quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Opinião


2007-09-12 - 00:00:00

por
Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto
, in Correio da Manhã


"Dia a dia
Educação chumbada

A prova de que o sistema de educação português não é tão bom quanto a propaganda oficial quer fazer crer é a corrida das famílias de classe média aos melhores colégios privados.


Quem pode pagar, mesmo fazendo sacrifícios para suportar as mensalidades, prefere investir no futuro dos filhos e matricula-os em escolas que oferecem mais garantias de acompanhamento dos alunos e mais aprendizagem.

As notas desastrosas dos exames, especialmente a Matemática, e a ignorância da língua portuguesa da generalidade dos alunos são outros sintomas do péssimo sistema de ensino em Portugal.

Em algumas escolas os conceitos de rigor e exigência só existem no dicionário. Os professores, apesar da boa vontade de alguns autênticos missionários, não conseguem resultados brilhantes e são incentivados a deixar passar os alunos para o quadro estatístico a apresentar números positivos.

É urgente que as boas novas dos discursos oficiais se transformem em realidade e a escola pública ganhe a batalha da excelência.

O futuro do País depende da qualidade da formação dos nossos jovens. Se não houver uma melhoria da qualidade do ensino público, em vez de sonharmos com um nível de vida mais próximo da riqueza europeia ficaremos mais perto da pobreza de Marrocos."


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A contrapor a tantas imagens de beijos , abraços, sorrisos e sucessos, neste princípio de Ano Lectivo. É bom que se vá dizendo a verdade, não comecem os portugueses a acreditar que afinal os professores do ensino público são todos incompetentes.

3 comentários:

Teresa Durães disse...

infelizmente as privadas a partir do 2º ciclo não são opção pelo menos na sua maioria. Confirmam os resultados e até eu tive essa surpresa quando coloquei o meu filho nas Oficinas de S. José - Salazianos de Lisboa.

Nem conto...

Teresa Durães disse...

P.S - Não se pode fazer outsourcing do governo???? ahahahah

Rosalina disse...

ehehehhehehhe..., Teresa. Era óptimo. ;)