quinta-feira, 29 de novembro de 2007


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Brinde em Pequim é o título desta foto.
Imaginem se o o bolo rei ainda trouxesse brinde...

terça-feira, 27 de novembro de 2007


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já se viu ao espelho, hoje?

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(Foto de Eric Richmond)
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

diluindo...

de Lilya Corneli

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domingo, 25 de novembro de 2007

Se eu fizesse títulos para os postes que por aqui vou criando, o deste seria: "Venha mais um(a)". Neste caso, outra declaração. Enfim. Vamos a ela.

Vitalino Canas, porta-voz da direcção nacional do PS, em resposta (indirecta...) às palavras de Mário Soares, de que já fiz eco no post anterior, declarou, frente às câmaras de televisão:

"O partido socialista, à medida que vai tendo folgas, vai desenvolvendo as políticas sociais que estão no seu código genético."

Tudo isto seria hilariante se este senhor não fosse o porta-voz do partido, cuja maioria nos governa neste momento. E a questão que se levanta é: será que este senhor sabe o que significa a expressão, excessivamente idiomática para um porta-voz quase institucional..., ir tendo folgas?!

Duvido. Duvido mesmo.


Entrevista com Mário Soares
in DN



O primeiro-ministro Sócrates é uma pessoa que me surpreendeu muito positivamente. Quando entrou no Partido Socialista, jovem, era eu líder do partido. Pensei que ele fosse uma criatura do Guterres... Era a minha ideia, mas era uma ideia falsa. Estava errado. Ele não é uma criatura do Guterres. Ainda agora em Madrid disse isso ao Guterres. [Sócrates] é mesmo o anti-Guterres no sentido de que ele é um homem de extrema determinação e que sabe o que quer. Tem coragem para dizer as coisas e fazer frente às dificuldades. Nestes dois anos, parece que isto é uma coisa que toda a gente pode reconhecer de boa-fé, ele teve uma herança terrível. O País estava numa situação caótica e ele conseguiu endireitar as contas públicas, reduzir o défice. Algumas das reformas não se sabe bem o que é que vão dar, essa eu acho que é uma crítica legítima, mas que também releva uma qualidade de coragem grande. Ele abriu muitas frentes de luta ao mesmo tempo. Foram os funcionários públicos, foram os professores, foram os médicos e enfermeiros, foram os juízes, etc. Podia ter feito isso mais planificado.

(...)

Há muitas críticas, mesmo de sectores do Partido Socialista, que vão dizendo que esta acção governativa se faz muito à direita. Partilha de alguns aspectos desta crítica?

Eu não diria a coisa assim, diria a coisa de outra maneira.

Como?

É assim: eu acho que passados estes dois anos - ele [José Sócrates] tem mais quatro até às próximas eleições em 99 [Mário Soares engana-se pois quereria dizer mais dois anos, até 2009] -, deve ter grandes preocupações, a partir de agora, com o mundo do trabalho. Deve dialogar com o mundo do trabalho.

O senhor diz isso por causa do ciclo eleitoral?

Não, não digo por causa do ciclo eleitoral, digo por causa do País e porque me preocupam imenso as grandes desigualdades sociais. Para quem amou e ama a Revolução dos Cravos como eu, para quem sonhou com um Portugal diferente, é chocante ver como as desigualdades sociais se agravaram nos últimos tempos. Tem de se lutar contra isso para...

Agravaram-se porquê?

Agravaram-se porque houve uma vaga neoliberal.

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Eu nada percebo de política.
Não sei analisar objectivamente, porque me falta informação, aquilo que os políticos dizem, escrevem, mas tenho-me como alguém que até sabe ler e perceber. E, sinceramente, não entendo estas palavras.

Então, um homem de coragem política é aquele que faz frente às dificuldades, mas até podia tê-lo feito de forma mais planificada?!

É aquele que até tem tomado medidas, quase há três anos, governado o país neoliberalmente, mas que precisa de dialogar com o mundo do trabalho?!

