quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ministra responsabiliza comunicação social pela baixa a Matemática


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Ter perdido os professores pode vir a fazer estragos nos resultados eleitorais. Mas nós, aqueles que, de facto, ficaram perdidos têm boa memória.

São professores.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Actividade 4 - criação de um REA (OER) em formato áudio



FICHA DESCRITIVA

Designação -
A história do teatro, na 1ª pessoa

Breve Descrição - Numa hipotética visita do Teatro (personificação) a uma Escola, este conta a um grupo de alunos a história da sua vida, fazendo referência a importantes nomes da dramaturgia antiga. É feita uma breve introdução, dando início ao estudo de uma nova unidade didáctica - O texto dramático -, orientando os alunos para a Actividade que se pretende desenvolver.

Público alvo - 9º Ano (Língua Portuguesa)

Endereço onde está disponível - http://rosalinasnunes.podbean.com/2009/06/17/a-historia-do-teatro-na-1%C2%AA-pessoa/

Outras informações - A leitura é feita pelos alunos do grupo A Hora das Palavras, projecto desenvolvido no âmbito do PNL, do Agrupamento Dr. João das Regras (2008/09)

Detalhes de utilização - O recurso ao Podcast introduz o estudo do Texto Dramático, no 9ºAno. A actividade, designada por Breve História do Teatro, tem como objectivo identificar a Grécia como o berço do teatro e conhecer nomes de dramaturgos antigos, gregos e latinos, bem como a identificação de Gil Vicente, enquanto pai do teatro português.

Na disciplina e-Português, na Plataforma Moodle da Escola, no espaço reservado para o 9ºAno, com recurso a uma etiqueta será apresentada a Actividade cujas tarefas serão:

  • 1ª tarefa - Audição do podcast, identificando os nomes dos autores referidos que depois irão servir de escolha para a formação de equipas, usando-se para o efeito o Referendo como ferramenta;
  • 2ª tarefa - Construção, em equipa, de um wiki com a identificação do dramaturgo: breve biografia, género dramático cultivado, contextualização e sinopse das obras mais importantes.
  • 3ª tarefa - Num Fórum de discussão, cada uma das equipas apresenta sumariamente o seu dramaturgo, ficando responsável por responder a questões colocadas pelos outros grupos sobre a vida e obra do autor que estudou.
Na descrição da actividade, os alunos serão ainda informados das competências a desenvolver, recursos, duração e critérios de avaliação.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

(...)

De acordo com o procedimento previsto, os agrupamentos e as escolas indicam um professor de Língua Portuguesa para cada um dos ciclos (2.º e 3.º), para receber formação, que ficará responsável por coordenar a implementação do programa no respectivo agrupamento ou escola.

Os agrupamentos indicam o coordenador de departamento para estas funções ou outro professor de Língua Portuguesa que considerem ter condições para o fazer, no caso de o coordenador não ser professor de Língua Portuguesa. Podem indicar um responsável pelos dois ciclos (2.º e 3.º) ou dois responsáveis, um para o 2.º ciclo e outro para 3.º ciclo, dependendo da dimensão do agrupamento.

(...)

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Realmente, esperava-se que algo do género acontecesse.

Na minha opinião, este processo já se deveria ter iniciado no início do, ainda, presente Ano Lectivo. Uma vez que, primeiro, tem de se proceder à formação dos Coordenadores e depois estes têm de formar os professores da respectivas escolas. Ora, a primeira fase deveria ter-se processado neste ano, para que, para o ano, os restantes professores fossem formados.

Assim, o que vai ocorrer é que, enquanto têm formação, os coordenadores terão, em simultâneo, de a estar a passar aos restantes colegas, já que as alterações entram em vigor em 2010/11. Portanto, para quem conheça bem o que se passa numa escola, porque lá está todos os dias: vai dar confusão.

Outro aspecto que me parece pertinente levantar sobre esta situação é a análise do primeiro parágrafo que transcrevo.

Afinal, quantos professores são indicados pelas escolas? É que um professor para cada um dos ciclos dá dois professores, logo, ainda na mesma frase, para haver concordância, deveria estar escrito: que ficarão responsáveis por coordenar a implementação do programa no respectivo agrupamento ou escola.

Será que os novos programas alteraram a regra da concordância?!

