quarta-feira, 22 de abril de 2009

que se aprenda a voar a cores...

Asas da imaginação
Lucia Hinz

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ler é saudável - Concurso de Marcadores







É chegada a hora de fazermos o ponto da situação, no que respeita o Concurso "Ler é Saudável".[ Mais ]

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Isaac Pitman e Bill Gates - duas figuras de referência no Ensino a Distância




Em [1937] 1837*, Isaac Pitman publicou o sistema de taquigrafia criado por si - Stenographic Sound-Hand, cuja divulgação se fez por correspondência. Assim, em meados do século XIX, Isaac Pitman deu início a uma nova forma de transmissão de conhecimentos - ensino por correspondência - com o objectivo de dar formação a grupos de pessoas que, por motivos geográficos, económicos e sociais, não se podiam deslocar aos centros de ensino tradicionais. Criada a primeira escola de ensino por correspondência - Correspondence Colleges -, em 1840, é também esse o ano de publicação da segunda edição de Stenographic Sound-Hand. Podemos, portanto, considerar Pitman o impulsionador do Ensino a Distância, logo, sem dúvida, uma figura de referência nesta área.

39 anos depois...

Em 1976, Bill Gates e Paul Allen fundam a sua própria empresa de produção de software informático, a Microsoft Corporation, desempenhando Bill Gates a função de presidente e director geral. Quase dez anos antes tivera Bill Gates o primeiro contacto com os computadores e as linguagens de programação, quando frequentava o colégio de Lakeside - Instituição pioneira na compra de uma rede de computadores interligados por uma linha telefónica. Foi aí que conheceu Paul Allen.

Em 1979, a Microsoft começou a desenvolver-se e já contava com 16 empregados. É nessa altura que Bill Gates decidiu mudar a empresa para Seattle. Criado o sistema operativo MS-DOS, em 1981, o mesmo passou a ser instalado em todos os microcomputadores da marca IBM. Entretanto, outros fabricantes de computadores lançaram no mercado os seus modelos compatíveis com o IBM-PC, utilizando o sistema operativo MS-DOS.

Em 1983, a equipa de Bill Gates voltou a revolucionar a tecnologia informática: introduziu o rato e criou uma interface gráfica para substituir o DOS, a que chamou Windows (janelas).

Em 1986, a Microsoft passou a estar cotada na Bolsa, consequentemente, Bill Gates passou a ser o homem mais rico do mundo!

Nos dez anos seguintes, a Microsoft teve um desenvolvimento fulgurante: passou de 1 200 empregados para mais de 20 000. O Windows 2.0 (1987), o Windows 3.0 (1990) e o seus sucessores Windows 3.1 e Windows 95, transcritos para dezenas de línguas, passaram a equipar milhões de computadores em todo o mundo, dando origem a uma sociedade cibernética com o cunho da Microsoft.

O maior sonho de Bill Gates, desde o início da sua carreira, era que, em cada casa, e em cada posto de trabalho, existisse um computador. Em 2008, já o tinha concretizado:

“When Paul Allen and I started Microsoft over 30 years ago, we had big dreams about software,” recalls Gates. “We had dreams about the impact it could have. We talked about a computer on every desk and in every home. It’s been amazing to see so much of that dream become a reality and touch so many lives. I never imagined what an incredible and important company would spring from those original ideas.”

Entretanto, o aparecimento da informática dera-se na década de 70, altura em que, como descrevemos, Bill Gates começou a sua actividade.

A partir dos anos 80, difundiram-se as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) com o surgimento de sofisticados meios de armazenamento e processamento, possibilitando a criação de sistemas multimédia. Ainda nos anos 80 começaram a proliferar os computadores portáteis e o desenvolvimento da Internet. E foram estes meios que trouxerão à década de noventa uma nova dinâmica em matéria da comunicação mediatizada - dando-se início à rede de todas as memórias de Lévy (O espaço cibernético é a instauração de uma rede de todas as memórias informatizadas e de todos os computadores.).

Sendo assim, a fusão das telecomunicações com a informática e os interesses comerciais no mundo, dito virtual, marcaram os anos 90, permitindo a utilização dos computadores e da Internet por milhões de pessoas em todo o mundo.

