quinta-feira, 30 de julho de 2009

MOODLE, Escolas e Professores - Parte I

Como se anda a dizer que os blog's estão parados, resolvi actualizar o meu, transcrevendo duas participações neste Fórum onde descrevo a minha experiência, enquanto professora de Língua Portuguesa, na Plataforma Moodle da Escola onde lecciono.

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Boa noite

Irei participar faseadamente neste tópico, dado que não me seria possível, numa só mensagem, descrever a experiência que tem sido a utilização da Plataforma Moodle como recurso no caso da disciplina que dinamizo desde 2007/08. Tem sido um espaço de aprendizagem que completa o trabalho desenvolvido em sala de aula.

Uso a plataforma como repositório de materiais? - Não. Para isso tenho outro espaço, desde sempre aberto. Aliás, nem me parece que essa seja a funcionalidade mais interessante do Moodle, a não ser que seja para desenvolver uma actividade específica e queiramos que os alunos usem um documento em particular.

Então, que faço eu com os alunos na Plataforma?

Esse é um processo que já passou por várias fases. A primeira coincide ainda com a frequência da Acção de Formação onde aprendi a usar esta ferramenta. Considerei na altura, e mantenho essa opinião, de que aquele espaço seria ideal para poder promover a discussão, duma forma informal, levando os alunos a desenvolver a escrita e o espírito crítico. Como? Propondo temas para discussão. Sugerindo aos alunos que eles próprios abrissem tópicos de discussão.

Isso aconteceu? Sim. Com todos os alunos? Não. Porquê? Na maioria dos casos, porque a única forma que têm de aceder à internet é na escola.

Trabalho numa escola que recebe alunos maioritariamente provenientes de aldeias. Por que razão não foi resolvido esse problema, na escola, permitindo que os alunos, quando lá estão tivessem esse acesso facilitado? Não sei. Informei sempre os responsáveis das situações em que os alunos tinham dificuldade em aceder à Plataforma. Por exemplo, no início da sua utilização tive de ir à Biblioteca informar que sempre que os alunos das minhas turmas quisessem aceder à Plataforma isso dever-lhes-ia ser facilitado, isto porque tive o feedback de que na Biblioteca não os deixavam aceder.

Por que razão o espaço só está acessível aos alunos das turmas que lecciono? Porque aquele é uma espaço de aprendizagem. Logo implica saber quem está de cada um dos lados e para que está. Caso contrário não tem sentido, nem é funcional.

E é a questões como estas, Teresa, que eu me refiro, noutro espaço, quando falo da 'real prática pedagógica'.

Desisti? Não. Havia razões para desistir? Sim. :) Basta referir que no meu horário constaram sempre e apenas 90m para o trabalho desenvolvido no Moodle. Não penso que essa carga horária seja compatível com o seguinte registo que consta do relatório de actividades, no meu perfil: Listagem de registos 69265.

Para terminar, por hoje, talvez referir que a fim de 'prender' os alunos àquele espaço estão sempre disponíveis as seguintes actividades lúdicas, desenvolvidas com o recurso a fóruns:

Palavra puxa palavra - XXXIII - Este desafio trata-se de um jogo de associação de palavras, devendo ser usados preferencialmente substantivos.

Cada participante terá apenas que escrever uma palavra que de alguma forma associe à anterior.

Cadeia de palavras - 7 Este jogo tem como objectivo fazer uma cadeia de palavras em que as duas últimas letras da primeira palavra devem ser as duas primeiras da seguinte.


Palavra puxa imagem - Frequentemente associamos as palavras às imagens.

Neste fórum desafiam-se os participantes a enviar fotos, de preferência tiradas pelos próprios, que possam ser associadas a um tema que irá ser diferente todas as semanas. A partir desta actividade foi feito este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Ez_CoaLJjF0&feature=channel_page . E já há material para mais. O tempo é que não estica. :)

Jogo do alfabeto - Respeitando a ordem do alfabeto e o tema dado, vamos escrevendo palavras. Recomeça o jogo, com abertura de novo tema, o participante que escrever a palavra começada por Z. Terá, também de sugerir uma nova área temática e escrever a primeira palavra.

Sempre que não conseguirem continuar o jogo, inicia outro tema o último participante.


