domingo, 17 de maio de 2009

Charrua - Lopes da Mota: dois pesos e duas medidas, Fliscorno

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Leitura obrigatória


Adenda

Esta leitura obrigatória que aconselho e que acabo de fazer, de novo, levou-me à seguinte questão: por que razão aqueles que alcançam o poder e o exercem, se esquecem, tão depressa, das lutas, dos constrangimentos, às vezes, do sofrimento, precisamente, daqueles que lutaram a seu lado. Do espírito de sacrifício. Da calúnia. Da ofensa. E, em nome de uma legitimidade quase abstracta, num ápice, consideram ter reunidas, só porque foram eleitos, as condições de, isoladamente, governarem. Ou, então, preferem ver-se rodeados, no exercício do poder, por gente fraca, capaz de oprimir, de ofender, de menosprezar, mesmo que, aparentemente, pareçam frágeis. Ou de outros que preferem sussurrar ao ouvido, evitando comprometer-se.

Isto tem um nome: hipocrisia e depois tem ainda outro: politiquice - a face negra e oculta da política. Esta, sim, uma palavra nobre, mas pouco dada à praxis por aqueles que a fazem.

A política devia ser exercida na arena. Em público, em discussão. Frontalmente.

Falta tanta ousadia a quem detém o poder... Tantas vezes! É mais fácil arquivar processos, sejam eles disciplinares ou de inquérito.

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A nossa memória é fantástica! Com um simples clique activamos informações, aparentemente, adormecidas.
Foi o que me aconteceu, quando li este artigo: Livros escolares para os próximos seis anos esquecem novo Acordo Ortográfico.
Automaticamente, apareceram, vindas do meu repositório, infelizmente, recente, esta e esta notícia.

Interessante este processo de activar memórias ao sabor de um clique. Ou talvez fosse melhor continuarem adormecidas... São tantos os erros...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Reflexão crítica sobre OERs

Resumo

Numa reflexão crítica sobre os OERs (Open Educational Resources), Recursos Educacionais Abertos (REAs), em Português, no âmbito do trabalho desenvolvido em Materiais e Recursos para E-Learning, primeiro, apresento um post que defende os OERs como sendo o caminho a seguir no domínio da aquisição do conhecimento, mas que, em simultâneo, aborda a controvérsia da questão. O post de Terry Anderson - Even with Information glut, we need Open Education Resources - cumpre essa intenção.

Depois, e porque estamos a assistir a profundas alterações nas formas de processar a informação para alcançar o conhecimento - o fenómeno da globalização -, sublinho a importância da partilha, quer de experiências, quer de conteúdos, recorrendo a instrumentos que permitam desenvolver OERs de qualidade. Os posts de Michele Martin e Wynn Williamson cumprem essa intenção: How Do You Create a Culture of Sharing? e Influences on the open educational resources movement, respectivamente.

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......Assume a world where teachers and learners have free access to high-quality educational resources, independent of their location. Assume further that many of these resources are collaborative produced, and localized and adjusted for the learner’s specific needs and context. Assume that the cost of producing and maintaining these resources would be distributed across a large number of actors and countries. Assume further that the costs were declining rapidly and, for practical purposes, could be considered to be negligible.

Such a world exists, today, in a laboratory scale. In the next several years, it will become possible in a scale that will radically change the ways in which we learn and create knowledge. - Ilkka Tuomi

Das palavras de Ilka Tuomi, retiradas de Open Educational Resources: What they are and why do they matter, assume-se que os OERs são já uma referência que não se pode ignorar no mundo do conhecimento.

Apesar de poder haver quem considere que, com o movimento dos OErs, se está a negligenciar a qualidade dos conteúdos, deverá considerar-se, como escreve Terry Anderson, num post que responde às questões de Brian Lamb sobre esta matéria, que os OERs oferecem a possibilidade, não só de partilhar o livre acesso a conteúdos académicos, como também "the expertise and passion" dos educadores que estão qualificados para ajudar os alunos.

We need more of these resources not constraints or misinformed criticism of the OER promise to increase access and public knowledge, escreve Terry Anderson, na referência em cima - Even with Information glut, we need Open Education Resources -, e, com base em leituras efectuadas, é incontornável que, hoje em dia, cada vez mais, o acesso ao conhecimento se faz recorrendo a OERs.

