Da fragilidade da nossa essência, quando ficamos a precisar dos outros, e a grandeza da dádiva em permitir que tal aconteça.
terça-feira, 11 de maio de 2021
sábado, 24 de abril de 2021
feliz
O amor
é uma ave a tremer
nas mãos de uma criança.
Serve-se de palavras
por ignorar
que as manhãs mais limpas
não têm voz.
Eugénio de Andrade
sexta-feira, 22 de janeiro de 2021
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
retrato

“Vem por aqui”- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui”!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
—Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: “vem por aqui”?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
a ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…
Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei para onde vou,
Não sei para onde vou
—Sei que não vou por aí!
José Régio
sábado, 9 de janeiro de 2021
sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
Exige-se o reconhecimento público da competência dos professores
Portanto, se for só às escolas que o confinamento não se aplicar, a leitura possível é concluir que, APENAS na educação, se implementaram medidas eficazes. Logo, talvez fosse altura de nos devolverem os 6 anos, 6 meses e 23 dias!!!!!!!! E, PUBLICAMENTE, corrigindo as palavras da ministra de má memória, reconhecer o MÉRITO dos professores.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2021
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
os diretores, as práticas pedagógicas e as reuniões de avaliação sumativa do 1.º período
A propósito de uma orientação sobre como as reuniões no 1.º período deveriam ser realizadas, fiz, no dia 21/12/20, a seguinte reflexão no Facebook: Eu acho que os diretores deviam ter de dar aulas a pelo menos uma turma. Talvez dessa forma percebessem que proporcionar um calendário de reuniões de avaliação sumativa de uma hora e 15 minutos por videoconferência não é compatível com o desenvolvimento de boas práticas pedagógicas. Aliás, não é sequer exequível a não ser que se preconize a automatização do processo de aprendizagem dos alunos.
Da interação com uma das amigas que comentou, perguntando, ironicamente se as reuniões não serviam apenas para preencher documentos, acrescentei o seguinte na caixa dos comentários:
...não estou habituada a isso. Aqui costumamos ter tempo para nos centrarmos no que importa: o aluno. Sempre assim foi e continua a ser. O que se passa neste momento, e penso que se passará em todos os Agrupamentos e escolas, é partir-se do princípio de que todos somos competentes na utilização das TIC só porque assistimos a webinares desde março. E, como sabemos, isso não é assim. Compete, por isso, a quem saiba o que seja a aprendizagem mediada pelos designadas NOVAS tecnologias, manter-se firme e tornar claro para quem ainda não percebeu que, afinal, o que se está a passar é, simplesmente, uma mudança de paradigma. E assumir isso. Assumir que sabemos e não aceitamos mais do mesmo. Que este é o tempo de "sair fora da caixa". De ousar. E exigir tempo. Sim, tempo. Precisamos de tempo. Mais do que nunca. Os alunos entendem isso. Tão bem. E sabem esperar. Porque também estão a aprender que desta forma aprendem mais e melhor. Com mais responsabilidade e autonomia. Com mais liberdade. E devemos também falar sobre "isto", de maneira clara, quem verdadeiramente já estudou e sabe. Porque há muita gente que sabe com qualidade. Aqui, nas redes sociais, mas também nas reuniões que também passaram a ser realizadas em rede. E quando o tempo que nós dão é incapaz de permitir que o processo pedagógico aconteça, devemos mostrar que não estamos disponíveis para trabalhar dessa forma. Como? Assumindo. Dizendo. E, se for caso disso, escrevendo.
Parece-me um testemunho reflexivo válido e relevante no contexto atual do trabalho desenvolvido nas escolas. Por isso, o publico aqui, já que neste espaço poderá alcançar mais leitores.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
gosto não gosto
gosto do espírito do Natal.
...não gosto de comprar presentes no Natal.
gosto das luzes de natal nas casas, nas ruas, nas vilas, aldeias e cidades.
... não gosto das "feiras" que se fazem (faziam...) só para vender presentes de Natal.
gostos de natalíces espalhadas pela casa.
... não gosto de árvores de Natal dentro das casas.
gosto dos doces de Natal.
estar atenta
estar atenta aos pormenores, à beleza, ao silêncio, ao silêncio reconciliador das manhãs. e acordar. lentamente, como se tudo tivesse sempre o mesmo sentido. o da vida.
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
desculpa
"Desculpa" - de Cátia (Cancioneiro Infanto-Juvenil, Instituto Piaget ), dito por Inês Gomes e Jessica Oliveira (9A)
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
Mega-agrupamento na Lourinhã? Não.
Mega-agrupamento na Lourinhã? Não. (Áudio)
Pertenço à Lourinhã há 22 anos. Cheguei em setembro de 1998. Fiquei por um projeto educativo em que acreditei. Liderava, na altura, a Escola EB 2,3 Dr. João das Regras o professor José Nuno Leitão. A sua liderança de princípios firmes e ambiciosos impediram que durante alguns anos a nossa escola (Escola EB 2,3 Dr. João das Regras) agrupasse, quando o processo de agregação das escolas em agrupamentos ganhava força pelo país fora.
Pouco tempo depois, agruparam-nos com a escola de Ribamar e passámos a ser um agrupamento com duas escolas do 2.º e 3.º ciclos e uma quantidade razoável de escolas do 1.º ciclo. Passámos a ser o Agrupamento D. Lourenço Vicente, Lourinhã.
Entretanto, na Lourinhã, e, enquanto todo este processo acontecia connosco, outro semelhante acontecia com a Escola Secundária e a terceira escola do 2.º e 3.º Ciclos do concelho: D. Afonso Rodrigues Pereira e escolas do 1.º ciclo.
Portanto, a Lourinhã tem dois agrupamentos.