Em relação ao segundo parágrafo transcrito, abstenho-me de comentar o facto de se achar que pode ser possível ter como coordenador um professor que não seja professor de Língua Portuguesa. Se comentasse, teria de usar de linguagem imprópria.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

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E assim se fez história. Parabéns.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Politicamente correcto


Este post vai ficar lamechas, piegas. Talvez não devesse escrever as palavras que se seguem, mas sou mulher de impulsos e, ultimamente, tenho refreado os meus, em prol de uma luta que, quanto a mim está perdida, porque as pessoas que se movem, neste momento, no tabuleiro de xadrez a que me reporto, não tiveram a ousadia de arriscar.

Isso é um facto que me parece incontornável. Lutar por princípios, fazer ouvir a nossa voz fundamentada em valores é, hoje, politicamente, incorrecto. O que é válido é estar silencioso. O que importa é fingir. Aparentar uma calma que não existe, até porque essa só se sente nos olhos. Mas isso os outros não sabem. Ainda não aprenderam.

Pessoas que se manifestem de outra forma, que tenham, claramente, opinião, que a façam ouvir e a saibam fundamentar são elementos que se devem ostracizar. Não ao ponto de as silenciar de todo. Não. convém que elas achem que até têm valor, uma vez que interessa que continuem a trabalhar. Porque trabalhar a sério, produzir situações válidas, neste caso, do ponto de vista pedagógico, é raro, hoje em dia. Por isso, que falem, mas não no meio dos outros. Que opinem, mas de forma a que possam ser silenciadas.

Acima de tudo que se ache que essas pessoas estão a ser controladas. Desde que assim aconteça, todos ficam felizes. Todos se sentem bem.

E essas pessoas?

Essas não importam.

Isso pensam eles.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Actividade 3 - selecção fundamentada de OER's

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PERCURSO - Apreendido o objectivo da actividade (seleccionar 3 OER's com base num conjunto de critérios relevantes), e dado que os OER escolhidos não tinham de estar obrigatoriamente ligados à nossa área de formação (Língua Portuguesa), são indicados, primeiramente, dois recursos cuja utilização seria apresentada em articulação, numa situação hipotética de aprendizagem do Jogo de Xadrez. Quanto ao terceiro OER, é apresentado isoladamente, como motivação para a participação num Projecto Multidisciplinar, envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa e Educação Tecnológica.
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1º e 2º Recursos - Aprender a jogar Xadrez
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Descrição dos 1º e 2º recursos


1º Recurso -
Xadrez


  • Descrição do 1º Recurso
Para descrever este vídeo de animação, transcreve-se um dos comentários ao mesmo: Este vídeo não quer nos mostrar como se joga xadrez e sim como uma pessoa idosa fica solitária, ignorada, desprezada e carente levando-a usar a imaginação para se divertir. Se fosse uma criança acharíamos que era uma criança muito inteligente e criativa, mas como é um velho todos rotulam como caduco!!! Este vídeo me ajudou a entender mais a vida de uma pessoa idosa. ( thierryso)
  • Como utilizar
Numa situação hipotética de aprendizagem do jogo de Xadrez, num Centro de Ocupação de Tempos Livres, este vídeo seria apresentado como promoção da actividade, já que de uma forma humorística apresenta, quer o jogo, quer o ambiente ideal para quem procure ocupar os seus tempos livres de forma lúdica e reflexiva.
  • Critérios
- Visualização do processo pretendido - saber jogar xadrez;
- Vídeo elaborado sem o recurso à palavra, usando o humor, sendo, por isso, bastante apelativo;
- A animação tem bastante qualidade;
- Encontra-se disponível na internet, no YouTube, portanto, de fácil acesso;
- Relacionado com este vídeos estão outros que poderão servir de complemento à aprendizagem, já que são tutoriais.
  • Adaptações
Sem necessidade.
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2º Recurso - Xadrez

Image Hosted by ImageShack.us
  • Descrição do 2º Recurso
Trata-se de uma colecção de documentos, contendo as regras, as fases, a história do Xadrez, estratégias, entre outros aspectos, que seriam bastante úteis para apresentar o jogo de Xadrez.
  • Como utilizar
Este wiki seria usado para iniciar os interessados na aprendizagem do jogo de Xadrez, numa actividade contínua à sua promoção feita pelo 1º Recurso.
  • Critérios
A escolha deste recurso prendeu-se com os seguintes aspectos: conter, pelas características inerentes a um wiki, um conjunto de informações pertinentes para o conhecimento do jogo, bem como hiperligações que possam permitir o aprofundamento da aprendizagem. Sendo um OER, permite a sua adaptação que neste caso se irá sugerir, já que, num processo de iniciação ao Xadrez, convém restringir a informação inicial pela complexidade que o jogo pode adquirir.