Importa, por isso, saber como partilhar com qualidade os projectos que envolvem OERs. Foi nesse sentido que orientei a minha pesquisa. E encontrei neste post linhas orientadoras para a criação daquilo a que Michele Martin, a autora do blog, designa de "culture of sharing". Em síntese, para criar uma cultura de partilha, mesmo em espaços de grande competição, é necessário:
  • Construir e divulgar perfis pessoais com referência às capacidades e experiências;
  • Apostar em indivíduos que não sejam individualistas. Que, como Michele Martin escreve, who talk about "we" instead of "I" and who tell stories about shared accomplishments rather than what they alone achieved;
  • Manter as pessoas focadas no que, de facto, interessa - "Keep it real";
  • Promover o reconhecimento pelos pares;
  • Usar a tecnologia a fim de divulgar / promover os OER, promovendo também situações de comunicação face a face, to bring people physically together to share knowledge and form stronger community bonds.
Por forma a enriquecer este contributo de Michele Martin, faço também referência aos seguintes três posts de Leigh Blackall, que no seu todo, constituem um Handbook, sobre o uso de ferramentas na criação e divulgação de OER:


E, neste ponto, parece-me importante, até porque o meu interesse sobre os OERs é recente, e para este trabalho de reflexão procurei, também, perceber a inevitabilidade da existência dos OERs, referir, ainda, este post: Influences on the open educational resources movement. De uma forma muito objectiva e clara, Wynn Williamson dá-nos conta das principais influências que têm contribuído para o desenvolvimento do movimento dos OERs, nomeadamente, os conceitos de: Open Source Software, Open Content e Learning Objects.

O software de fonte aberta (Open Source Software) é, para Williamson, a mais importante influência no que respeita os OER, de tal forma que, frequentemente, se pensa em fonte aberta aplicada a conteúdos e não a software. Ainda sobre o Open Source Software, as duas grandes contribuições para os OER's são os conceitos de licença aberta e o de trabalho colaborativo ("the open license concept and a demonstration of the power of collaborative community development models.").

Já a expressão "conteúdo aberto" (open content), com o cunho pessoal de David Wiley, tem por detrás a ideia de que o conceito de software de fonte aberta se pode aplicar a conteúdos. Desta forma David Wiley adaptou este conceito de abertura e criou o de Open Content License. Larry Lessig e outros desenvolveram a ideia de que a maioria dos conteúdos não são criados para gerar lucro. Em suma, o maior contributo do Open Content para os OERs tem sido a defesa do conceito de abertura em detrimento dos direitos de autor, acreditando que, sem lucros, os benefícios sociais serão imensos.

Com a emergência da era digital, na década de 90, o conceito de materiais de aprendizagem digitais ganhou forma e foi desenvolvido. Um processo a que se chamou Lego model (modelo Lego), sugerindo a possibilidade de criar simulações de aprendizagens que pudessem ser reutilizáveis. Apesar do conceito ter vindo a esmorecer, a ideia foi levada para a discussão dos OERs.

Para Williamson estes são os aspectos essenciais para que a discussão à volta dos OERs possa partir de uma base comum de entendimento ("at least close enough to provide a starting point for understanding the field".).

Para mim, a leitura deste post foi um importante registo de informação, confirmando a ideia que vou construindo sobre os OERs. Trata-se de um conceito que ultrapassa a mera construção de materiais para serem usados, no meu caso, enquanto professora, em sala de aula. Associado a ele está sempre a ideia de reutilização e partilha. Através da sua criação e reutilização, o professor, como refere Terry Anderson no post acima citado, tenta auto-motivar-se e entusiasmar-se ( "It attempts to capture the personal motivation and excitement of the teacher... " ) de forma a promover a motivação tantas vezes necessária [eu substituiria often por always...], no apoio aos alunos, nas suas aprendizagens. E aqui sublinho a importância da existência de verdadeiras comunidades de partilha, construída a partir de critérios válidos, com base numa "culture of sharing", ( fazendo de novo referência à expressão usada por Michele Martin, no seu post How Do You Create a Culture of Sharing?), já que a existência desses espaços poderá permitir a outros professores adaptar os recursos às suas realidades:

