quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

"Está-se a querer exigir saber o que não é necessário saber para já", sublinhou por seu lado o secretário de Estado Jorge Pedreira,...

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Depois de ler este mimo de disparates, poderia chamar nomes a quem o disse. Ofende-me enquanto professora.

Prefiro sublinhar, por meu lado, que quem tal afirma revela total ignorância sobre o que seja avaliar e como decorre qualquer processo de avaliação.

Qualquer um que vá ser avaliado tem o direito e por isso deve exigir conhecer desde o início do processo os critérios de avaliação, os níveis de desempenho definidos, a ponderação.

Logo estas afirmações só podem ser lidas com credibilidade pelo facto de terem sido proferidas durante o Carnaval e ninguém levar a mal...
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008






A utilização das reticências...


Este sinal de pontuação usa-se, principalmente, quando queremos sugerir algo que não queremos escrever. Substitui, se quiserem, o ar de mistério que fazemos, quando estamos a falar com alguém e queremos sugerir algo que não queremos dizer, mas que a outra pessoa percebe; pode também ser usado para indicar que por alguma razão fomos interrompidos naquilo que estávamos a escrever, tal com acontece, quando estamos a falar, e alguém nos interrompe. Pode ainda querer exprimir uma dúvida, hesitação e até timidez! Claro que também pode substituir o etc. Mas julgo que isso, hoje em dia, aconteça muito raramente. Mesmo na oralidade, as pessoas preferem usa o etc., quando querem dizer as restantes coisas, o resto.

Portanto, usamos as reticências para sugerir, desafiar, prender a atenção, manifestar dúvida, exprimir timidez... Em suma, é um sinal de pontuação que nos permite enriquecer a nossa capacidade de comunicação escrita, tornando-a mais expressiva. A par dessa função quase poética, devemos recorrer às reticências sempre que fazemos a transcrição de uma frase, omitindo o seu início. Com isso queremos dizer que o assunto já vem detrás. Por exemplo : "...sinal de pontuação que nos permite enriquecer a nossa capacidade de comunicação escrita, tornando-a mais expressiva."

Outro uso mais técnico passa por termos de usar as reticências entre parêntesis - (...) - sempre que citamos uma frase, parágrafo, excerto de um texto e cortamos parte do texto, mostrando, assim, que essa parte omitida teria menos importância para aquilo que desejaríamos demonstrar. Assim, e recorrendo, de novo, ao mesmo parágrafo: "Portanto usamos reticências (...) sinal de pontuação que nos permite enriquecer a nossa capacidade de comunicação escrita, tornando-a mais expressiva."
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domingo, 3 de fevereiro de 2008

Ainda a Cognição*...





















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E é preciso um mestrado para dominar estes conceitos?!...


*Plano de Estudos.
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Escreve o Público, a 30.01.2008:

Admissão de alunos é feita segundo a sua origem socio-económica
Estudos sobre selecção de alunos nas escolas públicas foram hoje divulgados no Parlamento


Lido o artigo, passei à leitura dos comentários. Destaque para este:

"02.02.2008 - 20h32 - Rosa Dias, Localidade, País
Cresci na provincia, no primerio dia da pré-primária outros alunos encostaram-me uma faca ao pescoço para explicar-me quem mandava ali, na primeira classe tinha colegas de todo o tipo, desde meninas bem comportadas que não se mexiam sem pedir licença até filhos de toxicodependentes de saltavam pela janela da sala e corriam por cima das mesas, depois no 2ª, 3ª e 4ª ano tive colegas de bairros sociais, uns bem comportados, os outros desordeiros e caóticos. Fui amiga de todos, até ajudei a passar alguns colegas com explicações que lhes dei. No 5º e 6º ano convivi com mais alunos de bairros sociais, que vinham com fome, filhos de pescadores segregados, sem vontade de estudar e com os quais saía para brincar no recreio e com quem aprendi muito. No 7º, 8º e 9º conheci colegas do campo, que se levantavam muito cedo e por isso estavam sempre cansados, conheci colegas ricos, pobres, conformados, rebeldes, caóticos, certinhos. Uns que não gostavam da escola, outros que a suportavam, outros que gostavam muito. eu pessoalmente sempre gostei e nada que fizessem os meus colegas foi impeditivo de aprender. Acabei o 12ºano com média de 18 valores em Ciencias. Ingressei no curso superior que pretendia e agora estou a acabar o mestrado em Cognição Social Aplicada. Nunca me senti prejudicada pela presença de colegas com diferentes aptidões, motivações, contextos sociais e até valores e mentalidades (as meninas bem que segregavam os alunos que não tinham roupas de marca). Esta diversidade deu-me CULTURA, TOLERANCIA, HUMANIDADE, valores que não se aprendem nas aulas mas no convivio de diferentes realidades sociais e humanas. Os meus colegas de certo que aprenderam tanto como eu, cresceram tanto como eu. A escola não é só para aprender matemática, é a indispensável socialização secundária do ser humano. Uma socialização apartaid é propicia ao desenvolvimento de estereotipos e preconceitos, de uma sociedade conflituosa e dividida. Uma sociedade evoluida ensina os seus jovens a conviver com cores, credos, classes e aptidões diferentes. Mas nem todos foram educados para a tolerancia como eu. Esses pais que continuam a querer proteger os filhos do mundo, não permitindo que convivam com as crianças da sua geração e querendo limitar os seus amigos aos meninos aprovados pela 'ASAE' lá de casa, essa gente não tem noção nenhuma do que é ser um humano pleno e desenvolvido. Só tenho a dizer...que pena. Se calhar esse puto que não deixaram vir lá a casa porque era cigano e vivia num bairro social, ou que fazia asneiras na sala de aula, ou batia na professora...vai ser o próximo Cristiano Ronaldo que agora todos gostam. As pessoas não se medem pelas classes ou rendimentos económicos, especialmente as crianças. Por mim sancionava já todas as escolas que estivessem a promover este apartaid social."