E, neste contexto, cumprirá referir que este não foi o recurso escolhido, numa fase inicial do processo de selecção dos OER's.

Partindo de um recurso sugerido, nas instruções da Actividade 3, para ser, eventualmente usado, como motor da pesquisa que se pretendia, acabei por encontrar este tutorial que me pareceu, de todos os recursos, o mais claro e objectivo para iniciar a aprendizagem do jogo de Xadrez. Discreto, mas apelativo, tinha bem discriminadas as várias fases de aprendizagem, bem como as regras essenciais do jogo. Na altura, não verifiquei a licença de uso. Nem me apercebi que, entretanto, já não estava a usar repositórios de OER's.

No entanto, quando me preparava para o inserir no trabalho, sugerindo a sua adaptação, nomeadamente, a necessária tradução, constatei que a licença do mesmo não era livre. Fui, então, (re)ler documentação sobre a licenças/copyright e adaptação de materiais e percebi que seria, de facto, um risco, senão mesmo um erro, incluir o tutorial no âmbito deste trabalho. Neste processo de esclarecimento, houve um momento em que pus, inclusivamente em causa, a utilização do 1º Recurso, já que a licença do Youtube não é livre. No entanto, encontrei esta referência no Free Learning e que me dá algumas garantias para a utilização do vídeo Xadrez como OER, ainda que não o tenha encontrado, até agora, no YouTube-Edu...
  • Adaptações
Partindo do contexto em que se pretende utilizar este recurso, acima descrito, julga-se que a utilização do wiki poderá parecer confusa, já que, pela sua estrutura, contém demasiada informação para quem se esteja a iniciar na matéria.
Assim, sugere-se a sua adaptação, quer no que respeita a ferramenta, propondo-se a utilização da informação num slide, bem com a selecção dos aspectos essenciais para uma iniciação. Utilizando o SlideShare, por exemplo, para divulgação do recurso, seria possível escolher a licença adequada para que o recurso continuasse a ser OER.
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3º Recurso - Star Kids' Sand Painting
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  • Descrição do 3º recurso
Star Kids' Sand Painting é um vídeo que documenta o envolvimento de jovens num processo de criação de artes visuais, brincando com areia. Pretende-se incentivar os alunos a interagir e a tomar consciência da ligação entre as suas ideias criativas e a forma visual que as mesmas podem adquirir.
  • Como utilizar
O terceiro recurso escolhido seria usado para motivar alunos do 8ºAno a participar num Concurso, envolvendo as seguintes disciplinas: Língua Portuguesa e Educação Tecnológica.
Após o estudo do texto poético, nas aulas de Língua Portuguesa - 8ºAno, partindo de poemas cuja temática fosse o mar, os alunos fariam o levantamento de elementos marítimos. Numa segunda fase, em Educação Tecnológica, seria mostrado aos alunos o vídeo - Star Kids' Sand Painting - a fim de explicar a forma como deveriam produzir os elementos marítimos identificados a Língua Portuguesa, utilizando apenas a areia e um cartão preto. No final, os trabalhos seriam expostos e toda a comunidade escolar participaria na escolha do melhor trabalho.
  • Critérios
- Visualização do processo pretendido;
- Vídeo elaborado sem o recurso à palavra, exigindo a utilização da visão, sentido fundamental para a execução da tarefa pretendida;
- Tratando-se de um vídeo, permitiria ao professor controlar os vários momentos da execução da tarefa;
- Encontra-se disponível na internet, num repositório organizado de OER's;
- A faixa etária dos jovens do filme é próxima do grupo que se pretende motivar, permitindo com maior facilidade a auto-motivação.
  • Adaptações
Sem necessidade.
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terça-feira, 19 de maio de 2009


Yes!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Cozinheiros de histórias

Publicado também aqui.