Properly licensed (read Creative Commons, with derivatives allowed) OER’s also allow other educators and learners to contextualize, mash, translate and republish this specialized content, thus creating an ever expanding and infinitely malleable resources. - Terry Anderson

Posso avançar que, desde que comecei a estudar o conceito de OERs, decidi permitir o download dos slides que vou publicando aqui, tendo-lhe atribuído a licença Attribution Non-Commercial. Isto porque, se antes me fazia alguma confusão aceitar que outros pudessem reutilizar o trabalho que eu fizera, neste momento, essa ideia parece-me completamente ultrapassada, fruto de uma cultura que se centrava apenas na aquisição dos conteúdos de uma forma quantas vezes estanque, sem discussão, em que o professor dava a matéria para o aluno a decorar.

Resta saber se este conceito de abertura associado à aquisição de conhecimento se conseguirá sobrepor ao dos lucros das empresas que, até aqui, detinham o monopólio dos materiais educativos...
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segunda-feira, 4 de maio de 2009


O Trabalho, a preocupação, a labuta e a perturbação são na verdade o destino de quase todos os homens durante toda a sua vida. E, contudo, se cada desejo fosse satisfeito, assim que surgisse, como ocupariam as suas vidas, como gastariam o tempo? - Schopenhauer, Sobre o Sofrimento do Mundo

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Respondendo... Provavelmente, à procura do próximo desejo.


(Espécie de perfil: Taciturno)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

que se aprenda a voar a cores...

Asas da imaginação
Lucia Hinz

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ler é saudável - Concurso de Marcadores







É chegada a hora de fazermos o ponto da situação, no que respeita o Concurso "Ler é Saudável".[ Mais ]

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Isaac Pitman e Bill Gates - duas figuras de referência no Ensino a Distância




Em [1937] 1837*, Isaac Pitman publicou o sistema de taquigrafia criado por si - Stenographic Sound-Hand, cuja divulgação se fez por correspondência. Assim, em meados do século XIX, Isaac Pitman deu início a uma nova forma de transmissão de conhecimentos - ensino por correspondência - com o objectivo de dar formação a grupos de pessoas que, por motivos geográficos, económicos e sociais, não se podiam deslocar aos centros de ensino tradicionais. Criada a primeira escola de ensino por correspondência - Correspondence Colleges -, em 1840, é também esse o ano de publicação da segunda edição de Stenographic Sound-Hand. Podemos, portanto, considerar Pitman o impulsionador do Ensino a Distância, logo, sem dúvida, uma figura de referência nesta área.

39 anos depois...

Em 1976, Bill Gates e Paul Allen fundam a sua própria empresa de produção de software informático, a Microsoft Corporation, desempenhando Bill Gates a função de presidente e director geral. Quase dez anos antes tivera Bill Gates o primeiro contacto com os computadores e as linguagens de programação, quando frequentava o colégio de Lakeside - Instituição pioneira na compra de uma rede de computadores interligados por uma linha telefónica. Foi aí que conheceu Paul Allen.

Em 1979, a Microsoft começou a desenvolver-se e já contava com 16 empregados. É nessa altura que Bill Gates decidiu mudar a empresa para Seattle. Criado o sistema operativo MS-DOS, em 1981, o mesmo passou a ser instalado em todos os microcomputadores da marca IBM. Entretanto, outros fabricantes de computadores lançaram no mercado os seus modelos compatíveis com o IBM-PC, utilizando o sistema operativo MS-DOS.

Em 1983, a equipa de Bill Gates voltou a revolucionar a tecnologia informática: introduziu o rato e criou uma interface gráfica para substituir o DOS, a que chamou Windows (janelas).

Em 1986, a Microsoft passou a estar cotada na Bolsa, consequentemente, Bill Gates passou a ser o homem mais rico do mundo!

Nos dez anos seguintes, a Microsoft teve um desenvolvimento fulgurante: passou de 1 200 empregados para mais de 20 000. O Windows 2.0 (1987), o Windows 3.0 (1990) e o seus sucessores Windows 3.1 e Windows 95, transcritos para dezenas de línguas, passaram a equipar milhões de computadores em todo o mundo, dando origem a uma sociedade cibernética com o cunho da Microsoft.

