quinta-feira, 22 de novembro de 2007

MÉDICOS AFASTAM-SE

O Departamento de Pedopsiquiatria do Centro Hospitalar de Coimbra afastou-se ontem do acompanhamento da menor Esmeralda Porto, alegando que a ordem de entrega da criança ao pai potencia riscos de “doença mental”. “A ruptura dos laços com os pais afectivos, de forma permanente, mesmo que não abrupta, é um factor causal de doença mental e a entrega ao pai biológico potenciará a patologia da relação pai-criança, criando as condições essenciais a curto-prazo para a instalação de uma perturbação de stress pós-traumático”, refere o relatório da equipa que tem acompanhado a menor. Numa reacção à decisão do Tribunal da Relação de Coimbra, que ordena a entrega da menor ao pai até final do ano, os médicos que a têm acompanhado criticam o acórdão judicial, que contraria aquilo que julgam ser o melhor para a criança.

in CM


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Ora vamos lá a ver se entendi. O Departamento de Pedopsiquiatria afasta-se do processo, porque há probabilidades da menina vir a ter "doença mental"...

Então, isso quer dizer que o tal Departamento só se manteria em campo se não houvesse esse risco?!

Mas eu pensei que o Departamento existisse no processo precisamente porque havia esse risco?!

Será que entendi mal?!



2 comentários:

Alien8 disse...

Eu também não entendi. Que tanham ficado ofendidos por o Tribunal da Relação de Coimbra se ter marimbado para os pareceres do Departamento, percebo. A retirada do acompanhamento à menor é que já não dá para entender... enfim, susceptibilidades exacerbadas e falta de noção das responsabilidades, talvez...

Talvez.

Bom fim de semana.
Beijos.

Rosalina disse...

Entretanto, no dia seguinte ouvi na TSF uma pedopsiquitra a dizer que essa tomada de posição dos colegas advinha do contrato que tinha com a justiça e que a mesma quebrara por ter decidido que a menina devia ser entregue já a 26 de Dezembro ao pai biológico. Mas que, continuava ela, certamente, o médico continuava a acompanhar a sua paciente...

Bem, continuei sem perceber.

Então, essas equipas existem apenas enquanto a justiça pensa como elas?!

Está certo que todo este caso não é simples e está envolvida uma menor.

Qualquer decisão que se tome vai sempre trazer consequências.


Mas aquilo que também penso, por tudo o que já foi dito e feito, é que, provavelmente, aqueles pais adoptivos não têm o perfil certo para poder educar uma criança.

Então, amam a suposta filha, sabem que há a eventualidade dela ter de ir viver com outra pessoa e não a preparam?!

Eu ouvi o Sr. Sargento dizer que ainda nada tinha sido dito à menina...E estamos a um mês...

O mundo anda de pernas para o ar.