Sr. Mário Soares, se as desigualdades sociais se agravaram nos últimos tempos, tal facto deve-se , exclusivamente, à actuação desse tal homem de coragem que parece defender, revelando, quiçá, alguma falta de coragem de dizer que afinal não há valentia, mas o reflexo de uma governação maioritária que não necessita de qualquer ousadia para governar.
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007


(...)
O discurso crítico sobre Literatura, exactamente por ser crítico, não é um discurso irrevogável; sendo formulado acerca de um discurso artístico - o literário - que é, por natureza plurissignificativo e semanticamente instável, o discurso crítico é sempre um discurso relativo e superável. Por isso mesmo, ele é um discurso que deve ser confrontado com outros discursos, tão relativos e superáveis como ele; e o que daqui decorre - o que daqui deve decorrer - é uma saudável (embora por vezes complexa a até controversa) polifonia de vozes críticas que estimulará o leitor-estudante a enunciar o seu próprio discurso crítico, fazendo-o não forçosamente contra os restantes, mas a partir ou em função das pistas de reflexão que eles possam sugerir.
(...)

in Apresentação (por Carlos Reis)
da História Crítica da Literatura Portuguesa, Verbo


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E o que ganhariam os críticos que para aí pululam, críticos de tudo..., se lessem estas palavras!
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terça-feira, 20 de novembro de 2007

O sistema de educação está a ficar perverso.
Uma professora diz:

"NÃO PODEMOS OBRIGÁ-LOS"

“Se os alunos não estudam, se não querem saber, como é que nós os recuperamos? Nós não podemos obrigá-los a estudar e a interessar-se pela escola”, disse ao Correio da Manhã Maria Manuela (nome fictício), professora numa EB 2,3 do distrito de Coimbra.

Revoltada com “o rumo que a Educação está a levar em Portugal”, esta docente, com quase 30 anos de serviço, assegura que “nunca foi tão difícil ensinar e nunca se ensinou tão pouco”.

Convidada a esclarecer, referiu que “antes o professor preocupava-se essencialmente em ensinar e tinha os alunos no centro dos seus objectivos; hoje um professor tem, sobretudo, de fazer relatórios, de elaborar e estudar projectos, enfim, quase tudo menos dar aulas”. Diz a docente que a situação é “insustentável”.


O Inspector Geral de Educação declara:

"NINGUÉM É PRESSIONADO"

O Inspector Geral de Educação, José Maria Azevedo, diz que “é desajustada a ideia de que as avaliações externas possam induzir qualquer falso sucesso”.

Em declarações ao CM, o chefe dos inspectores disse que “estas avaliações até são feitas a pedido das próprias escolas, já que tiveram por base uma candidatura.”

“Não faria sentido estarem agora a usar procedimentos administrativos que distorcessem a realidade”, acrescentou. Para além disso, José Maria Azevedo sublinhou que as notas do primeiro período não terão qualquer peso na avaliação das escolas.

“A progressão dos alunos é um dos pontos, não o único nem o mais importante. Mas isto tem a ver com as notas dos últimos anos e a evolução que se tem verificado e não propriamente as notas do Natal”, esclareceu José Azevedo, referindo que “se estas avaliações levarem a que os docentes se inteirem do projecto educativo e que as escolas se preparem para a avaliação, é positivo”.

De resto, avisa que “as escolas portuguesas continuam a ter elevadíssimas taxas de retenção”.



As escolas continuam a ter elevadíssimas taxas de retenção e continuarão a ter, enquanto os senhores que mandam e inspeccionam continuarem a ser burocráticos e não pensarem em pedagogia.

Devolvam a escola aos professores, senhores.
Os professores não são capachos.



Já agora, havia uma escola onde os professores sabiam qual era o Projecto Educativo. Os professores construíam o Projecto Educativo.
Vejam o que aconteceu...




segunda-feira, 19 de novembro de 2007

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domingo, 18 de novembro de 2007





...e, pronto, ...é domingo!









quinta-feira, 15 de novembro de 2007



A confirmar a operação de Relações Públicas, a tal matéria em que o Sr. Primeiro Ministro diz não ser especialista...

Ler com atenção o post de Paulo Guinote.

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No Banco de imagens, do Portal do Governo, as fotos respeitantes à entrega do Prémio Nacional de Mérito do Professor, realizada no dia 13 de Novembro de 2007, não contemplam uma única imagem da Sra. Ministra. No entanto, o Primeiro Ministro, em todas!! O galardoado numa...

Estranho...Ou talvez não...