Figura Mistério - 55 - * Para descobrirem quem é a Figura Mistério têm de fazer perguntas às quais só se poderá responder sim ou não.
* As respostas serão dadas neste Fórum.
* A pessoa que acertar na Figura Mistério, envia-me por mail uma fotografia de alguém que quer ver transformado em Figura Mistério.
* Depois as respostas às perguntas, mantendo o critério das respostas dadas serem apenas SIM ou Não, são dadas pela pessoa que sugeriu a Figura.

Como se escreve? - 18 (HotPotatoes 6)

Nestas actividades é apenas avaliada a participação dos alunos.


Até

MOODLE, Escolas e Professores - Parte II


Boa Tarde. :)

Cá estou para continuar a descrição daquilo que tem sido a experiência na Plataforma Moodle.


Como alguém diz, no seu testemunho, está-se em permanente (re)construção. E essa será a palavra-chave.


A primeira fase, no entanto, ficou terminada, quando os miúdos começaram a utilizar, muitos diariamente, a Plataforma. E o que tem acontecido é que porque uns usam, os outros também querem usar. Não fossem as questões técnicas de que falo em cima e, provavelmente, mais alunos estariam a usufruir desta ferramenta. Mas essa é uma questão que está relacionada com as condições de trabalho que nos eram dadas e chegou uma altura em que decidi canalizar as minhas energias para aqueles que já faziam uso do Moodle, consciente de que não se pode chegar a todos ao mesmo tempo. :) Infelizmente.

A partir do momento em que o uso passou a ser 'normal', propunha actividades que de alguma forma pudessem ser passíveis de avaliação no domínio das competências de Língua Portuguesa, disciplina que lecciono.

Foi difícil.

Todas as semanas propunha actividades, por exemplo, usando textos para interpretação, imagens / gráficos para análise, temas para escrita. Havia alunos que participavam, mas eram sempre os mesmos e eram poucos.

Paralelamente,foi criado um espaço de debate, com um fórum de conversação, um de dúvidas e chat que funcionava todas as 2ª das 20:30 às 21:30. Sobre esta última actividade, devo dizer que foi uma surpresa. Cheguei a estar com 10 alunos. Conversava-se sobre tudo, inclusive, dúvidas sobre matérias, entrega de trabalhos e muita brincadeira. Até uma encarregada de educação chegou a participar, além de outros colegas que também têm a acesso à disciplina.

Em relação aos Fóruns, considero que sejam um dos espaços mais interessantes, já que os miúdos abrem tópicos e participam. Por exemplo, e falando só do deste ano, foram abertos 22 tópicos, havendo 266 respostas. Sinceramente, não sei se é muito , pouco. A minha sensibilidade diz-me que é bom.

Nalguns desses tópicos, pelas propostas, eram avaliadas as competências da Escrita e Compreensão da Leitura, sendo os alunos informados disso, na abertura do tópico.

Outro espaço que também já existe há dois anos é o repositório de textos que vão sendo feitos nas aulas e mesmo na Plataforma. Foi usado para isso o Glossário e sempre que há textos considerados bons, os miúdos publicam-nos lá, gerindo o seu tempo, e eu, depois, publico-os aqui: http://arquivoe-portugues.blogspot.com/

Mas a questão de usar aquele espaço de forma a que fosse possível desenvolver de forma sistematizada as competências no domínio da língua portuguesa era para mim uma preocupação. Tinha de haver maneira de poder rentabilizar mais...

E parece-me que a frequência do Curso de Mestrado Pedagogia em e-Learning (Universidade ABerta) já me ajudou nesse aspecto. :) O Curso é todo online e é usada a Plataforma. No decorrer das várias unidades, apreendi que tal como no ensino presencial, também ali é necessário estruturar muito bem cada actividade ao pormenor. Tudo tem de estar previsto. Durante o 2º Período, trabalhei no sentido de me ser possível, no 3º, passar a usar nas aulas apenas o computador. Para isso tive de adquirir um projector já que a escola só tinha disponível para circular pelas salas para cerca de 500 alunos um.

Foi um trabalho exaustivo e cansativo, já que as aulas não se podiam ressentir desse esforço, mas consegui. E assim, no 3º Período, já não usei o papel, excepto no respeita o manual, claro.

