quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Dois exemplos de brincadeiras... Talvez.

No entanto são estes os filhos dos pais que andam por aí a dizer que os professores não trabalham, nem querem trabalhar, nem avaliar ou ser avaliados.

A questão que urge fazer é: deverão ser os professores avaliados pelo desempenho de jovens que agem desta forma?

Porque a responsabilidade destes comportamentos não é dos professores.

Pelo que os dois vídeos mostram, os pais destes jovens é que deviam ser chumbados pelo facto de não terem, em casa, educado os seus filhos no sentido de os sensibilizarem a não ter comportamentos destes.

São na rua, as brincadeiras. Poderiam ser nas aulas.





terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Hoje, dia 26 de Fevereiro de 2008, nos jornais:

Ministra garante que providências cautelares não podem interromper avaliação


Sentenças de Tribunais Centrais Administrativos são “em princípio” definitivas


A 5 de Outubro de 2007, nos jornais:

Cavaco Silva propõe “novo olhar sobre a escola”, com figura do professor prestigiada .


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Seria este "novo olhar sobre a escola" providenciado pelo Ministério da Educação, substituindo-se, arrogantemente, à lei, que o Sr. Presidente da República propunha?


Achará o Sr. Presidente da República que, agora, volvidos quase 5 meses, a figura dos professores está finalmente prestigiada?

E, por onde anda o Presidente da República de todos os portugueses?

Os professores portugueses são Portugueses!

Está à espera do quê?

Seja aquilo que lhe compete - a garantia da democracia na sociedade portuguesa.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008



Finalmente, alguém que olha para os professores de forma séria e faz jornalismo sério. Sem opiniões pessoais, recolhendo, como mandam as regras do bom repórter, as palavras dos outros. Estando no local e descrevendo o que se viu e ouviu.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

quietudes...
Quiet Moment
Jiang Guo Fang
Para Paulo Portas é "inaceitável" que o regime de avaliação dos professores, além de "começar a meio de um ano escolar" e "sem os documentos pertinentes publicados", "tenha como critério essencial as notas que o professor dá aos alunos".

"Qualquer pessoa de bom senso percebe que isto é colocar os professores perante um dilema impossível", disse Paulo Portas.


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Sendo o PM tão apologista do simplex, aqui está, neste destaque, aquilo que é neste momento a avaliação de desempenho dos professores.

Deveria, então, seguir a máxima de Obama: We can. Neste caso We can stop the teachers's evaluation.


É simples
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A ver o telejornal, interrogo-me: Vai haver eleições antecipadas?!...
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008


Ora bem, um título de um artigo jornalístico, por princípio, deve em si sintetizar o conteúdo do texto que identifica. Ou pelo menos remeter para o assunto que é tratado.

Lendo "Sindicatos satisfeitos com alteração do diploma de gestão escolar", ficar-se-á a pensar que os professores ficaram contentes, felizes com as alterações.

No entanto, não é bem assim.

Aliás no artigo, em parte alguma, nas declarações dos representantes do sindicato, se lê a palavra satisfeitos.

Reconhecem que houve, de facto, alterações, mas declaram, em simultâneo, que não são suficientes. Será isto sinónimo de ficar satisfeito?!

Não me parece.

Chamar-lhe-ia propaganda. Não acredito que seja irrelevante este título num canal público.

O texto pode ser lido aqui.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Para além do papo que tem ali do lado direito, o cuidadinho na escolha das palavras, dando primazia aos pais. Sim, são os pais os mais interessados na educação e na avaliação de desempenho dos professores.


E a mestria com que foge às perguntas!

"Primeiro oiçam, para depois julgarem."

Lá diz o provérbio: Faz o que eu digo, não faças o que faço.
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domingo, 17 de fevereiro de 2008

e quando é domingo e porque chove o
melhor é mesmo ler...

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sábado, 16 de fevereiro de 2008

Corria o ano de 2006, pergunta o jornalista à Ministra da Educação:
- Sente-se isolada?

Não. Recebo muitas cartas de apoio. Tenho o apoio de todo o Partido Socialista e, sem dúvida, do próprio primeiro-ministro.