Ler é saudável - Concurso de Marcadores

Habemos marcadores!
Iniciativa do PES e PNL do Agrupamento Dr. João das Regras - Lourinhã.[ Ver mais...]


domingo, 17 de maio de 2009

Charrua - Lopes da Mota: dois pesos e duas medidas, Fliscorno

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Leitura obrigatória


Adenda

Esta leitura obrigatória que aconselho e que acabo de fazer, de novo, levou-me à seguinte questão: por que razão aqueles que alcançam o poder e o exercem, se esquecem, tão depressa, das lutas, dos constrangimentos, às vezes, do sofrimento, precisamente, daqueles que lutaram a seu lado. Do espírito de sacrifício. Da calúnia. Da ofensa. E, em nome de uma legitimidade quase abstracta, num ápice, consideram ter reunidas, só porque foram eleitos, as condições de, isoladamente, governarem. Ou, então, preferem ver-se rodeados, no exercício do poder, por gente fraca, capaz de oprimir, de ofender, de menosprezar, mesmo que, aparentemente, pareçam frágeis. Ou de outros que preferem sussurrar ao ouvido, evitando comprometer-se.

Isto tem um nome: hipocrisia e depois tem ainda outro: politiquice - a face negra e oculta da política. Esta, sim, uma palavra nobre, mas pouco dada à praxis por aqueles que a fazem.

A política devia ser exercida na arena. Em público, em discussão. Frontalmente.

Falta tanta ousadia a quem detém o poder... Tantas vezes! É mais fácil arquivar processos, sejam eles disciplinares ou de inquérito.

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A nossa memória é fantástica! Com um simples clique activamos informações, aparentemente, adormecidas.
Foi o que me aconteceu, quando li este artigo: Livros escolares para os próximos seis anos esquecem novo Acordo Ortográfico.
Automaticamente, apareceram, vindas do meu repositório, infelizmente, recente, esta e esta notícia.

Interessante este processo de activar memórias ao sabor de um clique. Ou talvez fosse melhor continuarem adormecidas... São tantos os erros...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Reflexão crítica sobre OERs

Resumo

Numa reflexão crítica sobre os OERs (Open Educational Resources), Recursos Educacionais Abertos (REAs), em Português, no âmbito do trabalho desenvolvido em Materiais e Recursos para E-Learning, primeiro, apresento um post que defende os OERs como sendo o caminho a seguir no domínio da aquisição do conhecimento, mas que, em simultâneo, aborda a controvérsia da questão. O post de Terry Anderson - Even with Information glut, we need Open Education Resources - cumpre essa intenção.

Depois, e porque estamos a assistir a profundas alterações nas formas de processar a informação para alcançar o conhecimento - o fenómeno da globalização -, sublinho a importância da partilha, quer de experiências, quer de conteúdos, recorrendo a instrumentos que permitam desenvolver OERs de qualidade. Os posts de Michele Martin e Wynn Williamson cumprem essa intenção: How Do You Create a Culture of Sharing? e Influences on the open educational resources movement, respectivamente.

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......Assume a world where teachers and learners have free access to high-quality educational resources, independent of their location. Assume further that many of these resources are collaborative produced, and localized and adjusted for the learner’s specific needs and context. Assume that the cost of producing and maintaining these resources would be distributed across a large number of actors and countries. Assume further that the costs were declining rapidly and, for practical purposes, could be considered to be negligible.

Such a world exists, today, in a laboratory scale. In the next several years, it will become possible in a scale that will radically change the ways in which we learn and create knowledge. - Ilkka Tuomi

Das palavras de Ilka Tuomi, retiradas de Open Educational Resources: What they are and why do they matter, assume-se que os OERs são já uma referência que não se pode ignorar no mundo do conhecimento.

Apesar de poder haver quem considere que, com o movimento dos OErs, se está a negligenciar a qualidade dos conteúdos, deverá considerar-se, como escreve Terry Anderson, num post que responde às questões de Brian Lamb sobre esta matéria, que os OERs oferecem a possibilidade, não só de partilhar o livre acesso a conteúdos académicos, como também "the expertise and passion" dos educadores que estão qualificados para ajudar os alunos.

We need more of these resources not constraints or misinformed criticism of the OER promise to increase access and public knowledge, escreve Terry Anderson, na referência em cima - Even with Information glut, we need Open Education Resources -, e, com base em leituras efectuadas, é incontornável que, hoje em dia, cada vez mais, o acesso ao conhecimento se faz recorrendo a OERs.