Está dado o primeiro passo para que no próximo ano também os alunos deixem de usar o papel na sala de aula. Irei planear o trabalho nesse sentido. :)

De qualquer forma, ainda no 3º período desafiei alguns alunos para participarem num projecto que designei de Caderno diário Digital. Eles aceitaram o desafio e houve dois que passaram, inclusive, a levar o computador para a aula. Obviamente, a situação foi explicada aos restantes, que perceberam tratar-se duma experiência que poderia vir a ser alargada no ano seguinte a todos, já que a continuidade pedagógica será, em princípio, mantida. Esses dois alunos pediram-me para fazer o último teste no computador. E eu aceitei com a condição de passarem para o papel se sentissem a mínima dificuldade. Não foi necessário. Fizeram o teste no computador. Eu classifiquei no computador e os resultados foram bons. Mais um desafio...

A propósito do Caderno Diário Digital foi criado na Plataforma um espaço de apoio e um wiki http://cadernosdiariosdigitais.wikispaces.com/ (espaço aberto).

Deste projecto resultaram particularmente interessantes estes dois trabalhos: http://sites.google.com/site/cadernodiariodofuturo/Home, http://sites.google.com/site/pencaneta/ e ainda este http://canettadigital.blogspot.com/ que foi um ensaio de uma das alunas que preferiu depois o uso do site.

Entretanto, já durante o 3º Período, propus duas actividades que tiveram adesão dos alunos. Penso que seja esse o caminho a seguir. :) Podem ser vistas aqui: http://eportuguesrsn.wikispaces.com/Reposit%C3%B3rio+de+Actividades .

Ainda não tive tempo para publicar os trabalhos que resultaram dessas actividades. :) Quando o fizer, aviso.


Bem, parece-me que com esta mensagem, Teresa, dá para ver mais ou menos aquilo que tenho feito e a razão pela qual considero que a Plataforma Moodle seja uma excelente ferramenta de trabalho.

Claro que ainda falta fazer muito e, mesmo que continuem a ser só 90, os minutos que estejam no meu horário para desenvolver este trabalho, não vou deixar de o fazer. Mas também sei que esta minha atitude não nos favorece, enquanto classe, já que ninguém é obrigado a ter esta disponibilidade que eu tenho. Por outro lado, talvez seja bom que aconteça e que se mostre que os professores, todos, trabalham muito mais que as horas que recebem. Porque na minha escola há outros professores que também já usam a Plataforma, não de forma tão sistematizada, mas com muitas horas, também, usadas, além dos minutos...


Paradoxos. :)


Até.

sábado, 18 de julho de 2009


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Gato quase escondido...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ministra responsabiliza comunicação social pela baixa a Matemática


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Ter perdido os professores pode vir a fazer estragos nos resultados eleitorais. Mas nós, aqueles que, de facto, ficaram perdidos têm boa memória.

São professores.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Actividade 4 - criação de um REA (OER) em formato áudio



FICHA DESCRITIVA

Designação -
A história do teatro, na 1ª pessoa

Breve Descrição - Numa hipotética visita do Teatro (personificação) a uma Escola, este conta a um grupo de alunos a história da sua vida, fazendo referência a importantes nomes da dramaturgia antiga. É feita uma breve introdução, dando início ao estudo de uma nova unidade didáctica - O texto dramático -, orientando os alunos para a Actividade que se pretende desenvolver.

Público alvo - 9º Ano (Língua Portuguesa)

Endereço onde está disponível - http://rosalinasnunes.podbean.com/2009/06/17/a-historia-do-teatro-na-1%C2%AA-pessoa/

Outras informações - A leitura é feita pelos alunos do grupo A Hora das Palavras, projecto desenvolvido no âmbito do PNL, do Agrupamento Dr. João das Regras (2008/09)

Detalhes de utilização - O recurso ao Podcast introduz o estudo do Texto Dramático, no 9ºAno. A actividade, designada por Breve História do Teatro, tem como objectivo identificar a Grécia como o berço do teatro e conhecer nomes de dramaturgos antigos, gregos e latinos, bem como a identificação de Gil Vicente, enquanto pai do teatro português.