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Cognição Social Aplicada

Cognição?! Social?! Aplicada?! E isto serve para quê?!...

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A propósito de Hilary Clinton, enquanto candidata à Presidência dos EUA, dizia um emigrante português, no Telejornal, que ponderava a hipótese de votar na senhora porque teria o marido a ajudá-la...

Questionado pelo jornalista se aquela não seria uma opinião demasiado machista, o nosso emigrante declarou que deve ser o homem a presidir já que:


"Um homem é mais rude."


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Sem comentário.

Talvez o único aspecto positivo proveniente do novo modelo de Avaliação de Desempenho dos Professores.

Sem querer, e provavelmente com a certeza de que iria provocar a ruptura na classe..., esta equipa ministerial tem conseguido, paulatinamente, promover discussões bastante válidas entre os professores.

Um movimento muito interessante e de acompanhar.

Leiam (Manifesto e comentários). Vale a pena: Uma Outra Frente
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

domingo, 27 de janeiro de 2008


quantos olhares de adulto haverá em rostos de crianças?
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(foto de Finbarr O'Reilly)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008






Há mais de um ano fiz com humor o post reproduzido do lado esquerdo.

A propósito deste artigo, apetece-me perguntar à Senhora Ministra se tem mesmo a certeza que ganhou a população.

Apetece-me soltar a mesma gargalhada. E desta vez por estar convicta de que a única verdade nas afirmações da Senhora Ministra é o facto de ter perdido a maioria dos professores.

Ironias. Já Gil Vicente em tempo de crise as usava, ridendo castigar mores...

A paciência dos professores, precisamente porque são professores e o sabem ser, é infinita.




quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Acabei de ver um debate na RTN sobre a nova Lei do Ensino Especial.

Presentes estavam todos os convidados à excepção do representante do Ministério da Educação que, às 19H00 do dia de hoje, de acordo com a jornalista, declinou o convite.

Curioso. Muito curioso...
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Eles estão para ali a falar sobre a proibição de fumar, mas dão-lhe outro nome: Lei do Tabaco.

Faz-me lembrar a Lei que regulamenta a Avaliação de Desempenho dos professores: foi feita para avaliar professores, no entanto, tal como dizem aqueles que são pró lei do tabaco que a lei é feita para proibir, também a Lei da Avaliação de Desempenho dos professores foi feita para proibir a avaliação, uma vez que não é exequível.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008


a manhã acordou preguiçosa e com ela, também, uma enorme vontade de agradecer o sol que espreita lá fora e chama as palavras.
veremos.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

o mesmo deleite...