O maior sonho de Bill Gates, desde o início da sua carreira, era que, em cada casa, e em cada posto de trabalho, existisse um computador. Em 2008, já o tinha concretizado:

“When Paul Allen and I started Microsoft over 30 years ago, we had big dreams about software,” recalls Gates. “We had dreams about the impact it could have. We talked about a computer on every desk and in every home. It’s been amazing to see so much of that dream become a reality and touch so many lives. I never imagined what an incredible and important company would spring from those original ideas.”

Entretanto, o aparecimento da informática dera-se na década de 70, altura em que, como descrevemos, Bill Gates começou a sua actividade.

A partir dos anos 80, difundiram-se as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) com o surgimento de sofisticados meios de armazenamento e processamento, possibilitando a criação de sistemas multimédia. Ainda nos anos 80 começaram a proliferar os computadores portáteis e o desenvolvimento da Internet. E foram estes meios que trouxerão à década de noventa uma nova dinâmica em matéria da comunicação mediatizada - dando-se início à rede de todas as memórias de Lévy (O espaço cibernético é a instauração de uma rede de todas as memórias informatizadas e de todos os computadores.).

Sendo assim, a fusão das telecomunicações com a informática e os interesses comerciais no mundo, dito virtual, marcaram os anos 90, permitindo a utilização dos computadores e da Internet por milhões de pessoas em todo o mundo.

Quando, em Junho de 2008, Michael Miller questionou Bill Gates, numa entrevista exclusiva, antes da sua reforma, sobre a actuação da Microsoft em relação à revolução da/na Internet, Bill Gates respondeu da seguinte forma:

"The key thing we did right is we got more than 100 million PCs out there ready to be connected."

E é por esta razão que consideramos Bill Gates uma figura de referência no Ensino a Distância. Foi o seu empreendedorismo que permitiu a massificação do uso do Computador. A partir da década de 80 , a utilização do computador como instrumento de mediação pedagógica favoreceu o desenvolvimento de teorias e práticas pedagógicas no âmbito do Ensino a Distância. E isso só foi possível porque há um computador " on every desk and in every home".

Foi, na nossa óptica, o impulsionador da nova Era do Ensino a Distância.

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Notas:
*Correcção efectuada após o prazo dado para conclusão do trabalho e por observação de um colega. Obrigada.


Referências

Isaac Pitman
  • Taquigrafia em foco (site): http://www.taquigrafiaemfoco.com.br/perguntas.htm#oque%C3%A9taquigrafias
  • Taquigrafia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Taquigrafian
  • Ambientes virtuais de Aprendizagem / Ensino a Distância: http://pt.wikiversity.org/wiki/Ambientes_Virtuais_de_Aprendizagem/Ensino_a_Dist%C3%A2ncia
  • Isaac Pitman: http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Pitman/
Bill Gates
  • http://www.pcmag.com/article2/0,2817,2321129,00.aspk
  • http://www.webtuga.com/citacoes-de-bill-gates-steve-jobs-e-linus-torvalds/j
  • http://www.leme.pt/biografias/novas-tecnologias/bill-gates.htmlk
  • http://www.aix.com.br/ei/mod/resource/view.php?id=1792g
  • http://www.fe.unb.br/linhascriticas/n17/educacao_a_distancia.htmlh
  • http://www.urisan.tche.br/~posinf/Publica/2001-Gisele_Degen.pdf
  • http://www.telegraph.co.uk/scienceandtechnology/3357701/Bill-Gatess-dream-A-computer-in-every-home.htmlf
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sábado, 18 de abril de 2009

O que é para mim o Ensino a Distância?



As minhas ideias pessoais, sobre o que quer que seja, começam por se formar, na maioria dos casos, a partir da minha experiência. O Ensino a Distância faz parte dessa estatística.