Na disciplina e-Português, na Plataforma Moodle da Escola, no espaço reservado para o 9ºAno, com recurso a uma etiqueta será apresentada a Actividade cujas tarefas serão:

  • 1ª tarefa - Audição do podcast, identificando os nomes dos autores referidos que depois irão servir de escolha para a formação de equipas, usando-se para o efeito o Referendo como ferramenta;
  • 2ª tarefa - Construção, em equipa, de um wiki com a identificação do dramaturgo: breve biografia, género dramático cultivado, contextualização e sinopse das obras mais importantes.
  • 3ª tarefa - Num Fórum de discussão, cada uma das equipas apresenta sumariamente o seu dramaturgo, ficando responsável por responder a questões colocadas pelos outros grupos sobre a vida e obra do autor que estudou.
Na descrição da actividade, os alunos serão ainda informados das competências a desenvolver, recursos, duração e critérios de avaliação.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

(...)

De acordo com o procedimento previsto, os agrupamentos e as escolas indicam um professor de Língua Portuguesa para cada um dos ciclos (2.º e 3.º), para receber formação, que ficará responsável por coordenar a implementação do programa no respectivo agrupamento ou escola.

Os agrupamentos indicam o coordenador de departamento para estas funções ou outro professor de Língua Portuguesa que considerem ter condições para o fazer, no caso de o coordenador não ser professor de Língua Portuguesa. Podem indicar um responsável pelos dois ciclos (2.º e 3.º) ou dois responsáveis, um para o 2.º ciclo e outro para 3.º ciclo, dependendo da dimensão do agrupamento.

(...)

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Realmente, esperava-se que algo do género acontecesse.

Na minha opinião, este processo já se deveria ter iniciado no início do, ainda, presente Ano Lectivo. Uma vez que, primeiro, tem de se proceder à formação dos Coordenadores e depois estes têm de formar os professores da respectivas escolas. Ora, a primeira fase deveria ter-se processado neste ano, para que, para o ano, os restantes professores fossem formados.

Assim, o que vai ocorrer é que, enquanto têm formação, os coordenadores terão, em simultâneo, de a estar a passar aos restantes colegas, já que as alterações entram em vigor em 2010/11. Portanto, para quem conheça bem o que se passa numa escola, porque lá está todos os dias: vai dar confusão.

Outro aspecto que me parece pertinente levantar sobre esta situação é a análise do primeiro parágrafo que transcrevo.

Afinal, quantos professores são indicados pelas escolas? É que um professor para cada um dos ciclos dá dois professores, logo, ainda na mesma frase, para haver concordância, deveria estar escrito: que ficarão responsáveis por coordenar a implementação do programa no respectivo agrupamento ou escola.

Será que os novos programas alteraram a regra da concordância?!

Em relação ao segundo parágrafo transcrito, abstenho-me de comentar o facto de se achar que pode ser possível ter como coordenador um professor que não seja professor de Língua Portuguesa. Se comentasse, teria de usar de linguagem imprópria.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

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E assim se fez história. Parabéns.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Politicamente correcto


Este post vai ficar lamechas, piegas. Talvez não devesse escrever as palavras que se seguem, mas sou mulher de impulsos e, ultimamente, tenho refreado os meus, em prol de uma luta que, quanto a mim está perdida, porque as pessoas que se movem, neste momento, no tabuleiro de xadrez a que me reporto, não tiveram a ousadia de arriscar.

Isso é um facto que me parece incontornável. Lutar por princípios, fazer ouvir a nossa voz fundamentada em valores é, hoje, politicamente, incorrecto. O que é válido é estar silencioso. O que importa é fingir. Aparentar uma calma que não existe, até porque essa só se sente nos olhos. Mas isso os outros não sabem. Ainda não aprenderam.

Pessoas que se manifestem de outra forma, que tenham, claramente, opinião, que a façam ouvir e a saibam fundamentar são elementos que se devem ostracizar. Não ao ponto de as silenciar de todo. Não. convém que elas achem que até têm valor, uma vez que interessa que continuem a trabalhar. Porque trabalhar a sério, produzir situações válidas, neste caso, do ponto de vista pedagógico, é raro, hoje em dia. Por isso, que falem, mas não no meio dos outros. Que opinem, mas de forma a que possam ser silenciadas.

Acima de tudo que se ache que essas pessoas estão a ser controladas. Desde que assim aconteça, todos ficam felizes. Todos se sentem bem.