Nem dois anos corridos e depois de tantas alterações que, de acordo com a própria se limitam a fazer cumprir o Programa do Governo, o Primeiro Ministro, o tal que sem dúvida apoia a Senhora, reúne-se sem a mesma, pelo menos assim está noticiado, com professores socialistas depois de vários deputados socialistas do sector do ensino terem criticado a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, por causa da proposta do Governo de reforma do ensino artístico.

Registe-se ainda que:


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Será que alguém se está a demarcar?
A dúvida será: quem?
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Estamos a 14 de Fevereiro de 2008.
O 2º Período lectivo termina a 14 de Março. Daqui a um mês.
O 3º Período para os 9º Anos termina a 8 de Junho.
O exame de Língua Portuguesa do 9º Ano realizar-se-á a 18 de Junho.

Sobre a matriz do exame nada se sabe e desde o dia 17 de Outubro de 2007 que se lê a seguinte informação no site do GAVE (Gabinete de Avaliação Educacional):

Informações-Exame 2007/2008

17 de Out de 2007

Em breve serão disponibilizadas as informações-exame relativas ao ano lectivo de 2007/2008.



Acrescente-se ainda que, a propósito do Exame de 2007, a informação sobre a estrutura e matriz da prova (N.º 101.06) foi veiculada a 15 de Dezembro de 2006.


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Dúvida: porquê esta brevidade tão longa?!...
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Uma prenda barata, acessível e mutável...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Anúncio do primeiro-ministro no debate quinzenal no Parlamento
Governo vai investir 100 milhões de euros em novas creches e salas de pré-escolar

Agradáveis ao ouvido e olhos estas palavras. Realmente. Impressionante.
O investimento, segundo o PM, ronda os 37 milhões de euros.

E, pelas palavras do senhor Primeiro Ministro, tal será possível acontecer "por causa do rigor das contas públicas."

Outra falácia.

Não é pelo rigor das contas públicas, mas sim porque desde Agosto de 2005 os professores estão impedidos de progredir na sua carreira.

Fazer floreados com o dinheiro dos outros é muito feio, caro PM.
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

"Está-se a querer exigir saber o que não é necessário saber para já", sublinhou por seu lado o secretário de Estado Jorge Pedreira,...

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Depois de ler este mimo de disparates, poderia chamar nomes a quem o disse. Ofende-me enquanto professora.

Prefiro sublinhar, por meu lado, que quem tal afirma revela total ignorância sobre o que seja avaliar e como decorre qualquer processo de avaliação.

Qualquer um que vá ser avaliado tem o direito e por isso deve exigir conhecer desde o início do processo os critérios de avaliação, os níveis de desempenho definidos, a ponderação.

Logo estas afirmações só podem ser lidas com credibilidade pelo facto de terem sido proferidas durante o Carnaval e ninguém levar a mal...
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008






A utilização das reticências...


Este sinal de pontuação usa-se, principalmente, quando queremos sugerir algo que não queremos escrever. Substitui, se quiserem, o ar de mistério que fazemos, quando estamos a falar com alguém e queremos sugerir algo que não queremos dizer, mas que a outra pessoa percebe; pode também ser usado para indicar que por alguma razão fomos interrompidos naquilo que estávamos a escrever, tal com acontece, quando estamos a falar, e alguém nos interrompe. Pode ainda querer exprimir uma dúvida, hesitação e até timidez! Claro que também pode substituir o etc. Mas julgo que isso, hoje em dia, aconteça muito raramente. Mesmo na oralidade, as pessoas preferem usa o etc., quando querem dizer as restantes coisas, o resto.

Portanto, usamos as reticências para sugerir, desafiar, prender a atenção, manifestar dúvida, exprimir timidez... Em suma, é um sinal de pontuação que nos permite enriquecer a nossa capacidade de comunicação escrita, tornando-a mais expressiva. A par dessa função quase poética, devemos recorrer às reticências sempre que fazemos a transcrição de uma frase, omitindo o seu início. Com isso queremos dizer que o assunto já vem detrás. Por exemplo : "...sinal de pontuação que nos permite enriquecer a nossa capacidade de comunicação escrita, tornando-a mais expressiva."