Quando, em Junho de 2008, Michael Miller questionou Bill Gates, numa entrevista exclusiva, antes da sua reforma, sobre a actuação da Microsoft em relação à revolução da/na Internet, Bill Gates respondeu da seguinte forma:

"The key thing we did right is we got more than 100 million PCs out there ready to be connected."

E é por esta razão que consideramos Bill Gates uma figura de referência no Ensino a Distância. Foi o seu empreendedorismo que permitiu a massificação do uso do Computador. A partir da década de 80 , a utilização do computador como instrumento de mediação pedagógica favoreceu o desenvolvimento de teorias e práticas pedagógicas no âmbito do Ensino a Distância. E isso só foi possível porque há um computador " on every desk and in every home".

Foi, na nossa óptica, o impulsionador da nova Era do Ensino a Distância.

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Notas:
*Correcção efectuada após o prazo dado para conclusão do trabalho e por observação de um colega. Obrigada.


Referências

Isaac Pitman
  • Taquigrafia em foco (site): http://www.taquigrafiaemfoco.com.br/perguntas.htm#oque%C3%A9taquigrafias
  • Taquigrafia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Taquigrafian
  • Ambientes virtuais de Aprendizagem / Ensino a Distância: http://pt.wikiversity.org/wiki/Ambientes_Virtuais_de_Aprendizagem/Ensino_a_Dist%C3%A2ncia
  • Isaac Pitman: http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Pitman/
Bill Gates
  • http://www.pcmag.com/article2/0,2817,2321129,00.aspk
  • http://www.webtuga.com/citacoes-de-bill-gates-steve-jobs-e-linus-torvalds/j
  • http://www.leme.pt/biografias/novas-tecnologias/bill-gates.htmlk
  • http://www.aix.com.br/ei/mod/resource/view.php?id=1792g
  • http://www.fe.unb.br/linhascriticas/n17/educacao_a_distancia.htmlh
  • http://www.urisan.tche.br/~posinf/Publica/2001-Gisele_Degen.pdf
  • http://www.telegraph.co.uk/scienceandtechnology/3357701/Bill-Gatess-dream-A-computer-in-every-home.htmlf
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sábado, 18 de abril de 2009

O que é para mim o Ensino a Distância?



As minhas ideias pessoais, sobre o que quer que seja, começam por se formar, na maioria dos casos, a partir da minha experiência. O Ensino a Distância faz parte dessa estatística.

Tive o meu primeiro contacto com o Ensino a Distância, quando decidi adquirir o Curso Básico de Psicologia - CEAC. Já estava a leccionar, e considerei que era necessário aprofundar os meus conhecimentos nessa matéria. Li, na altura, o Guia do Aluno, de fio a pavio, como se costuma dizer. E agora que o releio para fazer esta pequena reflexão, verifico que deveria estar bastante entusiasmada, dado os vários aspectos do Guia estarem sublinhados e anotados. No entanto, e apesar dos 4 anos que me foram dados para a conclusão do Curso, não o terminei. Já nem me recordo se cheguei a enviar algum teste. Sei que li alguns capítulos salteados das várias unidades didácticas, pois estão, aqui e ali, anotados. Mas não foi, de facto, concluído.

Na altura, achei que aquele método não se adaptava a mim. O que não deixava de ser estranho, dado que, pela descrição apresentada no Guia, considerei ter o perfil para ser um aluno do Ensino a Distância.

Recordo os tópicos que constam do Guia, quando se caracteriza o método: Flexível / Prático / Estimulante e Personalizado.*

O facto de não ter concluído o Curso, não teve qualquer relevância, isto é, não fiquei decepcionada e recorri várias vezes aos textos para aprofundar algumas temáticas. É certo, também , que não registo na memória nenhuma tentativa explícita dos responsáveis para que eu, durante os 4 anos, correspondesse àquilo que supostamente era pretendido.