E essas pessoas?

Essas não importam.

Isso pensam eles.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Actividade 3 - selecção fundamentada de OER's

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PERCURSO - Apreendido o objectivo da actividade (seleccionar 3 OER's com base num conjunto de critérios relevantes), e dado que os OER escolhidos não tinham de estar obrigatoriamente ligados à nossa área de formação (Língua Portuguesa), são indicados, primeiramente, dois recursos cuja utilização seria apresentada em articulação, numa situação hipotética de aprendizagem do Jogo de Xadrez. Quanto ao terceiro OER, é apresentado isoladamente, como motivação para a participação num Projecto Multidisciplinar, envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa e Educação Tecnológica.
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1º e 2º Recursos - Aprender a jogar Xadrez
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Descrição dos 1º e 2º recursos


1º Recurso -
Xadrez


  • Descrição do 1º Recurso
Para descrever este vídeo de animação, transcreve-se um dos comentários ao mesmo: Este vídeo não quer nos mostrar como se joga xadrez e sim como uma pessoa idosa fica solitária, ignorada, desprezada e carente levando-a usar a imaginação para se divertir. Se fosse uma criança acharíamos que era uma criança muito inteligente e criativa, mas como é um velho todos rotulam como caduco!!! Este vídeo me ajudou a entender mais a vida de uma pessoa idosa. ( thierryso)
  • Como utilizar
Numa situação hipotética de aprendizagem do jogo de Xadrez, num Centro de Ocupação de Tempos Livres, este vídeo seria apresentado como promoção da actividade, já que de uma forma humorística apresenta, quer o jogo, quer o ambiente ideal para quem procure ocupar os seus tempos livres de forma lúdica e reflexiva.
  • Critérios
- Visualização do processo pretendido - saber jogar xadrez;
- Vídeo elaborado sem o recurso à palavra, usando o humor, sendo, por isso, bastante apelativo;
- A animação tem bastante qualidade;
- Encontra-se disponível na internet, no YouTube, portanto, de fácil acesso;
- Relacionado com este vídeos estão outros que poderão servir de complemento à aprendizagem, já que são tutoriais.
  • Adaptações
Sem necessidade.
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2º Recurso - Xadrez

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  • Descrição do 2º Recurso
Trata-se de uma colecção de documentos, contendo as regras, as fases, a história do Xadrez, estratégias, entre outros aspectos, que seriam bastante úteis para apresentar o jogo de Xadrez.
  • Como utilizar
Este wiki seria usado para iniciar os interessados na aprendizagem do jogo de Xadrez, numa actividade contínua à sua promoção feita pelo 1º Recurso.
  • Critérios
A escolha deste recurso prendeu-se com os seguintes aspectos: conter, pelas características inerentes a um wiki, um conjunto de informações pertinentes para o conhecimento do jogo, bem como hiperligações que possam permitir o aprofundamento da aprendizagem. Sendo um OER, permite a sua adaptação que neste caso se irá sugerir, já que, num processo de iniciação ao Xadrez, convém restringir a informação inicial pela complexidade que o jogo pode adquirir.

E, neste contexto, cumprirá referir que este não foi o recurso escolhido, numa fase inicial do processo de selecção dos OER's.

Partindo de um recurso sugerido, nas instruções da Actividade 3, para ser, eventualmente usado, como motor da pesquisa que se pretendia, acabei por encontrar este tutorial que me pareceu, de todos os recursos, o mais claro e objectivo para iniciar a aprendizagem do jogo de Xadrez. Discreto, mas apelativo, tinha bem discriminadas as várias fases de aprendizagem, bem como as regras essenciais do jogo. Na altura, não verifiquei a licença de uso. Nem me apercebi que, entretanto, já não estava a usar repositórios de OER's.