Outro uso mais técnico passa por termos de usar as reticências entre parêntesis - (...) - sempre que citamos uma frase, parágrafo, excerto de um texto e cortamos parte do texto, mostrando, assim, que essa parte omitida teria menos importância para aquilo que desejaríamos demonstrar. Assim, e recorrendo, de novo, ao mesmo parágrafo: "Portanto usamos reticências (...) sinal de pontuação que nos permite enriquecer a nossa capacidade de comunicação escrita, tornando-a mais expressiva."
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domingo, 3 de fevereiro de 2008

Ainda a Cognição*...





















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E é preciso um mestrado para dominar estes conceitos?!...


*Plano de Estudos.
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Escreve o Público, a 30.01.2008:

Admissão de alunos é feita segundo a sua origem socio-económica
Estudos sobre selecção de alunos nas escolas públicas foram hoje divulgados no Parlamento


Lido o artigo, passei à leitura dos comentários. Destaque para este:

"02.02.2008 - 20h32 - Rosa Dias, Localidade, País
Cresci na provincia, no primerio dia da pré-primária outros alunos encostaram-me uma faca ao pescoço para explicar-me quem mandava ali, na primeira classe tinha colegas de todo o tipo, desde meninas bem comportadas que não se mexiam sem pedir licença até filhos de toxicodependentes de saltavam pela janela da sala e corriam por cima das mesas, depois no 2ª, 3ª e 4ª ano tive colegas de bairros sociais, uns bem comportados, os outros desordeiros e caóticos. Fui amiga de todos, até ajudei a passar alguns colegas com explicações que lhes dei. No 5º e 6º ano convivi com mais alunos de bairros sociais, que vinham com fome, filhos de pescadores segregados, sem vontade de estudar e com os quais saía para brincar no recreio e com quem aprendi muito. No 7º, 8º e 9º conheci colegas do campo, que se levantavam muito cedo e por isso estavam sempre cansados, conheci colegas ricos, pobres, conformados, rebeldes, caóticos, certinhos. Uns que não gostavam da escola, outros que a suportavam, outros que gostavam muito. eu pessoalmente sempre gostei e nada que fizessem os meus colegas foi impeditivo de aprender. Acabei o 12ºano com média de 18 valores em Ciencias. Ingressei no curso superior que pretendia e agora estou a acabar o mestrado em Cognição Social Aplicada. Nunca me senti prejudicada pela presença de colegas com diferentes aptidões, motivações, contextos sociais e até valores e mentalidades (as meninas bem que segregavam os alunos que não tinham roupas de marca). Esta diversidade deu-me CULTURA, TOLERANCIA, HUMANIDADE, valores que não se aprendem nas aulas mas no convivio de diferentes realidades sociais e humanas. Os meus colegas de certo que aprenderam tanto como eu, cresceram tanto como eu. A escola não é só para aprender matemática, é a indispensável socialização secundária do ser humano. Uma socialização apartaid é propicia ao desenvolvimento de estereotipos e preconceitos, de uma sociedade conflituosa e dividida. Uma sociedade evoluida ensina os seus jovens a conviver com cores, credos, classes e aptidões diferentes. Mas nem todos foram educados para a tolerancia como eu. Esses pais que continuam a querer proteger os filhos do mundo, não permitindo que convivam com as crianças da sua geração e querendo limitar os seus amigos aos meninos aprovados pela 'ASAE' lá de casa, essa gente não tem noção nenhuma do que é ser um humano pleno e desenvolvido. Só tenho a dizer...que pena. Se calhar esse puto que não deixaram vir lá a casa porque era cigano e vivia num bairro social, ou que fazia asneiras na sala de aula, ou batia na professora...vai ser o próximo Cristiano Ronaldo que agora todos gostam. As pessoas não se medem pelas classes ou rendimentos económicos, especialmente as crianças. Por mim sancionava já todas as escolas que estivessem a promover este apartaid social."


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Cognição Social Aplicada

Cognição?! Social?! Aplicada?! E isto serve para quê?!...

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008