(Cena de África Minha // Tela: Idyll de Leighton)
Sobre isto ouvi falar muito:

«O meu sofrimento é irreparável»
2008/01/07



Sobre isto não:

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008
Ex-deputado socialista vai ter de pagar indemnização a blogger


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Porque será?

domingo, 13 de janeiro de 2008

- Água engarrafada usa?
- Sempre.
- Porquê?
- Por nada em especial. Hábito capitalista. [Sorriso.]

in RTP

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Sem comentários.
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Magistrados no futebol
Governo ignorou apelo dos juízes

É com mágoa que Edgar Lopes, juiz de Direito e vogal do Conselho Superior da Magistratura (CSM), fala sobre a presença dos magistrados no futebol. Empenhou-se pessoalmente na questão e em Dezembro de 2006 viu sair do órgão de disciplina dos juízes uma proposta de lei. Foi aprovada por unanimidade e previa que os magistrados judiciais não pudessem ser membros dos órgãos estatutários de entidades envolvidas em competições desportivas profissionais. Apenas os juízes jubilados ou os que tivessem afastados da judicatura.
(...)
Edgar Lopes lembra que a proposta era prioritária, depois de múltiplos escândalos terem abalado a credibilidade da justiça. “É uma bomba-relógio. Os juízes continuam no futebol e em outras modalidades. Um dia destes há outro caso Mateus e vamos todos lamentar a situação”, continuou.
(...)
Posição diferente tem Gilberto Madaíl. Presidente da Federação Portuguesa de Futebol há mais de uma década, o dirigente não entende a posição do CSM. E critica a concentração das atenções no mundo da bola. “O futebol não tem lepra. As pessoas são tão sérias quando trabalham no futebol como quando estão noutro quadrante”, afirma.
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in CM

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Deixa-me rir...

sábado, 12 de janeiro de 2008

No Correio da Manhã:

Privatizações: Sócrates e Soares em desacordo
Condenado das FP insulta Sócrates


Um antigo dirigente condenado no processo das FP-25 provocou ontem um incidente no final do discurso do primeiro- -ministro sobre os desafios do desenvolvimento. Assim que terminou a apresentação de Sócrates, Mouta Liz levantou-se, exaltado, e acusou o primeiro--ministro de ter feito um discurso “de propaganda”. Liz berrou que “isso não passa de mentiras” e que “o primeiro-ministro não tem vergonha”. Contrastando com a indiferença e calma com que Sócrates abandonou a sala, Mário Soares, que tinha discursado antes, no seminário que decorreu ontem na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, ainda tentou acalmar os ânimos, sugerindo que se o participante não ficasse em silêncio seria posto na rua, o que de pouco adiantou. O homem continuou dizendo que “a esquerda de que [Sócrates] fala não existe”. E foi ao ponto de dizer que já estava farto de ouvir “umas cem vezes a palavra ‘esquerda’”, numa clara referência ao discurso de Sócrates, que não se coibiu de usar o termo. Muitos dos presentes na sala voltaram-se contra o autor dos protestos, que ficou incomodado. Na resposta, Mouta Liz gritou que a maioria dos presentes “vive à custa do Estado”.
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No Diário de Notícias:

Soares manda calar ex-FP 25

Um debate ontem promovido por Mário Soares na sua Fundação sobre "dinâmicas sociais e sindicalismo" ficou marcado por um incidente entre o anfitrião e um dos presentes, o ex-sindicalista do Banco de Portugal Mouta Liz, conhecido por ter sido acusado de ser membro das FP-25.

Tudo aconteceu enquanto José Sócrates, também convidado, discursava. Mouta Liz, presente na plateia, levantou-se e gritou "propaganda". Soares irritou-se, foi ao microfone, e gritou-lhe: "O senhor cale-se, está aqui como conv idado mas também pode ser convidado a sair."
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Desculpem, mas o incidente foi o mesmo?!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008


e a legenda poderia ser..."Se os sacrifícios são pedidos, é indispensável que isso se faça com menos arrogância". Eduardo Ferro Rodrigues, "Visão", 03-01-2008
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(Foto de Miro Kusmanovic)

terça-feira, 1 de janeiro de 2008


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por José Rodrigues dos Santos,
em A Filha do Capitão, pág. 374, Gradiva

(...) O capitão admirou-lhe a determinação, a coragem, aquela não era uma mulher de lamechices, parecia delicada como uma flor mas era afinal dura como uma rocha. Isso assustou-o um pouco, esperava que as mulheres fossem todas dóceis, submissas e frágeis, era assim que se educava em Portugal, mas esta francesa era tesa e o português surpreendeu-se a si mesmo por sentir que tal até lhe agradava. Aquela determinação que se lhe lia nos olhos parecia-lhe ao mesmo tempo assustadora e admirável, o que, inexplicavelmente, o fazia amá-la ainda mais. Era como se temesse que um dia ela o abandonasse com a mesma ligeireza com que agora se afastava do marido, como se mudar de vida fosse tão fácil como virar a página de um livro; não há dúvida de que, nestas coisas de romper as relações, as mulheres são mais corajosas do que os homens. Encarando-a deste modo, o capitão começou a perceber que para amar uma pessoa era preciso admirá-la.
(...)

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Claro.