No entanto, quando me preparava para o inserir no trabalho, sugerindo a sua adaptação, nomeadamente, a necessária tradução, constatei que a licença do mesmo não era livre. Fui, então, (re)ler documentação sobre a licenças/copyright e adaptação de materiais e percebi que seria, de facto, um risco, senão mesmo um erro, incluir o tutorial no âmbito deste trabalho. Neste processo de esclarecimento, houve um momento em que pus, inclusivamente em causa, a utilização do 1º Recurso, já que a licença do Youtube não é livre. No entanto, encontrei esta referência no Free Learning e que me dá algumas garantias para a utilização do vídeo Xadrez como OER, ainda que não o tenha encontrado, até agora, no YouTube-Edu...
  • Adaptações
Partindo do contexto em que se pretende utilizar este recurso, acima descrito, julga-se que a utilização do wiki poderá parecer confusa, já que, pela sua estrutura, contém demasiada informação para quem se esteja a iniciar na matéria.
Assim, sugere-se a sua adaptação, quer no que respeita a ferramenta, propondo-se a utilização da informação num slide, bem com a selecção dos aspectos essenciais para uma iniciação. Utilizando o SlideShare, por exemplo, para divulgação do recurso, seria possível escolher a licença adequada para que o recurso continuasse a ser OER.
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3º Recurso - Star Kids' Sand Painting
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  • Descrição do 3º recurso
Star Kids' Sand Painting é um vídeo que documenta o envolvimento de jovens num processo de criação de artes visuais, brincando com areia. Pretende-se incentivar os alunos a interagir e a tomar consciência da ligação entre as suas ideias criativas e a forma visual que as mesmas podem adquirir.
  • Como utilizar
O terceiro recurso escolhido seria usado para motivar alunos do 8ºAno a participar num Concurso, envolvendo as seguintes disciplinas: Língua Portuguesa e Educação Tecnológica.
Após o estudo do texto poético, nas aulas de Língua Portuguesa - 8ºAno, partindo de poemas cuja temática fosse o mar, os alunos fariam o levantamento de elementos marítimos. Numa segunda fase, em Educação Tecnológica, seria mostrado aos alunos o vídeo - Star Kids' Sand Painting - a fim de explicar a forma como deveriam produzir os elementos marítimos identificados a Língua Portuguesa, utilizando apenas a areia e um cartão preto. No final, os trabalhos seriam expostos e toda a comunidade escolar participaria na escolha do melhor trabalho.
  • Critérios
- Visualização do processo pretendido;
- Vídeo elaborado sem o recurso à palavra, exigindo a utilização da visão, sentido fundamental para a execução da tarefa pretendida;
- Tratando-se de um vídeo, permitiria ao professor controlar os vários momentos da execução da tarefa;
- Encontra-se disponível na internet, num repositório organizado de OER's;
- A faixa etária dos jovens do filme é próxima do grupo que se pretende motivar, permitindo com maior facilidade a auto-motivação.
  • Adaptações
Sem necessidade.
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terça-feira, 19 de maio de 2009


Yes!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Cozinheiros de histórias

Publicado também aqui.

Ler é saudável - Concurso de Marcadores

Habemos marcadores!
Iniciativa do PES e PNL do Agrupamento Dr. João das Regras - Lourinhã.[ Ver mais...]


domingo, 17 de maio de 2009

Charrua - Lopes da Mota: dois pesos e duas medidas, Fliscorno

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Leitura obrigatória


Adenda

Esta leitura obrigatória que aconselho e que acabo de fazer, de novo, levou-me à seguinte questão: por que razão aqueles que alcançam o poder e o exercem, se esquecem, tão depressa, das lutas, dos constrangimentos, às vezes, do sofrimento, precisamente, daqueles que lutaram a seu lado. Do espírito de sacrifício. Da calúnia. Da ofensa. E, em nome de uma legitimidade quase abstracta, num ápice, consideram ter reunidas, só porque foram eleitos, as condições de, isoladamente, governarem. Ou, então, preferem ver-se rodeados, no exercício do poder, por gente fraca, capaz de oprimir, de ofender, de menosprezar, mesmo que, aparentemente, pareçam frágeis. Ou de outros que preferem sussurrar ao ouvido, evitando comprometer-se.

Isto tem um nome: hipocrisia e depois tem ainda outro: politiquice - a face negra e oculta da política. Esta, sim, uma palavra nobre, mas pouco dada à praxis por aqueles que a fazem.

A política devia ser exercida na arena. Em público, em discussão. Frontalmente.

Falta tanta ousadia a quem detém o poder... Tantas vezes! É mais fácil arquivar processos, sejam eles disciplinares ou de inquérito.