Entretanto, em 1996, fui chamada para fazer a profissionalização em serviço pela UA - seria a segunda experiência com o Ensino a Distância. Dessa época, ficaram-me poucas memórias do contacto com os professores. Achei o método muito frio, isto é, excessivamente distante dos alunos, ainda que houvesse o recurso às emissões na RTP2, não tendo existido qualquer interacção entre os vários estudantes que faziam a profissionalização. Só nos encontrámos nos dias dos vários Exames. Qualquer esclarecimento que se pedisse, por telefone, tinha dia e hora pré-definidos; por correspondência, creio que era, apenas, através do envio de testes formativos que depois me eram enviados com observações. Fazendo agora uma retrospectiva, não deixa de ser interessante sublinhar o facto de ter apenas tentado o contacto telefónico uma ou duas vezes. O uso do telemóvel ainda era um luxo e, sem telefone em casa, tinha de recorrer aos CTT para telefonar. Estávamos no Ano Lectivo de 96/97.

Portanto, e, apesar de se ler no Guia do Estudante de Junho/95 que o facto do regime de auto-aprendizagem se enquadrar no sistema de ensino, por via da relação institucional entre este e o estudante, sendo traduzida na existência de um acto formal de inscrição, ser motivo para "distinguir entre um regime de ensino a distância e uma situação de puro auto-didactismo", o que é certo é que eu me senti sempre como "alguém que compra numa data livraria uma dada obra de conteúdo científico ou técnico e decide estudá-la pelos seus próprios meios, sem intervenção de qualquer pessoa ou entidade."**

E este aspecto faz-me, de novo, e curiosamente, fazer a mesma afirmação que antes, a propósito do perfil de um aluno de ensino à distância. Lendo os Conceitos subjacentes, parece-me que eu deveria ter o perfil para este tipo de ensino. Então, o que terá falhado na minha relação inicial com o Ensino a Distância?

Se é certo que, nesta segunda experiência, conclui o curso - fiz a profissionalização - apenas uma das cadeiras me entusiasmou ao ponto de ter tirado 17, nas restantes, os resultados foram, apenas, sofríveis.

Tenho procurado, nesta reflexão, tentar perceber a razão de tal facto, até porque o Curso Mestrado em Pedagogia do E-Learning da UA é Ensino a Distância, e, até agora, não senti frieza, nem distância ou, sequer, falta de motivação.

E as razões talvez sejam as seguintes:

- Neste processo, frequência do Curso Mestrado em Pedagogia do E-Learning, estou em regime de puro voluntariado, o que vai ao encontro do que se lê no Guia do Estudante de Junho /95, quando, para justificar que "a aplicação de ensino à distância seja totalmente vedada a crianças e fortemente desaconselhada a camadas muito jovens de estudantes", em síntese, se lê:

...é lícito considerar que o regime de puro voluntariado, sem sujeição a qualquer espécie de pressões exteriores, deveria estar intimamente associado à frequência de qualquer curso em ensino a distância.**;

- A segunda razão prende-se com o funcionamento do Curso, tal como está previsto no Guião:
  • Totalmente online utilizando a plataforma de elearning em uso na Universidade Aberta e um conjunto diverso de outros recursos Web (Web 2.0, etc). Sublinhando, desde já, a importância do Módulo de Ambientação, bem como a existência de um Contrato de Aprendizagem em todas as Unidades Curriculares.

Isto é, apesar da ausência de presença física e ainda que recorrendo a tecnologia, não tenho qualquer dúvida em afirmar que, hoje, o Ensino a Distância está mais humanizado. E talvez seja essa a diferença.

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Notas

*Guia do Aluno, CEAC
**Guia do Estudante, UA, Junho /95




A ler: Afinal, o que querem? Eu já não os consigo perceber!

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Nem eu. Nem eu...
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Deambulando, hoje de manhã, por este mundo, em busca de informação para incluir num trabalho, no âmbito do mpel3, encontrei esta maravilha. Um delicioso momento de magia. Ora espreitem. Vale a pena.
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quarta-feira, 15 de abril de 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

Não sou portista. Não gosto de quase nada que tenha envolvido o FCP nos últimos tempos, particularmente, o que tem envolvido o seu Presidente e a Justiça.

Mas sou portuguesa e, hoje, vibrei com a vitória sobre Manchester United.

Parabéns, FCP.
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sexta-feira, 3 de abril de 2009

(...)
Contestação

O concurso tem sido contestado – pela ASPL mas também pela Associação Portuguesa de Professores de Espanhol - Língua Estrangeira (APPELE) e por um grupo de representantes de universidades públicas portuguesas – precisamente por uma questão relacionada com o DELE do Instituto Cervantes.

