esta história podia começar assim: “era uma vez…”podia, mas não começa. e não começa porque esta história é real. é verdadeira.
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
esta história podia começar assim: “era uma vez…”podia, mas não começa. e não começa porque esta história é real. é verdadeira.
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
apesar do excelência da escrita a poesia deve ser sempre dita...
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007



de repente acordar. os olhos abertos. as mãos, ainda vazias. levantar. abrir as janelas. ligar a música. mexer no cabelo. sorrir. as mãos já a ficar cheias. de movimento. energia. cor. e misturar as minhas mãos com outras mãos. pedir lembranças. largar beijos. tocar.



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Mas esqueci que as tuas mãos alegravam
as raízes, regando rosas enredadas,
até que as tuas impressões digitais floriram
na absoluta paz da natureza.
.
Como teus animais de estimação, alivião e a água
acompanham-te, mordendo e lambendo a terra,
e é assim que, trabalhando, geras
fecundidade, fogosa frescura de cravos.
.
Amor e reverência de abelhas peço para as tuas mãos
que na terra confundem sua estirpe transparente,
e até em meu coração abrem a sua agricultura,
.
de tal modo que sou como uma pedra queimada
que de repente, contigo, canta, porque recebe
a água dos bosques por tua voz conduzida.
Pablo Neruda
domingo, 7 de janeiro de 2007


“Este é o primeiro teste de qualificação do Campeonato Nacional de Língua Portuguesa. Os concorrentes com menos de 15 anos deverão responder até à pergunta n.º 5 (inclusivé). Os concorrentes com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos deverão responder até à pergunta n.º 10 (inclusivé).”
Estaremos perante outra “gralha” frequente no uso da nossa língua...
A palavra em causa – inclusive – é grave ( a sílaba tónica é a penúltima), logo estará errado escrevê-la / dizê-la como aparece em epígrafe.
Lá fora está frio. Apetece estar em casa. A lareira acesa, as torradas, o chá e...uma história. Mas não apetece ler, até porque só deixamos acesas as luzes da lareira. Era preciso alguém que nos contasse uma história...Hoje não vamos falar de ninguém em particular. Fazemos, então, homenagem àquele conjunto de textos que foi passando de geração em geração muitas vezes pela boca dos avós.
O mito de Pandora
Dantes vivia sobre a terra a raça humana,
(Os Trabalhos e dos Dias, 90 – 105)
sábado, 6 de janeiro de 2007
Cai a noite e fico sóAqui sentado a escrever
já não sei por onde vou
talvez,
venha um dia a saber

Se o amanhã vier
Vem dizer, vem contar, saber
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
preenchi de eco
o espaço negado
a tua voz
em noites sós
seja o segredo afastamento
das agitações
Teresa Durães
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

e parou o tempo. as pedras calaram os passos. as portas não chegaram a libertar a vida. as janelas esconderam os sorrisos. parou. tudo parou. o tempo parou.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
na minha terra havia um homem que não tinha um dos olhos. por isso toda a gente o tratava por zarolho. toda a gente, não. os adultos só o faziam quando ele não estava presente e, mesmo assim, só aqueles que por um motivo ou outro não gostassem dele.
