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A nossa memória é fantástica! Com um simples clique activamos informações, aparentemente, adormecidas.
Foi o que me aconteceu, quando li este artigo: Livros escolares para os próximos seis anos esquecem novo Acordo Ortográfico.
Automaticamente, apareceram, vindas do meu repositório, infelizmente, recente, esta e esta notícia.

Interessante este processo de activar memórias ao sabor de um clique. Ou talvez fosse melhor continuarem adormecidas... São tantos os erros...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Reflexão crítica sobre OERs

Resumo

Numa reflexão crítica sobre os OERs (Open Educational Resources), Recursos Educacionais Abertos (REAs), em Português, no âmbito do trabalho desenvolvido em Materiais e Recursos para E-Learning, primeiro, apresento um post que defende os OERs como sendo o caminho a seguir no domínio da aquisição do conhecimento, mas que, em simultâneo, aborda a controvérsia da questão. O post de Terry Anderson - Even with Information glut, we need Open Education Resources - cumpre essa intenção.

Depois, e porque estamos a assistir a profundas alterações nas formas de processar a informação para alcançar o conhecimento - o fenómeno da globalização -, sublinho a importância da partilha, quer de experiências, quer de conteúdos, recorrendo a instrumentos que permitam desenvolver OERs de qualidade. Os posts de Michele Martin e Wynn Williamson cumprem essa intenção: How Do You Create a Culture of Sharing? e Influences on the open educational resources movement, respectivamente.

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......Assume a world where teachers and learners have free access to high-quality educational resources, independent of their location. Assume further that many of these resources are collaborative produced, and localized and adjusted for the learner’s specific needs and context. Assume that the cost of producing and maintaining these resources would be distributed across a large number of actors and countries. Assume further that the costs were declining rapidly and, for practical purposes, could be considered to be negligible.

Such a world exists, today, in a laboratory scale. In the next several years, it will become possible in a scale that will radically change the ways in which we learn and create knowledge. - Ilkka Tuomi

Das palavras de Ilka Tuomi, retiradas de Open Educational Resources: What they are and why do they matter, assume-se que os OERs são já uma referência que não se pode ignorar no mundo do conhecimento.

Apesar de poder haver quem considere que, com o movimento dos OErs, se está a negligenciar a qualidade dos conteúdos, deverá considerar-se, como escreve Terry Anderson, num post que responde às questões de Brian Lamb sobre esta matéria, que os OERs oferecem a possibilidade, não só de partilhar o livre acesso a conteúdos académicos, como também "the expertise and passion" dos educadores que estão qualificados para ajudar os alunos.

We need more of these resources not constraints or misinformed criticism of the OER promise to increase access and public knowledge, escreve Terry Anderson, na referência em cima - Even with Information glut, we need Open Education Resources -, e, com base em leituras efectuadas, é incontornável que, hoje em dia, cada vez mais, o acesso ao conhecimento se faz recorrendo a OERs.

Importa, por isso, saber como partilhar com qualidade os projectos que envolvem OERs. Foi nesse sentido que orientei a minha pesquisa. E encontrei neste post linhas orientadoras para a criação daquilo a que Michele Martin, a autora do blog, designa de "culture of sharing". Em síntese, para criar uma cultura de partilha, mesmo em espaços de grande competição, é necessário:
  • Construir e divulgar perfis pessoais com referência às capacidades e experiências;
  • Apostar em indivíduos que não sejam individualistas. Que, como Michele Martin escreve, who talk about "we" instead of "I" and who tell stories about shared accomplishments rather than what they alone achieved;
  • Manter as pessoas focadas no que, de facto, interessa - "Keep it real";
  • Promover o reconhecimento pelos pares;
  • Usar a tecnologia a fim de divulgar / promover os OER, promovendo também situações de comunicação face a face, to bring people physically together to share knowledge and form stronger community bonds.
Por forma a enriquecer este contributo de Michele Martin, faço também referência aos seguintes três posts de Leigh Blackall, que no seu todo, constituem um Handbook, sobre o uso de ferramentas na criação e divulgação de OER:


E, neste ponto, parece-me importante, até porque o meu interesse sobre os OERs é recente, e para este trabalho de reflexão procurei, também, perceber a inevitabilidade da existência dos OERs, referir, ainda, este post: Influences on the open educational resources movement. De uma forma muito objectiva e clara, Wynn Williamson dá-nos conta das principais influências que têm contribuído para o desenvolvimento do movimento dos OERs, nomeadamente, os conceitos de: Open Source Software, Open Content e Learning Objects.