Concretamente, devido à determinação (por portaria e no regulamento do concurso) de que qualquer professor com qualificação profissional numa qualquer Língua Estrangeira ou em Português e com o DELE do Instituto Cervantes “correspondente ao nível C2 do Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas” concorre em igualdade de circunstâncias com os que fizeram a sua licenciatura e profissionalização em Espanhol.

Argumentam os contestatários da medida que, apesar de ela ser transitória, tem efeitos definitivos para os cerca de 200 professores profissionalizados em Espanhol. Isto porque, apesar de eles serem suficientes para preencher as 220 vagas para o quadro de nomeação definitiva este ano criadas, o mais provável é que estas sejam ocupadas por professores profissionalizados em outras línguas mas com mais anos de serviço, já que o Grupo de Espanhol é recente (1999).

Diz agora Valter Lemos que, se de facto o DELE de nível superior do Instituto Cervantes não corresponder ao nível C2, como é definido na portaria, quem tem aquele diploma e está profissionalizado noutra língua “não terá os requisitos necessários” ao concurso, cujas candidaturas estão a decorrer.


in Público

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De facto, esta situação é aberrante, desastrosa e reveladora do actual estado da situação na Educação. Quem manda, comente erros, intimida quem os aponta e apela aos sentimentos mais baixos daqueles que precisem de concorrer.


No entanto, esta situação com o grupo de espanhol não será muito diferente daquela que durante anos tem vigorado em que quase todas as variantes de línguas podiam concorrer ao grupo de ensino de português.

Nunca ouvi contestação.

Falar-se português e ter uma licenciatura em línguas não devia ser garantia de competência para o ensino da língua materna, em Portugal. Mas é. Sempre foi.
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quinta-feira, 2 de abril de 2009

domingo, 29 de março de 2009

O Diário de Inês*



*Este vídeo deveria ter sido publicado no YouTube a fim de participar no Concurso Inês de Castro. Acontece que durante o dia de hoje a sua publicação tem dado sempre erro desconhecido.

domingo, 22 de março de 2009













(...)














Na Visão de 19 Março, coincidentemente o dia do pai. A ler.





segunda-feira, 9 de março de 2009


Gosto de gente assim: simples, discreta e vencedora.

Daqui

sexta-feira, 6 de março de 2009

terça-feira, 3 de março de 2009

Notícias como esta: Docente acusada de bater em mãe, que tiveram o primeiro capítulo em situações destas e que já foram aqui comentadas, deviam ter títulos mais credíveis. Uma sugestão:



Com pais assim, todos os professores são excelentes em Portugal!
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O Carnaval da sintaxe, por Manuel António Pina

00h30m

Agora que o ME divulgou novos programas de Português preconizando que, no final do Ensino Básico, os alunos devem ser capazes de produzir "textos coesos e coerentes" e "correctos em português padrão", o caso da DREN continua a ser exemplar do "português padrão" em uso no ME e do nível de exigência do Ministério em relação à avaliação das "competências" dos seus altos (ou baixos, sei lá) funcionários.

Depois do histórico ofício sobre os "Magalhães", a directora de Educação do Norte (que é suposto ter concluído o Básico) escreve agora, em novo ofício, coisas "coesas e coerentes" como: "Sendo certo que muitos docentes não se aceitam o uso dos alunos nesta atitude inaceitável"; ou: "a sua [da escola] missão de processos de socialização"; ou: "razão central porque", e por aí fora.

Pelos vistos, as palavras e a gramática insistem em não respeitar a autoridade da senhora directora e, folionas (o ofício é, apropriadamente, sobre o Carnaval), fazem dela gato-sapato e escrevem-se como muito bem lhes apetece. Eu já lhes teria posto, como ao outro da piada sobre a licenciatura, um processo disciplinar.

in JN

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Sem comentários.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

(...) [Alguém]garantiu (...) que nenhum professor (...) [algures] foi obrigado a participar no desfile de (...). Sublinhou, no entanto, que o cortejo teria forçosamente que sair à rua.

Imaginemos que alguém tenha proferido estas declarações.
Analisemos.