Importa, por isso, saber como partilhar com qualidade os projectos que envolvem OERs. Foi nesse sentido que orientei a minha pesquisa. E encontrei neste post linhas orientadoras para a criação daquilo a que Michele Martin, a autora do blog, designa de "culture of sharing". Em síntese, para criar uma cultura de partilha, mesmo em espaços de grande competição, é necessário:
  • Construir e divulgar perfis pessoais com referência às capacidades e experiências;
  • Apostar em indivíduos que não sejam individualistas. Que, como Michele Martin escreve, who talk about "we" instead of "I" and who tell stories about shared accomplishments rather than what they alone achieved;
  • Manter as pessoas focadas no que, de facto, interessa - "Keep it real";
  • Promover o reconhecimento pelos pares;
  • Usar a tecnologia a fim de divulgar / promover os OER, promovendo também situações de comunicação face a face, to bring people physically together to share knowledge and form stronger community bonds.
Por forma a enriquecer este contributo de Michele Martin, faço também referência aos seguintes três posts de Leigh Blackall, que no seu todo, constituem um Handbook, sobre o uso de ferramentas na criação e divulgação de OER:


E, neste ponto, parece-me importante, até porque o meu interesse sobre os OERs é recente, e para este trabalho de reflexão procurei, também, perceber a inevitabilidade da existência dos OERs, referir, ainda, este post: Influences on the open educational resources movement. De uma forma muito objectiva e clara, Wynn Williamson dá-nos conta das principais influências que têm contribuído para o desenvolvimento do movimento dos OERs, nomeadamente, os conceitos de: Open Source Software, Open Content e Learning Objects.

O software de fonte aberta (Open Source Software) é, para Williamson, a mais importante influência no que respeita os OER, de tal forma que, frequentemente, se pensa em fonte aberta aplicada a conteúdos e não a software. Ainda sobre o Open Source Software, as duas grandes contribuições para os OER's são os conceitos de licença aberta e o de trabalho colaborativo ("the open license concept and a demonstration of the power of collaborative community development models.").

Já a expressão "conteúdo aberto" (open content), com o cunho pessoal de David Wiley, tem por detrás a ideia de que o conceito de software de fonte aberta se pode aplicar a conteúdos. Desta forma David Wiley adaptou este conceito de abertura e criou o de Open Content License. Larry Lessig e outros desenvolveram a ideia de que a maioria dos conteúdos não são criados para gerar lucro. Em suma, o maior contributo do Open Content para os OERs tem sido a defesa do conceito de abertura em detrimento dos direitos de autor, acreditando que, sem lucros, os benefícios sociais serão imensos.

Com a emergência da era digital, na década de 90, o conceito de materiais de aprendizagem digitais ganhou forma e foi desenvolvido. Um processo a que se chamou Lego model (modelo Lego), sugerindo a possibilidade de criar simulações de aprendizagens que pudessem ser reutilizáveis. Apesar do conceito ter vindo a esmorecer, a ideia foi levada para a discussão dos OERs.

Para Williamson estes são os aspectos essenciais para que a discussão à volta dos OERs possa partir de uma base comum de entendimento ("at least close enough to provide a starting point for understanding the field".).

Para mim, a leitura deste post foi um importante registo de informação, confirmando a ideia que vou construindo sobre os OERs. Trata-se de um conceito que ultrapassa a mera construção de materiais para serem usados, no meu caso, enquanto professora, em sala de aula. Associado a ele está sempre a ideia de reutilização e partilha. Através da sua criação e reutilização, o professor, como refere Terry Anderson no post acima citado, tenta auto-motivar-se e entusiasmar-se ( "It attempts to capture the personal motivation and excitement of the teacher... " ) de forma a promover a motivação tantas vezes necessária [eu substituiria often por always...], no apoio aos alunos, nas suas aprendizagens. E aqui sublinho a importância da existência de verdadeiras comunidades de partilha, construída a partir de critérios válidos, com base numa "culture of sharing", ( fazendo de novo referência à expressão usada por Michele Martin, no seu post How Do You Create a Culture of Sharing?), já que a existência desses espaços poderá permitir a outros professores adaptar os recursos às suas realidades:

Properly licensed (read Creative Commons, with derivatives allowed) OER’s also allow other educators and learners to contextualize, mash, translate and republish this specialized content, thus creating an ever expanding and infinitely malleable resources. - Terry Anderson

Posso avançar que, desde que comecei a estudar o conceito de OERs, decidi permitir o download dos slides que vou publicando aqui, tendo-lhe atribuído a licença Attribution Non-Commercial. Isto porque, se antes me fazia alguma confusão aceitar que outros pudessem reutilizar o trabalho que eu fizera, neste momento, essa ideia parece-me completamente ultrapassada, fruto de uma cultura que se centrava apenas na aquisição dos conteúdos de uma forma quantas vezes estanque, sem discussão, em que o professor dava a matéria para o aluno a decorar.