O software de fonte aberta (Open Source Software) é, para Williamson, a mais importante influência no que respeita os OER, de tal forma que, frequentemente, se pensa em fonte aberta aplicada a conteúdos e não a software. Ainda sobre o Open Source Software, as duas grandes contribuições para os OER's são os conceitos de licença aberta e o de trabalho colaborativo ("the open license concept and a demonstration of the power of collaborative community development models.").

Já a expressão "conteúdo aberto" (open content), com o cunho pessoal de David Wiley, tem por detrás a ideia de que o conceito de software de fonte aberta se pode aplicar a conteúdos. Desta forma David Wiley adaptou este conceito de abertura e criou o de Open Content License. Larry Lessig e outros desenvolveram a ideia de que a maioria dos conteúdos não são criados para gerar lucro. Em suma, o maior contributo do Open Content para os OERs tem sido a defesa do conceito de abertura em detrimento dos direitos de autor, acreditando que, sem lucros, os benefícios sociais serão imensos.

Com a emergência da era digital, na década de 90, o conceito de materiais de aprendizagem digitais ganhou forma e foi desenvolvido. Um processo a que se chamou Lego model (modelo Lego), sugerindo a possibilidade de criar simulações de aprendizagens que pudessem ser reutilizáveis. Apesar do conceito ter vindo a esmorecer, a ideia foi levada para a discussão dos OERs.

Para Williamson estes são os aspectos essenciais para que a discussão à volta dos OERs possa partir de uma base comum de entendimento ("at least close enough to provide a starting point for understanding the field".).

Para mim, a leitura deste post foi um importante registo de informação, confirmando a ideia que vou construindo sobre os OERs. Trata-se de um conceito que ultrapassa a mera construção de materiais para serem usados, no meu caso, enquanto professora, em sala de aula. Associado a ele está sempre a ideia de reutilização e partilha. Através da sua criação e reutilização, o professor, como refere Terry Anderson no post acima citado, tenta auto-motivar-se e entusiasmar-se ( "It attempts to capture the personal motivation and excitement of the teacher... " ) de forma a promover a motivação tantas vezes necessária [eu substituiria often por always...], no apoio aos alunos, nas suas aprendizagens. E aqui sublinho a importância da existência de verdadeiras comunidades de partilha, construída a partir de critérios válidos, com base numa "culture of sharing", ( fazendo de novo referência à expressão usada por Michele Martin, no seu post How Do You Create a Culture of Sharing?), já que a existência desses espaços poderá permitir a outros professores adaptar os recursos às suas realidades:

Properly licensed (read Creative Commons, with derivatives allowed) OER’s also allow other educators and learners to contextualize, mash, translate and republish this specialized content, thus creating an ever expanding and infinitely malleable resources. - Terry Anderson

Posso avançar que, desde que comecei a estudar o conceito de OERs, decidi permitir o download dos slides que vou publicando aqui, tendo-lhe atribuído a licença Attribution Non-Commercial. Isto porque, se antes me fazia alguma confusão aceitar que outros pudessem reutilizar o trabalho que eu fizera, neste momento, essa ideia parece-me completamente ultrapassada, fruto de uma cultura que se centrava apenas na aquisição dos conteúdos de uma forma quantas vezes estanque, sem discussão, em que o professor dava a matéria para o aluno a decorar.

Resta saber se este conceito de abertura associado à aquisição de conhecimento se conseguirá sobrepor ao dos lucros das empresas que, até aqui, detinham o monopólio dos materiais educativos...
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segunda-feira, 4 de maio de 2009


O Trabalho, a preocupação, a labuta e a perturbação são na verdade o destino de quase todos os homens durante toda a sua vida. E, contudo, se cada desejo fosse satisfeito, assim que surgisse, como ocupariam as suas vidas, como gastariam o tempo? - Schopenhauer, Sobre o Sofrimento do Mundo

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Respondendo... Provavelmente, à procura do próximo desejo.


(Espécie de perfil: Taciturno)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

que se aprenda a voar a cores...

Asas da imaginação
Lucia Hinz