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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Sou professora! Faço GREVES a exames.

A propósito deste post, fiz este comentário no facebook e que agora partilho:
Tanto disparate em tão poucas palavras!
Como se se fosse mais professor porque se dizem estas "coisas" que afinal só fazem o mesmo que a Maria de Lurdes Rodrigues começou a fazer: ganhar a opinião pública.
Pois, eu sou professora e faço greves a todo o serviço. Nenhum dos momentos em que desempenho as minhas funções é mais importante que outro. Somos professores porque somos competentes em qualquer um desses momentos.
Mas a greve é uma "arma". E é preciso saber usá-la, senão o efeito é nulo.
E, sendo professora, exijo que me respeitem tal como eu respeito os alunos todos os dias. E isso passa por fazer, também, greve quando os alunos fazem exames.
E os alunos só têm de aprender com o exercício desse direito.
Claro que não se gosta. Claro que incomoda. Mas temos de respeitar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Continuam a asfixiar os professores. Até quando?

A propósito da partilha de uma memória no Facebook de 2014, escrevi o seguinte:

Já não "querem" asfixiar, estão a asfixiar os professores, logo, a escola pública.
AGORA, há dinheiro para dar formação. Leia-se, pagar aos formadores.
Continua sem haver dinheiro para descongelar carreiras. Podiam pelo menos começar a falar nisso... Falaram em reestruturar carreiras. Na campanha. Agora não falam.
NÓS não queremos reestruturações.
MAS querem que o aluno tenha um novo perfil. E querem que sejam os professores "a ajudar a desenhar" esse novo perfil e, depois, claro, a construí-lo.
Ou seja, pelo perfil lançado, é quase reaprender a estar na escola. Na sala de aula. Mais formação, mais trabalho. Mais especialização.
MAS, as carreiras continuam congeladas.
O que nos pagam continua a ser o mesmo, e a qualidade do nosso trabalho é cada vez maior e melhor.
Já chega, não?
HÁ DOZE ANOS QUE AS CARREIRAS ESTÃO CONGELADAS.
Já chega, não?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Para quando uma greve de professores?!

"(...)Apesar da existência de aspetos positivos, a confirmar no futuro diploma, já identificados no decurso do processo negocial, a FENPROF rejeita o tom triunfalista com que o Ministério da Educação anunciou em comunicado os novos diplomas.(...)"

Apesar de tudo continuar mal, e em alguns aspetos ter piorado, a FENPROF congratula-se pela existência de aspetos positivos.
Até quando continuarão a estar comprometidos, esquecendo a luta?!
Ler isto, logo hoje que o pessoal não docente está em greve, incomoda-me. O comunicado devia ser sobre a data da greve do pessoal docente.
Quero lá saber das constatações da FENPROF!...
Exige-se ação.
Totalmente solidária com os funcionários que hoje estão em luta.
A luta continua.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A propósito da "Audição Parlamentar sobre o número de alunos por turma de 24/01/2017"


Oiço-os falar e não sinto nada. Fale quem fale. Fico mesmo com a sensação que é só conversa. De alguns conversa "fiada", de outros da "treta". E só me lembro de Eugénio de Andrade e das palavras gastas...
Mas, pronto. É o que temos. Não temos de ser.
E temos de resistir. Estamos a sobreviver. Todos os dias. Lá. Na escola. Na sala de aula. Na sala de professores.
E nos corredores?! Nem me digam nada! Dava para um romance inteiro. Com peripécias quase de "faca e alguidar", algumas. Quase.
Já agora, uma "dica" para ganhar anos de lucidez: ir mais cedo para as salas de aula.
Comecei a fazê-lo para evitar a "agitação" (estou a ser simpática ) dos corredores após o toque. E, como já estou na sala, quando os alunos chegam à porta, tudo começa, dentro da sala de aula, claro, serenamente. Calmamente. Não fora** a "agitação" tumultuosa lá fora** e quase seria a situação ideal. Mas, pronto, novamente, é o que temos. E vamos estando. Por enquanto, pelo menos.
Até.
p.s.:
1 - Desculpem lá o desabafo. Eu nem gosto muito de escrever aqui sobre o que se passa ali. Mas deve ser do tempo. Está cinzento. Vem lá tempestade.
2 - **Quem é o quê? Isto para os que dizem "cobras e lagartos" do AO. Sem acentos. Gráficos, claro, e já era assim antes do AO.
3 - É verdade, sou professora.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Qual é a importância que o SPGL dá a Mário Nogueira?

Breve reflexão, após a primeira leitura da Revista de Informação digital do SPGL que tem como tema central e relevante a realização do 12º Congresso da FENPROF:


Acabei de receber o a revista digital do SPGL ( Spgl no Facebook). O Dossier, portanto, o destaque da revista, é sobre o 12º Congresso da FENPROF.
Pode-me ter escapado assim na primeira leitura, feita na diagonal... Mas, do Mário Nogueira só vejo assim mesmo por lá espalhada a sua imagem e em tamanho pequeno!!!!!!
Fica-se, para quem vai acompanhado a "coisa", mesmo que à distância, até com a ideia de que a Manuela Mendonça, Coordenadora do SPN (Spn no Facebook), terá grande importância para o SPGL. Afinal, tem direito a duas páginas na revista. 
Do Mário Nogueira nada.
Pois. Afinal, o que foi o Mário Nogueira fazer ao 12º Congresso?
Na revista aparece mencionado UMA vez, na pág. 18, pela jornalista Lígia Calapez, por ter sido quem encerrou no quadro do Congresso a a conferência internacional “Um sindicalismo progressista ao serviço da educação para todos”.
Por exemplo, o nome de Mario Draghi, também Mário, aparece QUATRO vezes. As vezes, QUATRO, a que se dá destaque ao de Manuela Mendonça, por exemplo.
Quem é mesmo o Mário Nogueira?! 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Contestação e falta de rigor no "exame da Cambridge" mantêm-se

http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=327&doc=9357
"(...)A FENPROF continuará a acompanhar este processo e, para além das minutas de requerimento já divulgadas e que se encontram na sua página Web (requerimento de dispensa; requerimento para pagamento de serviço extraordinário), irá:

- Apresentar, como já havia divulgado, pré-aviso de greve a todo o serviço relacionado com este “exame da Cambridge”, para o período compreendido entre 7 de abril e 6 de Maio de 2015. A FENPROF convidou outras organizações sindicais de professores a subscreverem esta convocatória de greve, tornando ainda mais ampla a contestação ao abuso e ao desrespeito a que os professores de Inglês estão a ser sujeitos;

- Organização de uma ação, a apresentar nos tribunais, em representação dos interesses coletivos dos seus associados, para que sejam dispensados de uma tarefa que não constitui seu dever profissional;
- Apoio jurídico a ações individuais que os docentes pretendam apresentar, caso os seus requerimentos sejam indeferidos;

- Divulgação de minuta junto de todos os professores de Inglês para que requeiram a equivalência da sua habilitação profissional ao sistema europeu de transferência de créditos, vendo assim reconhecida a sua formação dentro do espaço europeu de livre mobilidade."

O Secretariado Nacional da FENPROF
17/03/2015

terça-feira, 22 de julho de 2014

"Das 4 providências, só UMA foi indeferida"

Porque me parece que vale a pena ouvir tudo, ainda que a qualidade da gravação não seja a melhor.

Para mentes que se queiram esclarecidas ou que se queiram esclarecer.

Trata-se de uma lição de luta dentro na legalidade. Afinal, vivemos em democracia.