terça-feira, 1 de janeiro de 2008


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por José Rodrigues dos Santos,
em A Filha do Capitão, pág. 374, Gradiva

(...) O capitão admirou-lhe a determinação, a coragem, aquela não era uma mulher de lamechices, parecia delicada como uma flor mas era afinal dura como uma rocha. Isso assustou-o um pouco, esperava que as mulheres fossem todas dóceis, submissas e frágeis, era assim que se educava em Portugal, mas esta francesa era tesa e o português surpreendeu-se a si mesmo por sentir que tal até lhe agradava. Aquela determinação que se lhe lia nos olhos parecia-lhe ao mesmo tempo assustadora e admirável, o que, inexplicavelmente, o fazia amá-la ainda mais. Era como se temesse que um dia ela o abandonasse com a mesma ligeireza com que agora se afastava do marido, como se mudar de vida fosse tão fácil como virar a página de um livro; não há dúvida de que, nestas coisas de romper as relações, as mulheres são mais corajosas do que os homens. Encarando-a deste modo, o capitão começou a perceber que para amar uma pessoa era preciso admirá-la.
(...)

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Claro.

4 comentários:

Pêndulo disse...

É melhor chamar o Instituto de Socorros a Náufragos que o barco desse capitão não tarda a meter água :p

Rosalina disse...

Enganas-te, enganas-te...Tens de ler o livro. :D

tempus fugit disse...

Passei para te dizer que te desejo um 2008 em graaaaaaaande. Mas só das coisas boas.
Um ano 2008 do tipo XL.
Beijoka.

Rosalina disse...

Caro Tempus, pior que 2007 será difícil. ;)

Obrigada.
Beijocas.