Tive o meu primeiro contacto com o Ensino a Distância, quando decidi adquirir o Curso Básico de Psicologia - CEAC. Já estava a leccionar, e considerei que era necessário aprofundar os meus conhecimentos nessa matéria. Li, na altura, o Guia do Aluno, de fio a pavio, como se costuma dizer. E agora que o releio para fazer esta pequena reflexão, verifico que deveria estar bastante entusiasmada, dado os vários aspectos do Guia estarem sublinhados e anotados. No entanto, e apesar dos 4 anos que me foram dados para a conclusão do Curso, não o terminei. Já nem me recordo se cheguei a enviar algum teste. Sei que li alguns capítulos salteados das várias unidades didácticas, pois estão, aqui e ali, anotados. Mas não foi, de facto, concluído.

Na altura, achei que aquele método não se adaptava a mim. O que não deixava de ser estranho, dado que, pela descrição apresentada no Guia, considerei ter o perfil para ser um aluno do Ensino a Distância.

Recordo os tópicos que constam do Guia, quando se caracteriza o método: Flexível / Prático / Estimulante e Personalizado.*

O facto de não ter concluído o Curso, não teve qualquer relevância, isto é, não fiquei decepcionada e recorri várias vezes aos textos para aprofundar algumas temáticas. É certo, também , que não registo na memória nenhuma tentativa explícita dos responsáveis para que eu, durante os 4 anos, correspondesse àquilo que supostamente era pretendido.

Entretanto, em 1996, fui chamada para fazer a profissionalização em serviço pela UA - seria a segunda experiência com o Ensino a Distância. Dessa época, ficaram-me poucas memórias do contacto com os professores. Achei o método muito frio, isto é, excessivamente distante dos alunos, ainda que houvesse o recurso às emissões na RTP2, não tendo existido qualquer interacção entre os vários estudantes que faziam a profissionalização. Só nos encontrámos nos dias dos vários Exames. Qualquer esclarecimento que se pedisse, por telefone, tinha dia e hora pré-definidos; por correspondência, creio que era, apenas, através do envio de testes formativos que depois me eram enviados com observações. Fazendo agora uma retrospectiva, não deixa de ser interessante sublinhar o facto de ter apenas tentado o contacto telefónico uma ou duas vezes. O uso do telemóvel ainda era um luxo e, sem telefone em casa, tinha de recorrer aos CTT para telefonar. Estávamos no Ano Lectivo de 96/97.

Portanto, e, apesar de se ler no Guia do Estudante de Junho/95 que o facto do regime de auto-aprendizagem se enquadrar no sistema de ensino, por via da relação institucional entre este e o estudante, sendo traduzida na existência de um acto formal de inscrição, ser motivo para "distinguir entre um regime de ensino a distância e uma situação de puro auto-didactismo", o que é certo é que eu me senti sempre como "alguém que compra numa data livraria uma dada obra de conteúdo científico ou técnico e decide estudá-la pelos seus próprios meios, sem intervenção de qualquer pessoa ou entidade."**

E este aspecto faz-me, de novo, e curiosamente, fazer a mesma afirmação que antes, a propósito do perfil de um aluno de ensino à distância. Lendo os Conceitos subjacentes, parece-me que eu deveria ter o perfil para este tipo de ensino. Então, o que terá falhado na minha relação inicial com o Ensino a Distância?

Se é certo que, nesta segunda experiência, conclui o curso - fiz a profissionalização - apenas uma das cadeiras me entusiasmou ao ponto de ter tirado 17, nas restantes, os resultados foram, apenas, sofríveis.

Tenho procurado, nesta reflexão, tentar perceber a razão de tal facto, até porque o Curso Mestrado em Pedagogia do E-Learning da UA é Ensino a Distância, e, até agora, não senti frieza, nem distância ou, sequer, falta de motivação.

E as razões talvez sejam as seguintes:

- Neste processo, frequência do Curso Mestrado em Pedagogia do E-Learning, estou em regime de puro voluntariado, o que vai ao encontro do que se lê no Guia do Estudante de Junho /95, quando, para justificar que "a aplicação de ensino à distância seja totalmente vedada a crianças e fortemente desaconselhada a camadas muito jovens de estudantes", em síntese, se lê:

...é lícito considerar que o regime de puro voluntariado, sem sujeição a qualquer espécie de pressões exteriores, deveria estar intimamente associado à frequência de qualquer curso em ensino a distância.**;

- A segunda razão prende-se com o funcionamento do Curso, tal como está previsto no Guião:
  • Totalmente online utilizando a plataforma de elearning em uso na Universidade Aberta e um conjunto diverso de outros recursos Web (Web 2.0, etc). Sublinhando, desde já, a importância do Módulo de Ambientação, bem como a existência de um Contrato de Aprendizagem em todas as Unidades Curriculares.