E ainda diz o Sr. Primeiro Ministro que em matéria de Relações Públicas não é especialista na matéria, «Não é uma operação de Relações Públicas, matéria em que não sou especialista, nem sou muito bom», frisou.


Francamente
!
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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Daniel Sampaio critica Ministério da Educação
O conhecido psiquiatra critica o Ministério da Educação por legislar de mais e pensar de menos nas funções.


TVI, Televisão Independente

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Futurologia: Presidente do júri para Prémios de Mérito para Professores pediu demissão por razões pessoais ou outras...
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

paulatinamente...

Horse
Emory
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por Antero de Quental,
Tesouro Poético da Infância



Este livrinho, destinado exclusivamente à infância, dedico-o às mães e cuido fazer-lhes um presente de algum valor.


Convencido de que há no espírito das crianças tendências poéticas e uma verdadeira necessidade de ideal, que convém auxiliar e satisfazer, como elementos preciosos para a educação – no alto sentido desta palavra, isto é, para a formação do carácter moral – coligi para aqui tudo quanto no campo da poesia portuguesa me pareceu, por um certo tom ao mesmo tempo simples e elevado, ou ainda meramente gracioso e fino, poder contribuir para aquele resultado, em meu conceito, importantíssimo.


Destina-se pois este volumezinho sobretudo à leitura doméstica. Talvez que não fosse também descabido nas escolas de primeiras letras: mas receio que a simplicidade quase sempre pueril dos assuntos e a tenuidade do estilo pareçam a muitos mestres destoar daquela gravidade pedagógica, que, em seu entender, é atributo do ensino. Direi que pela minha parte, não o entendo assim: penso, com Froebel e João de Deus, (e com a razão e a natureza) que o tipo do ensino é o maternal, o que segue passo a passo as tendências naturais e acomoda o método e doutrina à condição peculiar do espírito infantil. Para uns entezinhos, em quem tudo é movimento e imaginação, a escola, se não for jardim, será só prisão, a doutrina, se não for encanto, será só tortura.


(...) A poesia é o ideal percebido instintivamente.



É por tais motivos que a poesia constitui o instrumento por excelência acomodado para desenvolver, e até evocar, na alma infantil, aquele sentimento do bem e do belo, sem o qual, mais tarde, a própria rectidão do carácter degenera numa dureza intolerante e estreita, a própria penetração da inteligência numa agudeza sofística e estéril. Em tempos primitivos, foi a poesia o veículo da doutrina e a linguagem própria das coisas ideais, para a humanidade ainda infante: sê-lo-á sempre para a infância, porque cada criança representa verdadeiramente, na sua constituição mental e psicológica, um resumo exacto daquela primordial e incipiente humanidade. A doutrina terá sempre de lhe ser revelada em forma de mitos, de exemplos e de imagens – isto é, em forma não só de poesia, mas de poesia simples e, na sua essência, primitiva.


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Em compensação, recorri, quanto me foi possível, à poesia popular. O povo é uma grande criança colectiva, é o eterno infante...No seu conceber as coisas, no seu sentir, no seu dizer, estão ainda presentes, como o estão nas crianças, aquelas faculdades intuitivas que presidiram, há muitos séculos, ao alvorecer do espírito humano e produziram os mitos, as lendas, os cantos heróicos, com que, no seu berço, se embalou tão poeticamente a humanidade. Dizer popular é pois dizer infantil. Todos têm notado como as crianças se dão bem com a gente do povo. É que uns e outros são simples. E todos nos recordamos do prazer delicioso com que escutávamos, na meninice, os contos maravilhosos ou os romances e cantigas com que alguma criada velha nos sabia encurtar, como por encanto, as horas largas dos serões de inverno. É que naquelas histórias e naqueles cantares, encontrava a nossa imaginação a forma exacta dos seus indistintos devaneios; o nosso sentimento, a expressão natural das suas vagas aspirações. Aqueles eram os símbolos próprios para a nossa ingénua concepção do ideal; e se os soubéssemos compor, assim é que os teríamos composto. A voz do povo parecia-nos o eco do nosso próprio pensamento.

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Deliciosa esta Advertência com que Antero de Quental nos presenteia...
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domingo, 11 de novembro de 2007

o mesmo silêncio...

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(Tela: Vestal de Leighton // Foto de Marko Petric)
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