quarta-feira, 5 de março de 2008

Eu vou.
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terça-feira, 4 de março de 2008



"Não vou fazer qualquer alteração [na ficha] porque é um instrumento de trabalho elaborado para ir a discussão no Conselho Pedagógico do próximo dia 12." Estava decidido assim antes da polémica levantada no Parlamento, e mesmo com o mal-estar geral que existe na escola a presidente do Conselho Executivo (CE) de Escola EB23 Correia Mateus, de Leiria, Esperança Barcelos, não volta atrás e afirma que não recebeu qualquer indicação do Ministério da Educação (ME) para o fazer.

A professora reforça, desta forma, a intenção de manter, tal como estava previsto, a preparação dos instrumentos necessários para pôr em prática o novo sistema de avaliação dos professores, de acordo com os novos despachos da actual equipa do ME.

Diz que a tão polémica ficha, levada à discussão no Parlamento, na passada sexta-feira, é da sua autoria, e defende que, mesmo depois de todo o debate que já protagonizou, deve mantê-la sem qualquer alteração para que seja discutida pelo Conselho Pedagógico (CP), um órgão da escola em que têm assento cerca de 20 representantes, entre eles 16 professores. (...)

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Sem comentários.

segunda-feira, 3 de março de 2008




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por Núria Masot, A Sombra do Templário, pp 216-217

(...) Sempre segundo ele, essas mesmas personagens reescreveram a história e adequaram-na aos seus interesses. Com o tempo, eram tantas as falsificações e as contradições, que nem eles próprios conseguiam distinguir onde começava a verdade e terminava a mentira. O homem de que falo estava convencido de que o poder necessita de mentir para conservar os seus privilégios e de que tudo isto não passava de um grão de areia na história da infâmia.
- Ou seja, acreditas que os pergaminhos são autênticos?
- A minha segunda resposta, meu filho - continuou Jacques sem se levantar - , é que sou apenas um servidor do Templo, que não me interessa nem a verdade nem a mentira, quando estas estão tão intimamente ligadas que, sendo opostas, acabam por ser iguais. Sou velho, Guillem, aprendi a suportar a mentira dos poderosos, mas suportar não é acreditar.
- Tens a noção do que representa, do que significa este achado, Jacques? Todo o poder de Roma, da Igreja, se baseia na ressurreição de Cristo, no privilégio dos primeiros doze apóstolos, com quem partilhou o mistério.
- Pára de pensar, rapaz, ainda acabas por endoidecer - atalhou Jacques, com um gesto de mau humor.
- Os doze apóstolos foram os únicos que conheciam a verdade, e a autoridade de Roma, do Papa, emana directamente deles, da sua experiência. Pedro foi a primeira testemunha da ressurreição. E se mentiram? - Guillem parecia pensar para si mesmo, concentrado nas suas próprias reflexões, alheio à expressão de indiferença do Bretão. - Tens a noção, Jacques? A ressurreição converteu esse grupo de apóstolos num poder incontestável. Ninguém podia aceder a Cristo senão através deles e dos seus continuadores, até agora.
- E que importância tem isso, Guillem? Que diacho interessa isso agora? É assim tão vital descobrir quem mentiu? Alguém o fez, disso não há dúvidas, mas é possível que eles falassem em sentido simbólico, não real, do momento da morte como uma ressurreição espiritual, de iluminação.
- E alguém transformou isso num instrumento do poder - respondeu Guillem de sobrolho franzido.
- E depois, Guillem, o que é que essa teoria vem alterar? O mundo avança mentira sobre mentira, sempre foi assim desde o princípio dos tempos, e assim continuará a ser, o poder é o eixo sobre o qual dançamos, rapazinho, pára de me aborrecer!
- Nenhuma dessas respostas me serve, Jacques.
- Está bem, eu percebo, mas não tenho outras. Vais ter de construir as tuas próprias respostas, filho, e agira em consequência.
Guillem calou-se, absorto nos próprios pensamentos. A autoridade do Papa decorre directamente de Pedro, pensava, e à Igreja dos primórdios, abalada por graves confrontos internos, convinha-lhe aceitar aquela verdade, a ressurreição de Cristo como um facto real e literal. Os benefícios eram imensos, um poder sobrenatural imenso, de além-túmulo, que lhes oferecia o poder absoluto sobre a multidão de crentes. Um poder para alguns, poucos, escolhidos...
- Em que acreditava o Bernard no meio de tudo isto, Bretão?
O jovem procurava a segurança do mestre.
- O Bernard acreditava na vida e na existência irrefutável dos espiões do Papa. - Jacques soltou um gargalhada. - Deixa isso, rapaz, por esse caminho não consegues nada, dá meia volta e penetra no teu íntimo, é aí que estão as respostas.