Resta saber se este conceito de abertura associado à aquisição de conhecimento se conseguirá sobrepor ao dos lucros das empresas que, até aqui, detinham o monopólio dos materiais educativos...
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segunda-feira, 4 de maio de 2009


O Trabalho, a preocupação, a labuta e a perturbação são na verdade o destino de quase todos os homens durante toda a sua vida. E, contudo, se cada desejo fosse satisfeito, assim que surgisse, como ocupariam as suas vidas, como gastariam o tempo? - Schopenhauer, Sobre o Sofrimento do Mundo

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Respondendo... Provavelmente, à procura do próximo desejo.


(Espécie de perfil: Taciturno)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

que se aprenda a voar a cores...

Asas da imaginação
Lucia Hinz

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ler é saudável - Concurso de Marcadores







É chegada a hora de fazermos o ponto da situação, no que respeita o Concurso "Ler é Saudável".[ Mais ]

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Isaac Pitman e Bill Gates - duas figuras de referência no Ensino a Distância




Em [1937] 1837*, Isaac Pitman publicou o sistema de taquigrafia criado por si - Stenographic Sound-Hand, cuja divulgação se fez por correspondência. Assim, em meados do século XIX, Isaac Pitman deu início a uma nova forma de transmissão de conhecimentos - ensino por correspondência - com o objectivo de dar formação a grupos de pessoas que, por motivos geográficos, económicos e sociais, não se podiam deslocar aos centros de ensino tradicionais. Criada a primeira escola de ensino por correspondência - Correspondence Colleges -, em 1840, é também esse o ano de publicação da segunda edição de Stenographic Sound-Hand. Podemos, portanto, considerar Pitman o impulsionador do Ensino a Distância, logo, sem dúvida, uma figura de referência nesta área.

39 anos depois...

Em 1976, Bill Gates e Paul Allen fundam a sua própria empresa de produção de software informático, a Microsoft Corporation, desempenhando Bill Gates a função de presidente e director geral. Quase dez anos antes tivera Bill Gates o primeiro contacto com os computadores e as linguagens de programação, quando frequentava o colégio de Lakeside - Instituição pioneira na compra de uma rede de computadores interligados por uma linha telefónica. Foi aí que conheceu Paul Allen.

Em 1979, a Microsoft começou a desenvolver-se e já contava com 16 empregados. É nessa altura que Bill Gates decidiu mudar a empresa para Seattle. Criado o sistema operativo MS-DOS, em 1981, o mesmo passou a ser instalado em todos os microcomputadores da marca IBM. Entretanto, outros fabricantes de computadores lançaram no mercado os seus modelos compatíveis com o IBM-PC, utilizando o sistema operativo MS-DOS.

Em 1983, a equipa de Bill Gates voltou a revolucionar a tecnologia informática: introduziu o rato e criou uma interface gráfica para substituir o DOS, a que chamou Windows (janelas).

Em 1986, a Microsoft passou a estar cotada na Bolsa, consequentemente, Bill Gates passou a ser o homem mais rico do mundo!

Nos dez anos seguintes, a Microsoft teve um desenvolvimento fulgurante: passou de 1 200 empregados para mais de 20 000. O Windows 2.0 (1987), o Windows 3.0 (1990) e o seus sucessores Windows 3.1 e Windows 95, transcritos para dezenas de línguas, passaram a equipar milhões de computadores em todo o mundo, dando origem a uma sociedade cibernética com o cunho da Microsoft.

O maior sonho de Bill Gates, desde o início da sua carreira, era que, em cada casa, e em cada posto de trabalho, existisse um computador. Em 2008, já o tinha concretizado:

“When Paul Allen and I started Microsoft over 30 years ago, we had big dreams about software,” recalls Gates. “We had dreams about the impact it could have. We talked about a computer on every desk and in every home. It’s been amazing to see so much of that dream become a reality and touch so many lives. I never imagined what an incredible and important company would spring from those original ideas.”

