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segunda-feira, 24 de março de 2014

Pelo sonho é que vamos (Sebastião da Gama)

Não é habitual publicar aqui o que vou fazendo na escola, enquanto professora de português. Aqui, o espaço é "egocêntrico". Claro que daqui partem muitas outras casas onde eu exploro outros aspetos de que gosto e me dão, acima de tudo, prazer. São espaços lúdicos, na maioria das situações. Outros mais sérios, como é, por exemplo, o espaço onde vou construindo algum trabalho dedicado à investigação, fruto do que aprendi no curso de Mestrado em Pedagogia do Elearning.

Mas fazer propostas de trabalho, orientar a sua realização e ter como resultados recursos de qualidade também me "enchem" o ego. E, por isso, hoje publico, aqui, o primeiro de seis poemas ditos pelas alunas do clube "A Hora das palavras", na rubrica "Dizer as palavras".

Faço, ainda, referência à participação especial de João Quintans, antigo aluno da Escola EB Dr. João das Regras, que realizou o vídeo. As alunas que participaram na atividade são do 9ºB: Andriana Terpodei, Beatriz Malaquias, Carolina Bonifácio, Inês Almeida, Inês Baltazar e Joana Marques.
O Clube funciona às quarta-feiras, das 15:50 às 16:35 e a  intenção é continuar a desenvolver esta rubrica até ao final do ano letivo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Hoje recebi uma carta...

Sim, é verdade. Hoje recebi uma carta com uma espécie de aviso... Não de recepção. Não. E foi uma carta daquelas que se usavam muito dantes: de papel.
Está bem, eu vou contar:
Ia a caminho da escola. A pé. Serão as vantagens de morar na província: basta sair de casa cinco minutos antes do toque de entrada soar. E como estava a dizer, ia a caminho da escola, quando vi uma das alunas da turma onde deveria estar a dar aulas dali a 5 minutos, no passeio, já perto da escola.Cumprimentámo-nos e eu segui. Estranhei que a aluna ali estivesse, mas como não me apercebi que quisesse explicar o que quer que fosse, continuei o meu caminho. Já teria dado aí cerca de dez passos, quando ouvi atrás de mim: "Professora..." Parei, virei-me para trás e a aluna disse: "Professora, não vou à sua aula. Estou mal disposta, mas deixei no PBX uma carta para si." 
E eu pensei: "Uma carta..."
Desejei-lhe as melhoras e continuei o meu caminho. De repente apercebi-me de que estava a sorrir. Uma carta. Realmente, quando menos esperamos, acontecem coisas destas que nos fazem sorrir. E isso é muito bom!
Essa aluna está no 7ºAno e estamos a trabalhar, entre outros conteúdos, a carta. Falámos da sua função, da tipologia e discutimos o facto de hoje em dia as pessoas raramente usarem cartas para comunicar entre si. Verificámos que na turma poucos tinham sido aqueles que já tinham escrito uma carta. E mesmo os que o fizeram, tinha sido há muito tempo.
Uma das actividades que costumo propor, quando estudamos a carta, é a troca de correspondência durante um período de tempo entre os vários alunos da turma. Formam-se pares e, depois, durante cerca de quatro semanas vão trocando correspondência. Costuma ser uma actividade que os motiva e deixa interessados, de alguma forma, pela comunicação escrita.
Hoje, eu recebi também uma carta! E há que tempos que não recebia uma carta...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Olhar a diferença "12 Meses, 12 Olhares"




Divulgo, hoje, o calendário de 2011, "Olha a diferença, 12 meses, 12 olhares", trabalho da responsabilidade da equipa da Educação Especial do Agrupamento D. Lourenço Vicente, na Lourinhã. 
Trata-se de um projecto que teve início no Ano Lectivo de 2009/10 e que, pela sua dimensão (envolveu alunos de todos os ciclos do Agrupamento), só agora se concretiza.  
Não posso deixar de felicitar todos os que foram responsáveis por concretizar esta ideia.
Parabéns e obrigada por permitirem que partilhe o Vosso trabalho.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"Ler, Lazer e Aprender" - Projecto de Leitura




No âmbito das actividades desenvolvidas, enquanto Coordenadora do PNL, criei este Vídeo para divulgação do Projecto de Leitura do Agrupamento de Escolas e Jardins de Infância D. Lourenço Vicente, Lourinhã: "Ler, Lazer e Aprender".
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Eu aprendo, eles aprendem. Nós crescemos.

Depois de tanta coisa aprendida e, mais importante, apreendida durante o 1º Semestre do Curso de Mestrado em Pedagogia do ELearning da Universidade Aberta, aquando do início da preparação do Ano Lectivo 2009/10, em Setembro (2009), comecei a olhar para o futuro com olhos digitais. E decidi que os alunos das turmas que me fossem atribuídas iriam usufruir dessas minhas aprendizagens.
Conversei com o Director do Agrupamento, Professor Pedro Damião,  e perguntei se seria possível, na elaboração do horário, disponibilizarem-me sempre a mesma sala. Outra condição necessária seria a garantia de poder requisitar cinco computadores portáteis para todas as aulas. Por fim, o acesso à Internet na sala de aula.
Tive as garantias de que necessitava. E o processo já tinha começado.

Sempre que falo deste Projecto, para o caracterizar em termos gerais, digo: Neste ano, aboli o papel da sala de aula.
É claro que esta frase é hiperbólica. O papel ainda existe, não só porque há um manual adoptado e que foi adquirido pelos alunos, mas porque a maioria das aprendizagens e hábitos de estudo dos alunos passa, ainda, por esse suporte.

Recorrendo à Plataforma  Moodle, num regime que se aproximará do b-learning, o 1º Período decorreu. E fazendo o balanço, julgo que seja bastante positivo.

Neste post, não irei descrever ao pormenor todo o processo. Deixarei esse registo para um momento mais reflexivo. Provavelmente, no final do Ano Lectivo.
No entanto, observar cinco a seis grupos de alunos a trabalhar, de facto, em sala de aula , todos os dias, a agir, no preciso momento em que estão a aprender. Vê-los a construir o seu próprio conhecimento em simultâneo com os colegas, revelando uma autonomia e responsabilidade que não lhes conhecia, obrigou-me a partilhar esta incipiente experiência. A utilização do computador com acesso à Web 2.0 liberta-os para fazer.
São alunos do 8º e 9º Anos.

Lentamente, começam a trazer os seus próprios portáteis para a sala de aula. Na última aula de hoje, numa turma de 22 alunos, dos cinco computadores da Escola, apenas tiveram de ser usados dois. Os restantes 11 eram dos alunos, parte deles adquiridos através do Programa e-escola.

Sou professora de Língua Portuguesa do 3º Ciclo.