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02.03.2008 - 22h40 - Alice Vieira, Algarve
Avaliar é indispensável mas duvido que a maioria dos coordenadores dos departamentos curriculares (professores titulares), a maioria dos presidentes dos conselhos executivos ou directores seja o tal "corpo docente altamente qualificado, com mais experiência...".

É impossível que um docente, que só exerceu 3, 4, 5 anos... de actividade efectivamente lectiva, ao longo das suas duas dezenas de anos ou mais de docência, seja um professor altamente qualificado para avaliar outros docentes com largos anos de experiência de actividade efectivamente lectiva.

Observar aulas e avaliar aspectos científico-pedagógicos entre outros: preparação, organização e realização das actividades lectivas requer grande experiência, nestes aspectos.

Lecciono há 3 dezenas de anos, quem me avaliará só experimentou a sala de aula durante 3, 4 anos. Dos 27 anos da sua vida profissional, 23 ou 24 anos esteve a "coordenar", a "gerir", sempre “fugindo” da sala de aula. Que avaliadores! Que observadores de aulas! Que "elevadas" competências! Não basta ser licenciado, mestre, doutor para ser professor titular/avaliador. Grandes equívocos observo neste processo de avaliação!

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Que se diga, porque também é verdade.
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domingo, 2 de março de 2008

GABINETE DA MINISTRA PAGOU À CONFAP










"Há factores de insatisfação que se acumularam e agravaram com o receio da avaliação. Mas eu insisto que a avaliação não é contra os professores. Há muita incompreensão nesta matéria", disse Maria de Lurdes Rodrigues.




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Portanto, os professores são estúpidos, porque a Sra. Ministra até tem explicado, eles é que não compreendem.

No entanto, todos os professores têm dito e escrito que não têm medo da avaliação, nem a recusam. Não aceitam é este modelo de avaliação. Logo, neste caso será também de declarar que:

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Há muita incompreensão por parte do Ministério. De quem será a estupidez nesta perspectiva?
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(...)Mariana sofria de uma doença que a obrigou a diversas intervenções cirúrgicas ao longo do ano lectivo.(...)Vítor frequentava, também, o 6.º ano de escolaridade. Pela terceira vez. Reprovações dos anos anteriores devidas a falta de assiduidade. Falta de acompanhamento dos pais que, mesmo estando em casa e sabendo que o filho tinha aulas, o deixavam ficar a dormir.(...)André andava no 5.º ano, pela segunda vez. Raramente ia às aulas. Quando o fazia, era apenas para distrair o tédio de alguns dos seus dias, "animando" as aulas à custa dos "setores" e dos colegas. (...)

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Curiosamente, os três alunos seriam tratados, nas suas faltas, com muitas semelhanças pelo novo Estatuto do Aluno (Lei n.º 3/2008), realizando uma prova em cada disciplina com excesso de faltas (justificadas ou não), que poderia conduzir a uma não aprovação. Mariana, já tão sofrida, teria de se sujeitar a essas provas, não tendo os professores autonomia para aplicarem apenas as medidas que considerassem adequadas e que tão bons resultados deram. Vítor sabia que reprovaria se ultrapassasse o número limite de faltas e foi esse receio, em paralelo com a intervenção da escola e do treinador, que o levaram a ir às aulas; o receio de uma prova não produziria, certamente, o mesmo efeito. Quanto a André e à sua família, importavam-se com as provas? Viessem quinhentas! Se ele lá aparecesse, seria, certamente, mais uma oportunidade para "gozar" com os "setores" e com o sistema.
(...)

sábado, 1 de março de 2008

A redução do insucesso escolar atingiu no último ano lectivo um valor histórico. Foram mais vinte mil alunos que passaram de ano face aos valores obtidos em 2005/06. Entre os 1 084 800 alunos inscritos no Ensino Básico, dez por cento reprovou ou abandonou os estudos. Uma melhoria face aos 10,6 por cento do ano lectivo anterior e os 15 por cento de insucesso escolar verificados há dez anos.

Mas que se diga que este ministério nada tem a ver com estes resultados, ao contrário do que irá dizer.

Tal como a ministra reconhece em entrevista, no ano de 2006, a propósito da Plano da Matemática, os resultados em matéria de educação não são instantâneos.

No caso de Matemática, para obter bons resultados no 9.º ano, é preciso melhorar as condições de ensino no primeiro ciclo. Temos de ter paciência e persistência para conseguir isto. Não podemos correr atrás de modas e agir casuísticamente para melhorar um resultadozinho. Só veremos os primeiros resultados daqui a seis anos. - Maria de Lurdes Rodrigues dixit.