Entretanto, o aparecimento da informática dera-se na década de 70, altura em que, como descrevemos, Bill Gates começou a sua actividade.

A partir dos anos 80, difundiram-se as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) com o surgimento de sofisticados meios de armazenamento e processamento, possibilitando a criação de sistemas multimédia. Ainda nos anos 80 começaram a proliferar os computadores portáteis e o desenvolvimento da Internet. E foram estes meios que trouxerão à década de noventa uma nova dinâmica em matéria da comunicação mediatizada - dando-se início à rede de todas as memórias de Lévy (O espaço cibernético é a instauração de uma rede de todas as memórias informatizadas e de todos os computadores.).

Sendo assim, a fusão das telecomunicações com a informática e os interesses comerciais no mundo, dito virtual, marcaram os anos 90, permitindo a utilização dos computadores e da Internet por milhões de pessoas em todo o mundo.

Quando, em Junho de 2008, Michael Miller questionou Bill Gates, numa entrevista exclusiva, antes da sua reforma, sobre a actuação da Microsoft em relação à revolução da/na Internet, Bill Gates respondeu da seguinte forma:

"The key thing we did right is we got more than 100 million PCs out there ready to be connected."

E é por esta razão que consideramos Bill Gates uma figura de referência no Ensino a Distância. Foi o seu empreendedorismo que permitiu a massificação do uso do Computador. A partir da década de 80 , a utilização do computador como instrumento de mediação pedagógica favoreceu o desenvolvimento de teorias e práticas pedagógicas no âmbito do Ensino a Distância. E isso só foi possível porque há um computador " on every desk and in every home".

Foi, na nossa óptica, o impulsionador da nova Era do Ensino a Distância.

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Notas:
*Correcção efectuada após o prazo dado para conclusão do trabalho e por observação de um colega. Obrigada.


Referências

Isaac Pitman
  • Taquigrafia em foco (site): http://www.taquigrafiaemfoco.com.br/perguntas.htm#oque%C3%A9taquigrafias
  • Taquigrafia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Taquigrafian
  • Ambientes virtuais de Aprendizagem / Ensino a Distância: http://pt.wikiversity.org/wiki/Ambientes_Virtuais_de_Aprendizagem/Ensino_a_Dist%C3%A2ncia
  • Isaac Pitman: http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Pitman/
Bill Gates
  • http://www.pcmag.com/article2/0,2817,2321129,00.aspk
  • http://www.webtuga.com/citacoes-de-bill-gates-steve-jobs-e-linus-torvalds/j
  • http://www.leme.pt/biografias/novas-tecnologias/bill-gates.htmlk
  • http://www.aix.com.br/ei/mod/resource/view.php?id=1792g
  • http://www.fe.unb.br/linhascriticas/n17/educacao_a_distancia.htmlh
  • http://www.urisan.tche.br/~posinf/Publica/2001-Gisele_Degen.pdf
  • http://www.telegraph.co.uk/scienceandtechnology/3357701/Bill-Gatess-dream-A-computer-in-every-home.htmlf
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sábado, 18 de abril de 2009

O que é para mim o Ensino a Distância?



As minhas ideias pessoais, sobre o que quer que seja, começam por se formar, na maioria dos casos, a partir da minha experiência. O Ensino a Distância faz parte dessa estatística.

Tive o meu primeiro contacto com o Ensino a Distância, quando decidi adquirir o Curso Básico de Psicologia - CEAC. Já estava a leccionar, e considerei que era necessário aprofundar os meus conhecimentos nessa matéria. Li, na altura, o Guia do Aluno, de fio a pavio, como se costuma dizer. E agora que o releio para fazer esta pequena reflexão, verifico que deveria estar bastante entusiasmada, dado os vários aspectos do Guia estarem sublinhados e anotados. No entanto, e apesar dos 4 anos que me foram dados para a conclusão do Curso, não o terminei. Já nem me recordo se cheguei a enviar algum teste. Sei que li alguns capítulos salteados das várias unidades didácticas, pois estão, aqui e ali, anotados. Mas não foi, de facto, concluído.

