domingo, 23 de junho de 2013

A segurança social é sustentável

 

Transcrevendo

"Este país não é para velhos, porque não é para novos. E esta é a chave das explicação da sustentabilidade da Segurança Social."
(...)
"O Maio de 68 foi feito por pessoas de 18 anos e o 25 de Abril também e eu não sei onde estão os nossos jovens de 18 anos."
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"A grande novidade (...) é o papel dos reformados na nossa sociedade. Esta também é uma novidade histórica. Era um sujeito social que não era contabilizado por nós. Nós quando estudamos conflitos sociais, estudamos o movimento operário, estudamos o movimento ecologista, estudamos o movimento feminista, estudamos o movimento estudantil. Nós não estudamos os movimentos de reformados. E a grande novidade agora é que vamos ter de estudar o movimentos de reformados, porque eles apareceram organizadamente, com impacto político, cheios de força, (...) isto tem a ver com a memória da revolução. (...) Quem tem 60, 65 ou 70 anos está na plenitude da sua vida. Quer descansar e não pode porque vê as suas reformas cortadas. Mas já não é aquele reformado típico que aparece na televisão que adoram colocar, que é o senhor que está no largo com 90 e tal anos."
(...)
"No Brasil não há estado social. O que é que é o estado social no Brasil? É a solidariedade interfamiliar. O que é que isso faz? Um grande respeito pelos mais velhos. Que em Portugal se tem perdido e se perdeu em grande medida, porque essa responsabilidade foi colocada nas mãos do estado e isso tem tido como contrapartida também, e infelizmente, um crescente desrespeito pelos mais velhos..."
(...)
"Não há terceira idade: ou se está vivo ou se está morto."(Citando Jô Soares).   

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