Esperemos 10 anos, cara ministra, e depois veremos a sua marca nos resultados.

Nós temos paciência, somos professores.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008





O Governo aprovou esta quinta-feira o alargamento do programa de entrega de computadores, o e.escolas, aos alunos dos 11º e 12º anos de escolaridade, passando de 500 mil para 750 mil o número de potenciais beneficiários.


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Tudo isto é muito estranho.

Então, na semana em que a contestação dos professores ganha contornos, diria, quase dramáticos para a actual governação, em particular no que respeita o Ministério de Educação; no dia em que uma voz do partido do governo, categoricamente, afirma que a Sra. Ministra não terá condições de continuar à frente do ministério, a notícia que surge do governo a propósito de educação tem a ver com alunos dos 11º e 12º anos?!


Incoerência?!

Porque tudo tem de fazer sentido, mesmo que seja surreal, fui em busca do meu sentido para esta aparente incoerência.

Encontrei-o. Esses jovens (11º e 12º Anos) que vão usufruir do tal alargamento do programa de entrega de computadores deverão , em 2009, ano de eleições, estar em idade de gozar de capacidade eleitoral activa, prevista no ponto 1, do artigoº 2 da Lei do Recenseamento.

Repare-se que o alargamento abrange apenas os alunos do 11º e 12º Anos. Porque não do 10º. também? Afinal, faria mais sentido - um ciclo de estudos beneficiar dessa medida.


Será puro devaneio meu ou fará sentido?
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"Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" "Não tenho de explicar" ....

...Diz a Senhora Ministra a propósito das manifestações dos professores. Que só tem de compreender. Que não tem de explicar. E que tem de, depois de compreender, "...trabalhar para ganhar a confiança dos professores."

Pois eu acho, se me é permitido, que a Senhora Ministra devia ter de explicar. E muito. Até porque a confiança dos professores portugueses está perdida. Há muito. Desde o dia em que declarou que tinha perdido os professores, mas ganhou a população. E isto a senhora ministra tinha de ser obrigada a explicar.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008






(...)
Dois exemplos de brincadeiras... Talvez.

No entanto são estes os filhos dos pais que andam por aí a dizer que os professores não trabalham, nem querem trabalhar, nem avaliar ou ser avaliados.

A questão que urge fazer é: deverão ser os professores avaliados pelo desempenho de jovens que agem desta forma?

Porque a responsabilidade destes comportamentos não é dos professores.

Pelo que os dois vídeos mostram, os pais destes jovens é que deviam ser chumbados pelo facto de não terem, em casa, educado os seus filhos no sentido de os sensibilizarem a não ter comportamentos destes.

São na rua, as brincadeiras. Poderiam ser nas aulas.





terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Hoje, dia 26 de Fevereiro de 2008, nos jornais:

Ministra garante que providências cautelares não podem interromper avaliação


Sentenças de Tribunais Centrais Administrativos são “em princípio” definitivas


A 5 de Outubro de 2007, nos jornais:

Cavaco Silva propõe “novo olhar sobre a escola”, com figura do professor prestigiada .


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Seria este "novo olhar sobre a escola" providenciado pelo Ministério da Educação, substituindo-se, arrogantemente, à lei, que o Sr. Presidente da República propunha?


Achará o Sr. Presidente da República que, agora, volvidos quase 5 meses, a figura dos professores está finalmente prestigiada?

E, por onde anda o Presidente da República de todos os portugueses?

Os professores portugueses são Portugueses!

Está à espera do quê?

Seja aquilo que lhe compete - a garantia da democracia na sociedade portuguesa.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008



Finalmente, alguém que olha para os professores de forma séria e faz jornalismo sério. Sem opiniões pessoais, recolhendo, como mandam as regras do bom repórter, as palavras dos outros. Estando no local e descrevendo o que se viu e ouviu.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

quietudes...
Quiet Moment
Jiang Guo Fang
Para Paulo Portas é "inaceitável" que o regime de avaliação dos professores, além de "começar a meio de um ano escolar" e "sem os documentos pertinentes publicados", "tenha como critério essencial as notas que o professor dá aos alunos".

"Qualquer pessoa de bom senso percebe que isto é colocar os professores perante um dilema impossível", disse Paulo Portas.


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Sendo o PM tão apologista do simplex, aqui está, neste destaque, aquilo que é neste momento a avaliação de desempenho dos professores.

Deveria, então, seguir a máxima de Obama: We can. Neste caso We can stop the teachers's evaluation.


É simples
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