaliar e como decorre qualquer processo de avaliação.

Qualquer um que vá ser avaliado tem o direito e por isso deve exigir conhecer desde o início do processo os critérios de avaliação, os níveis de desempenho definidos, a ponderação.

Logo estas afirmações só podem ser lidas com credibilidade pelo facto de terem sido proferidas durante o Carnaval e ninguém levar a mal...
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008






A utilização das reticências...


Este sinal de pontuação usa-se, principalmente, quando queremos sugerir algo que não queremos escrever. Substitui, se quiserem, o ar de mistério que fazemos, quando estamos a falar com alguém e queremos sugerir algo que não queremos dizer, mas que a outra pessoa percebe; pode também ser usado para indicar que por alguma razão fomos interrompidos naquilo que estávamos a escrever, tal com acontece, quando estamos a falar, e alguém nos interrompe. Pode ainda querer exprimir uma dúvida, hesitação e até timidez! Claro que também pode substituir o etc. Mas julgo que isso, hoje em dia, aconteça muito raramente. Mesmo na oralidade, as pessoas preferem usa o etc., quando querem dizer as restantes coisas, o resto.

Portanto, usamos as reticências para sugerir, desafiar, prender a atenção, manifestar dúvida, exprimir timidez... Em suma, é um sinal de pontuação que nos permite enriquecer a nossa capacidade de comunicação escrita, tornando-a mais expressiva. A par dessa função quase poética, devemos recorrer às reticências sempre que fazemos a transcrição de uma frase, omitindo o seu início. Com isso queremos dizer que o assunto já vem detrás. Por exemplo : "...sinal de pontuação que nos permite enriquecer a nossa capacidade de comunicação escrita, tornando-a mais expressiva."

Outro uso mais técnico passa por termos de usar as reticências entre parêntesis - (...) - sempre que citamos uma frase, parágrafo, excerto de um texto e cortamos parte do texto, mostrando, assim, que essa parte omitida teria menos importância para aquilo que desejaríamos demonstrar. Assim, e recorrendo, de novo, ao mesmo parágrafo: "Portanto usamos reticências (...) sinal de pontuação que nos permite enriquecer a nossa capacidade de comunicação escrita, tornando-a mais expressiva."
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domingo, 3 de fevereiro de 2008

Ainda a Cognição*...





















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E é preciso um mestrado para dominar estes conceitos?!...


*Plano de Estudos.
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Escreve o Público, a 30.01.2008:

Admissão de alunos é feita segundo a sua origem socio-económica
Estudos sobre selecção de alunos nas escolas públicas foram hoje divulgados no Parlamento


Lido o artigo, passei à leitura dos comentários. Destaque para este:

"02.02.2008 - 20h32 - Rosa Dias, Localidade, País
Cresci na provincia, no primerio dia da pré-primária outros alunos encostaram-me uma faca ao pescoço para explicar-me quem mandava ali, na primeira classe tinha colegas de todo o tipo, desde meninas bem comportadas que não se mexiam sem pedir licença até filhos de toxicodependentes de saltavam pela janela da sala e corriam por cima das mesas, depois no 2ª, 3ª e 4ª ano tive colegas de bairros sociais, uns bem comportados, os outros desordeiros e caóticos. Fui amiga de todos, até ajudei a passar alguns colegas com explicações que lhes dei. No 5º e 6º ano convivi com mais alunos de bairros sociais, que vinham com fome, filhos de pescadores segregados, sem vontade de estudar e com os quais saía para brincar no recreio e com quem aprendi muito. No 7º, 8º e 9º conheci colegas do campo, que se levantavam muito cedo e por isso estavam sempre cansados, conheci colegas ricos, pobres, conformados, rebeldes, caóticos, certinhos. Uns que não gostavam da escola, outros que a suportavam, outros que gostavam muito. eu pessoalmente sempre gostei e nada que fizessem os meus colegas foi impeditivo de aprender. Acabei o 12ºano com média de 18 valores em Ciencias. Ingressei no curso superior que pretendia e agora estou a acabar o mestrado em Cognição Social Aplicada. Nunca me senti prejudicada pela presença de colegas com diferentes aptidões, motivações, contextos sociais e até valores e mentalidades (as meninas bem que segregavam os alunos que não tinham roupas de marca). Esta diversidade deu-me CULTURA, TOLERANCIA, HUMANIDADE, valores que não se aprendem nas aulas mas no convivio de diferentes realidades sociais e humanas. Os meus colegas de certo que aprenderam tanto como eu, cresceram tanto como eu. A escola não é só para aprender matemática, é a indispensável socialização secundária do ser humano. Uma socialização apartaid é propicia ao desenvolvimento de estereotipos e preconceitos, de uma sociedade conflituosa e dividida. Uma sociedade evoluida ensina os seus jovens a conviver com cores, credos, classes e aptidões diferentes. Mas nem todos foram educados para a tolerancia como eu. Esses pais que continuam a querer proteger os filhos do mundo, não permitindo que convivam com as crianças da sua geração e querendo limitar os seus amigos aos meninos aprovados pela 'ASAE' lá de casa, essa gente não tem noção nenhuma do que é ser um humano pleno e desenvolvido. Só tenho a dizer...que pena. Se calhar esse puto que não deixaram vir lá a casa porque era cigano e vivia num bairro social, ou que fazia asneiras na sala de aula, ou batia na professora...vai ser o próximo Cristiano Ronaldo que agora todos gostam. As pessoas não se medem pelas classes ou rendimentos económicos, especialmente as crianças. Por mim sancionava já todas as escolas que estivessem a promover este apartaid social."


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Cognição Social Aplicada

Cognição?! Social?! Aplicada?! E isto serve para quê?!...

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008