Isto é, apesar da ausência de presença física e ainda que recorrendo a tecnologia, não tenho qualquer dúvida em afirmar que, hoje, o Ensino a Distância está mais humanizado. E talvez seja essa a diferença.

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Notas

*Guia do Aluno, CEAC
**Guia do Estudante, UA, Junho /95




A ler: Afinal, o que querem? Eu já não os consigo perceber!

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Nem eu. Nem eu...
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Deambulando, hoje de manhã, por este mundo, em busca de informação para incluir num trabalho, no âmbito do mpel3, encontrei esta maravilha. Um delicioso momento de magia. Ora espreitem. Vale a pena.
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quarta-feira, 15 de abril de 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

Não sou portista. Não gosto de quase nada que tenha envolvido o FCP nos últimos tempos, particularmente, o que tem envolvido o seu Presidente e a Justiça.

Mas sou portuguesa e, hoje, vibrei com a vitória sobre Manchester United.

Parabéns, FCP.
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sexta-feira, 3 de abril de 2009

(...)
Contestação

O concurso tem sido contestado – pela ASPL mas também pela Associação Portuguesa de Professores de Espanhol - Língua Estrangeira (APPELE) e por um grupo de representantes de universidades públicas portuguesas – precisamente por uma questão relacionada com o DELE do Instituto Cervantes.

Concretamente, devido à determinação (por portaria e no regulamento do concurso) de que qualquer professor com qualificação profissional numa qualquer Língua Estrangeira ou em Português e com o DELE do Instituto Cervantes “correspondente ao nível C2 do Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas” concorre em igualdade de circunstâncias com os que fizeram a sua licenciatura e profissionalização em Espanhol.

Argumentam os contestatários da medida que, apesar de ela ser transitória, tem efeitos definitivos para os cerca de 200 professores profissionalizados em Espanhol. Isto porque, apesar de eles serem suficientes para preencher as 220 vagas para o quadro de nomeação definitiva este ano criadas, o mais provável é que estas sejam ocupadas por professores profissionalizados em outras línguas mas com mais anos de serviço, já que o Grupo de Espanhol é recente (1999).

Diz agora Valter Lemos que, se de facto o DELE de nível superior do Instituto Cervantes não corresponder ao nível C2, como é definido na portaria, quem tem aquele diploma e está profissionalizado noutra língua “não terá os requisitos necessários” ao concurso, cujas candidaturas estão a decorrer.


in Público

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De facto, esta situação é aberrante, desastrosa e reveladora do actual estado da situação na Educação. Quem manda, comente erros, intimida quem os aponta e apela aos sentimentos mais baixos daqueles que precisem de concorrer.


No entanto, esta situação com o grupo de espanhol não será muito diferente daquela que durante anos tem vigorado em que quase todas as variantes de línguas podiam concorrer ao grupo de ensino de português.

Nunca ouvi contestação.

Falar-se português e ter uma licenciatura em línguas não devia ser garantia de competência para o ensino da língua materna, em Portugal. Mas é. Sempre foi.
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quinta-feira, 2 de abril de 2009

domingo, 29 de março de 2009

O Diário de Inês*



*Este vídeo deveria ter sido publicado no YouTube a fim de participar no Concurso Inês de Castro. Acontece que durante o dia de hoje a sua publicação tem dado sempre erro desconhecido.

domingo, 22 de março de 2009













(...)














Na Visão de 19 Março, coincidentemente o dia do pai. A ler.





segunda-feira, 9 de março de 2009


Gosto de gente assim: simples, discreta e vencedora.

Daqui

sexta-feira, 6 de março de 2009

terça-feira, 3 de março de 2009

Notícias como esta: Docente acusada de bater em mãe, que tiveram o primeiro capítulo em situações destas e que já foram aqui comentadas, deviam ter títulos mais credíveis. Uma sugestão:



Com pais assim, todos os professores são excelentes em Portugal!
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