Quando li o email onde nos pediam que participássemos n'As Jornadas Europeias do Património, sendo-nos solicitado pelo Sr.º Vereador José Tomé testemunhos com objetivo final de criar um pequeno documentário (StoryTelling) sobre a evolução da Escola no nosso concelho, assim como de produzir um “Manifesto” sobre a Escola que temos e a Escola que desejamos, no território da Lourinhã, não consegui deixar de pensar na minha experiência e no meu contributo ao longo dos anos para que a escola pública na Lourinhã seja de qualidade. E, sem qualquer dúvida, este percurso que tenho feito, aqui, na Lourinhã, ensinou-me que a escola perde, pedagogicamente, qualidade, quando o universo de alunos é maior, há dispersão de espaços e a gestão está centralizada num só edifício.
Não sei o que seríamos se nunca nos tivéssemos agrupado. Sei o que somos agrupados. E sei que dificilmente encontraremos algum professor do agrupamento que conheça todas as escolas do seu agrupamento (excetuando os elementos da direção). Sei que, pedagogicamente, a gestão dos recursos com vista à construção e gestão de planificações que sejam as soluções ideais de aprendizagem é muito difícil, praticamente impossível, porque estamos a falar de professores que trabalham em escolas diferentes, com dinâmicas diferentes, alunos diferentes. Espaços diferentes. Estamos a falar de pessoas. E tudo isto tem de ser respeitado.
Há professores que nunca estiveram numa sala da "outra(s)" escola(s), portanto, como é que é possível construir em conjunto a verticalidade das aprendizagens? Pelo menos de forma eficaz.
Somos um agrupamento, mas não nos conhecemos entre ciclos. Vamos convivendo.
Claro que há sempre a possibilidade de, num dia qualquer, alguém decidir juntar os dois agrupamentos. Foi isso que aconteceu antes. Alguém, que não a escola, decidiu isso arbitrariamente, sem a participação do corpo docente, dos alunos, dos funcionários e dos encarregados de educação.
E, por isso, porque a temática sugerida pelo Senhor vereador permite antever a intencionalidade de poder haver a criação de um mega-agrupamento - "Escola que temos e a Escola que desejamos" -, decidi juntar também este testemunho.
Resta-nos quanto tempo até sabermos se vamos ou não vamos ser um mega-agrupamento?
Parece-me que antes de podermos refletir sobre que escola queremos no futuro, na Lourinhã, temos de saber qual é a intenção do poder político sobre a existência ou não de um mega-agrupamento. Que haja clareza nesse propósito.
Também podemos fazer dessa temática um verdadeiro debate, chamando para o terreno todos os intervenientes educativos acompanhados pelo Conselho Municipal de Educação a quem compete o acompanhamento do processo de elaboração e atualização da carta educativa, instrumento de planeamento e ordenamento prospetivo de edifícios e equipamentos educativos a localizar no concelho, de acordo com as ofertas de educação e formação que seja necessário satisfazer, tendo em vista a melhor utilização dos recursos educativos, no quadro do desenvolvimento demográfico e socioeconómico de cada município, neste caso no da Lourinhã.
Portanto, e apesar de ser contra a existência de mega-agrupamentos, ou sequer agrupamentos..., estou disponível para participar num debate alargado que promova a discussão por forma a percebermos qual será o melhor caminho a percorrer na Lourinhã, devendo ter-se sempre como linha orientadora e objetivo essencial a alcançar a excelência na qualidade pedagógica. Deveria ser essa a meta, o caminho.
SUGESTÃO de documentos a utilizar para uma discussão alargada sobre o assunto
LEGISLAÇÃO
- Decreto-Lei n.º 75/2008 - Aprova o regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário
- Decreto-Lei n.º 137/2012 - procede à segunda alteração ao Decreto -Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, alterado pelo Decreto -Lei n.º 224/2009,
- Carta Educativa do Município da Lourinhã
- Decreto-Lei n.º 7/2003 - Regulamenta os conselhos municipais de educação e aprova o processo de elaboração de carta educativa, transferindo competências para as autarquias locais.
- A política e ação educativa do município da Lourinhã
- Documentos Estruturantes | AEL
- Documentos Estratégicos e Pedagógicos | AEDLV
- Mega-agrupamentos: desafio(s) à gestão
- Agrupamentos escolares : autonomia das escolas : uma análise do funcionamento de um agrupamento do Norte de Portugal em contexto de autonomia
- O impacto dos mega-agrupamentos de escolas na gestão local da educação : o caso do Município de Odivelas
- Mega-agrupamentos de escola: que perceções?
- Cultura(s) nos mega agrupamentos
- A (in)eficácia da comunicação no contexto dos novos mega-agrupamentos
- Os mega-agrupamentos (1.ª parte)
- Os mega-agrupamentos (2.ª parte)
- Estudos revelam que os mega-agrupamentos podem afectar a aprendizagem
- Vários artigos (DN)
- Vem aí a super-esquadra-mega-agrupamento-escolar
- AML.M003.12 – CONSTITUIÇÃO DE MEGA AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS
- As implicações dos mega-agrupamentos de escolas
- Mega-agrupamentos com 4000 alunos e 350 professores
- Mega agrupamentos no Concelho de Aveiro
- Contestação ao modelo de gestão e aos mega-agrupamentos de escolas acabou silenciada
Rosalina Simão Nunes
(Professora de português | 3.º Ciclo,
Nomeação Definitiva do quadro da
Escola EB 2,3 Dr. João das Regras, AEDLV)
terça-feira, 3 de julho de 2018
Será que percebo bem?
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Serviços mínimos em educação - CRONOLOGIA
"d) Educação, no que concerne à realização de avaliações finais, de exames ou provas de caráter nacional que tenham de se realizar na mesma data em todo o território nacional;"