Partindo do princípio que há intenção comunicativa, e tem sempre de se partir desse princípio, importa saber que intenção tem o sujeito enunciador que declara, numa primeira fase, que nenhum professor foi obrigado a participar no desfile de (...). Depreende-se que, segundo esse sujeito, todos os professores foram livres de optar.

Logo, não se percebe, depois de uma declaração destas , que o mesmo sujeito enunciador afirme a imperiosidade de realização do cortejo. Até porque as duas ideias estão ligadas por uma locução coordenativa adversativa .

Das duas uma:
  • Quem fizesse tais declarações pensaria que, quem as fosse ler, seria suficientemente estúpido para acreditar nelas. E esses seríamos, nós, os leitores/ouvintes.
  • A segunda hipótese seria a inversa. Isto é, quem declarasse tal deveria ser suficientemente estúpido para pensar que nós leitores/ouvintes acreditaríamos.

E ainda há uma terceira, que pelo paradoxo, não sei se não será a mais credível: quem falasse/escrevesse assim teria um défice cognitivo grave.

E uma vez mais e pela segunda vez no dia, esta situação me fez pensar em mim. A propósito da organização de duas visitas de estudo, solicitei o seguinte esclarecimento à Direcção Regional da área da Escola onde exerço a minha actividade:

  • Pela legislação em vigor, Lei n.o 13/2006 de 17 de Abril, e de acordo com o ponto 2 do artigo 8º, o transporte colectivo de crianças deve ser assegurado, além do motorista, pela presença de 2 vigilantes, tratando-se de um veículo que transporte mais de 30 crianças ou jovens.
  • Assim, solicito esclarecimento sobre a identificação dos agentes educativos que devem desempenhar as funções de vigilantes, uma vez que, pelo contexto legal, tal não se aplica aos professores.

O pedido foi feito no dia 16 do corrente mês e até hoje ainda não tive resposta.

On verra...

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E já agora, quando é que o Presidente da República age para pôr cobro ao caos ditatorial que perpassa pelo país em que foi eleito democraticamente?
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Mãe faz espera e agride docente

...mas a mãe não gostou e decidiu tirar satisfações. Abordou a docente, de 41 anos, na sexta-feira, nas imediações da escola. "O que é que tem contra a minha filha?", perguntou-lhe. A professora ainda tentou acalmar a mulher, convidando-a a dirigir-se à escola para conversarem, mas a mãe da aluna "desferiu-lhe um murro no olho direito que lhe provocou um hematoma", disse ontem a PSP. "Esborracho-te a cara toda", ameaçou ainda.

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Pois. E o problema aconteceu, porque a professora tentou acalmar a mulher e ainda a convidou para se dirigir à escola e conversar...

  1. A mãe não pode abordar um professor dentro da Escola. Compete à escola, nomeadamente ao Órgão de Gestão, criar condições para que isso não aconteça por forma a que os professores que lá trabalhem não estejam sujeitos a situações destas;
  2. Sendo abordada na rua, a professora deveria ter agido como cidadã e recorrer de imediato às forças de Segurança Pública;
  3. A atitude paternalista da professora tentando, com palavras, resolver uma situação que inicia com agressividade verbal, é o mais anti-profissional possível. A professora deveria simplesmente ter dito à mãe que não falava com ela, ou, pura e simplesmente, ter-lhe voltado a cara. Um professor dum Conselho de Turma não tem a obrigação de falar com os Encarregados de Educação. Apenas o Director de Turma tem essa obrigação e, mesmo assim, devidamente calendarizada.

Seria importante que, de uma vez por todas, se interiorizasse que ser professor não é dar aulas. Não é participar em actividades voluntário-solidárias.

Ser professor é exercer uma actividade profissional com direitos e obrigações.

Já agora, assim que li esta notícia, pensei: "Esta foi feita para mim". Isto porque, há uma semana, uma encarregada de educação também foi à escola para falar comigo. E a Escola, o Órgão de Gestão, permitiu que a senhora me abordasse.

Claro que a senhora não falou comigo. Recusei-me.

E onde esteve o erro? Na negligência por parte do Órgão de Gestão que nunca criou mecanismos organizativos que impedissem tal situação.
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