Na altura, achei que aquele método não se adaptava a mim. O que não deixava de ser estranho, dado que, pela descrição apresentada no Guia, considerei ter o perfil para ser um aluno do Ensino a Distância.

Recordo os tópicos que constam do Guia, quando se caracteriza o método: Flexível / Prático / Estimulante e Personalizado.*

O facto de não ter concluído o Curso, não teve qualquer relevância, isto é, não fiquei decepcionada e recorri várias vezes aos textos para aprofundar algumas temáticas. É certo, também , que não registo na memória nenhuma tentativa explícita dos responsáveis para que eu, durante os 4 anos, correspondesse àquilo que supostamente era pretendido.

Entretanto, em 1996, fui chamada para fazer a profissionalização em serviço pela UA - seria a segunda experiência com o Ensino a Distância. Dessa época, ficaram-me poucas memórias do contacto com os professores. Achei o método muito frio, isto é, excessivamente distante dos alunos, ainda que houvesse o recurso às emissões na RTP2, não tendo existido qualquer interacção entre os vários estudantes que faziam a profissionalização. Só nos encontrámos nos dias dos vários Exames. Qualquer esclarecimento que se pedisse, por telefone, tinha dia e hora pré-definidos; por correspondência, creio que era, apenas, através do envio de testes formativos que depois me eram enviados com observações. Fazendo agora uma retrospectiva, não deixa de ser interessante sublinhar o facto de ter apenas tentado o contacto telefónico uma ou duas vezes. O uso do telemóvel ainda era um luxo e, sem telefone em casa, tinha de recorrer aos CTT para telefonar. Estávamos no Ano Lectivo de 96/97.

Portanto, e, apesar de se ler no Guia do Estudante de Junho/95 que o facto do regime de auto-aprendizagem se enquadrar no sistema de ensino, por via da relação institucional entre este e o estudante, sendo traduzida na existência de um acto formal de inscrição, ser motivo para "distinguir entre um regime de ensino a distância e uma situação de puro auto-didactismo", o que é certo é que eu me senti sempre como "alguém que compra numa data livraria uma dada obra de conteúdo científico ou técnico e decide estudá-la pelos seus próprios meios, sem intervenção de qualquer pessoa ou entidade."**

E este aspecto faz-me, de novo, e curiosamente, fazer a mesma afirmação que antes, a propósito do perfil de um aluno de ensino à distância. Lendo os Conceitos subjacentes, parece-me que eu deveria ter o perfil para este tipo de ensino. Então, o que terá falhado na minha relação inicial com o Ensino a Distância?

Se é certo que, nesta segunda experiência, conclui o curso - fiz a profissionalização - apenas uma das cadeiras me entusiasmou ao ponto de ter tirado 17, nas restantes, os resultados foram, apenas, sofríveis.

Tenho procurado, nesta reflexão, tentar perceber a razão de tal facto, até porque o Curso Mestrado em Pedagogia do E-Learning da UA é Ensino a Distância, e, até agora, não senti frieza, nem distância ou, sequer, falta de motivação.

E as razões talvez sejam as seguintes:

- Neste processo, frequência do Curso Mestrado em Pedagogia do E-Learning, estou em regime de puro voluntariado, o que vai ao encontro do que se lê no Guia do Estudante de Junho /95, quando, para justificar que "a aplicação de ensino à distância seja totalmente vedada a crianças e fortemente desaconselhada a camadas muito jovens de estudantes", em síntese, se lê:

...é lícito considerar que o regime de puro voluntariado, sem sujeição a qualquer espécie de pressões exteriores, deveria estar intimamente associado à frequência de qualquer curso em ensino a distância.**;

- A segunda razão prende-se com o funcionamento do Curso, tal como está previsto no Guião:
  • Totalmente online utilizando a plataforma de elearning em uso na Universidade Aberta e um conjunto diverso de outros recursos Web (Web 2.0, etc). Sublinhando, desde já, a importância do Módulo de Ambientação, bem como a existência de um Contrato de Aprendizagem em todas as Unidades Curriculares.

Isto é, apesar da ausência de presença física e ainda que recorrendo a tecnologia, não tenho qualquer dúvida em afirmar que, hoje, o Ensino a Distância está mais humanizado. E talvez seja essa a diferença.

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Notas

*Guia do Aluno, CEAC
**Guia do Estudante, UA, Junho /95