terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Ao povo dei situação que lhe baste,
....sem lhe tirar nem lhe arrebatar a honra.
Aos que tinham o poder e eram considerados pelas suas riquezas,
....a esses prescrevi que não sofressem nenhum desacato;
um forte escudo lancei sobre ambos.
....Não consenti que nenhum deles vencesse injustamente.
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que bom seria que aqueles que, depois, executam as leis fossem, como o legislador, e não obscurecessem as leis...
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

que nos diria o instinto se pudesse conversar connosco, quando os olhos, cansados, gritam por uma linha lá, no horizonte?...talvez a resposta fosse o silêncio e as cores discretas das praias vazias...talvez.
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Olhos verdes!...
Joaninha tem os olhos verdes...
Não se reflecte neles a pura luz dos céus, como nos olhos azuis.
Nem o fogo - e o fumo das paixões, como nos pretos.
Mas o viço do prado, a frescura e animação do bosque, a flutuação e a transparência do mar...
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
um dia o rui saiu de casa e perdeu-se no caminho para a escola, tendo ido parar a um lugar cheio de árvores raquíticas, cinzentas, flores murchas, relva preta e, sobrevoando o lugar, bichinhos fedorentos e escuros.
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
....de homens perversos, mas convive sempre com os bons.
Com estes deves beber, comer, abancar, e agradar
....àqueles cujo poder é grande.
Pois é com os bons que aprenderás o bem, e, se com os maus
....te misturas, perderás até o teu espírito.
Fixa isto, e convive com os bons. Um dia
....dirás que eu aconselho bem os meus amigos.
Teógonis (séc. VI-V a.C.)
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

por momentos, espaços serenos, tempos que ainda não conhecemos...fechamos os olhos. estamos tranquilos. assalta-nos a melancolia do dia que ontem lembrámos... e o repouso chegou. e, no entanto, inquieta-nos a hora que vem a seguir. temos de seguir à procura dessa luz. com o nosso tempo todo à espera, sem angústias ou medos.
(imagens, por ordem: de Carlos Teixeira, Mar da Tranquilidade e Memórias //
de Ben Cabrera Berbicara, Melancoly //
de Carmen Herrera, Mensajeras dela Luz)
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"Não interessa: há seres para os quais nada, momentanemente pelo menos, é resposta para tudo. Michel organiza no Mont-Noir uma trapa pessoal. Tem-se prazer em dizer que não a esses apetites e a esses desejos que constituem a maior parte da nossa personalidade, ou do que supomos que a seja; prazer em pôr de parte a esperança; prazer em não ter nada, e mesmo em não ser nada, para nos sentirmos pura e simplesmente existir. Às seis da manhã, sai da cama em que leu e dormiu; sempre gostou dessa hora em que as coisas parecem limpas, lavadas pela noite."
Marguerite Yourcenar, O quê? A Eternidade
domingo, 10 de dezembro de 2006
...Vem...Além de toda a solidão
......perdi a luz do teu viver
................perdi o horizonte
Está bem
Prossegue lá até quereres
Mas vem depois iluminar
Um coração que sofre
.....................Pertenço-te
Até ao fim do mar........sou como tu....
.....Da mesma luz ...Do mesmo amar
Por isso vem
..........................Porque te quero
.......Consolar
...................Se não está bem
......deixa-te andar a navegar
.................................Pertenço-te
...............................Até ao fim do mar
..............Sou como tu
...........................Da mesma luz
Do mesmo amar
...................Por isso vem
Porque te quero
................................Consolar
.....Se não está bem
..................deixa-te andar a navegar
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(LETRA: Vem, de Pedro Ayres Magalhães,
in Espírito da Paz - MADREDEUS //
FOTOS: Marko Petric)















